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Capítulo 51

Texto Original

Caput 51

De modo quem tenebant tunc fratres in reconciliando se invicem quando unus turbabat alterum.

 

1 Affirmabat fratres Minores hoc novissimo tempore aDomino missos (cfr. Iudas 18; Ioa 1,6)ut peccatorum obvolutis caligine lucis exempla monstrarent. 2 Suavissimis dicebat se repleri odoribus (cfr. Ex 29,18; Ioa 12,3) et unguenti pretiosi (cfr. Mat 26,7) virtute liniri, cum sanctorum fratrum qui erant per orbem dispersi audiebat magnalia (cfr. Act 2,11).
3 Accidit quadam vice fratrem quemdam, coram uno nobili viro de insula Cipri, in fratrem alium verba jactare(cfr. Iob 18,2) iniuriae. Qui cum cerneret ex hoc fratrem suum aliquantulum perturbatum, statim in suimet vindictam accensus assumpsit stercus asini; 4 et ori proprio ipsum dentibus conterendum immisit, dicens: “Stercus commasticet lingua quae in fratrem meum iracundiae venenum effudit (Prov 23,32)!”. 5 Aspiciens autem hoc vir ille, stupore attonitus, valde aedificatus abscessit, atque ex tunc se et omnia sua voluntati fratrum exposuit.
6 Hoc itaque fratres omnes ex more servabant ut si quis eorum, aliquando, verbum injuriae vel turbationis alteri intulisset, statim protinus in terram prostratus (cfr. 2Mac 10,4)pedem fratris turbati osculabatur et humiliter veniam postulabat. Exsultabat sanctus pater in talibus, cum filios suos audiebat ex seipsis exempla sanctitatis educere, atque benedictionibusomni acceptione dignissimis (cfr.1Tim 1,15) illos fratres accumulabat, qui verbo vel opere ad (cfr. Col 3,17) Christi amorem inducerent peccatores; 8 nam animarum zelo quo ipse erat perfecte repletus (cfr. Act 5,17)volebat filios suos sibi vera similitudine respondere.

Texto Traduzido

Caput 51

Como os frades daquele tempo se reconciliavam, quando um perturbava o outro.

 

1 Afirmava que, nestes últimos tempos, os frades menores foram enviados (cf. Jd 18; Jo 1,6) pelo Senhor para darem exemplos de luz aos envolvidos pela treva dos pecados. 2 Dizia.que se impregnava de suavíssimos perfumes (cf. Ex 29,18; Jo 12,3) e se ungia da força de um óleo precioso (cf. Mt 26,7), quando ouvia as maravilhas (cf. At 2,11) realiza­das pelos santos frades espalhados pelo mundo.
3 Uma vez, aconteceu que um frade lançou palavras (cf. Jó 18,2) injuriosas contra outro frade, na presença de um nobre da ilha de Chipre. Quando percebeu que, por isso, seu irmão ficara um pouco ofendido, levado pelo desejo de punir-se, imediatamen­te apanhou esterco de asno, 4 colocou-o na boca e mordeu-o com os dentes, dizendo: “Mastigue esterco a língua que derramou o veneno (cf. Pr 23,32) da raiva no meu irmão !” 5 Vendo isso, o ho­mem, atônito de espanto, foi embora edificado e, desde então, colocou tudo que era seu à disposição dos frades.
6 Porque todos os frades tinham o costume de, se algum deles dirigisse uma palavra injuriosa ou perturbadora ao outros, lançava-se imediatamente por terra (cf. 2Mc 10,4), beijava o pé do irmão ofendido e humildemente pedia perdão. 7 O santo pai ficava exultante com essas coisas, quando ouvia que .seus filhos tiravam exemplos de santidade de si mesmos e cumulava de bênçãos dignas de toda a aceitação (cf. 1Tm 1,15). os frades que, por palavras ou por obras (cf. Cl 3,17), induziam os pecadores ao amor de Cristo; 8 pois, estando ele próprio perfeitamente repleto de zelo (cf. At 5,17) pelas almas, queria que seus filhos fossem verdadeiramen­te semelhantes a ele.