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Sobre os que dão bom e mau exemplo

Texto Original

De iis qui bonum vel malum exemplum praebent

Caput CXV - De cuiusdam boni fratris exemplo et de more fratrum antiquorum.

 

155 
1 Affirmabat Minores fratres novissimo tempore (cfr. Iudas 18) idcirco a Domino missos (cfr. Ioa 1,6), ut peccatorum obvolutis caligine lucis exempla monstrarent. 
2 Suavissimis dicebat se repleri odoribus (cfr. Ex 29,18; Ioa 12,3) et unguenti pretiosi (cfr. Mat 26,7) virtute liniri, cum sanctorum fratrum per orbem distantium audiebat magnalia (cfr. Act 2,11). 
3 Accidit quemdam fratrem Barbarum nomine, coram quodam nobili viro de insula Cypri, semel in fratrem alium verbum iactare (cfr. Iob 18,2) iniuriae. 
4 Qui cum ex verbi conflictu laesum aliquantulum cerneret fratrem, asinino stercore sumpto, in suimet accensus vindictam ori proprio illud conterendum immittit dicens: 
5 “Stercus commasticet lingua, quae in fratrem meum iracundiae venenum effudit (cfr. Prov 23,32)”. 
6 Aspiciens hoc miles stupore attonitus, nimium aedificatus discessit, et ex tunc se et sua liberaliter fratrum voluntati exposuit. 
7 Hoc omnes fratres infallibiliter ex more servabant, ut si quis eorum alteri verbum quandoque turbationis inferret, protinus in terra prostratus (cfr. 2Mac 10,4), laesi pedem vel inviti beatis osculis demulceret. 
8 Exsultabat sanctus in talibus, cum suos filios audiebat ex se ipsis exempla sanctitatis educere, benedictionibus omni acceptione dignissimis (cfr. 1Tim 1,15) fratres illos accumulans, qui verbo vel opere (cfr. Col 3,17) ad Christi amorem inducerent peccatores. 
9 Animarum zelo, quo perfecte repletus erat (cfr. Act 5,17), volebat sibi filios vera similitudine respondere.

Texto Traduzido

De iis qui bonum vel malum exemplum praebent

Capítulo 115 - Sobre um exemplo de um bom frade e sobre os costumes dos irmãos antigos.

 

155 
1 Afirmava que os frades menores tinham sido enviados nestes últimos tempos pelo Senhor para darem exemplos de luz aos pecadores envolvidos nas trevas. 
2 Dizia que se sentia penetrado por suavíssimos perfumes e sentia que lhe passavam um precioso ungüento quando ouvia contar os grandes feitos dos santos frades que moravam longe pelo mundo afora. 
3 Uma vez um certo Frei Bárbaro feriu com palavras de injúria um outro frade diante de um nobre da ilha de Chipre. 
4 Quando viu que o outro tinha ficado magoado com suas palavras, pegou esterco de burro e, para vingar-se de si mesmo, colocou-o na boca dizendo: 
5 “Que mastigue esterco essa língua que soltou o veneno da ira em cima do meu irmão”. 
6 Vendo isso, o cavaleiro ficou atônito e foi embora muito edificado. Desde então, colocou-se à disposição dos frades, com todos os seus haveres. 
7 Assim costumavam agir os frades infalivelmente: se alguma vez algum deles perturbava o outro com suas palavras, logo se prostrava no chão e beijava os pés do ofendido mesmo contra sua vontade. 
8 O santo ficava exultante com essas coisas, quando sabia que seus filhos eram capazes por si mesmos de dar exemplos de santidade, cobrindo com suas bênçãos os frades que, mais dignos do que se possa dizer, por palavras ou ações, levavam os pecadores para o amor de Cristo. 
9 Estava cheio de zelo das almas, queria que seus filhos fossem nesse ponto como ele.