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Sobre a obediência

Texto Original

De obedientia

Caput CXI - Quod semper ob veram obedientiam habuit guardianum.

 

151 
1 Ut pluribus lucraretur modis negotiator iste cautissimus, ac totum praesens tempus conflaret in meritum, frenis obedientiae agi voluit, et alieno regimini submittere semetipsum. 
2 Siquidem non solum generali officio resignavit, sed propter maius obedientiae bonum, guardianum singularem expetiit, quem specialiter coleret in praelatum. 
3 Dixit enim fratri Petro Cathanii, cui pridem obedientiam sanctam promiserat: “Rogo te, propter Deum, ut vicem tuam de me uni de sociis meis committas, cui sicut tibi devotus obediam. 
4 Scio”, inquit, “obedientiae fructum, et quod nihil transeat temporis sine lucro qui alterius iugo colla submiserit (cfr. Sir 51,34)”. 
5 Admissa igitur sua instantia, usque ad mortem (cfr. Phip 2,8) subditus ubique permansit, guardiano proprio semper reverenter obtemperans. 
6 Dixit autem quadam vice sociis suis: “Inter alia quae dignanter pietas mihi divina concessit, hanc gratiam contulit, quod ita diligenter novitio unius horae obedirem, si mihi guardianus daretur, sicut antiquissimo vel discretissimo cuiquam. 
7 Subditus”, inquit, “praelatum suum non hominem considerare debet, sed illum pro cuius est amore subiectus. 
8 Quanto autem comtemptibilior praesidet, tanto obedientis humilitas magis placet”.

Texto Traduzido

De obedientia

Capítulo 111 - Que sempre, por verdadeira obediência, teve um guardião.

 

151 
1 Este esperto negociante, querendo lucrar de muitas as maneiras e aproveitar em merecimentos todo o tempo presente, decidiu viver dentro dos freios da obediência e submeter-se às ordens de outro. 
2 Por isso, não só resignou a seu cargo de geral, mas, para melhor proveito da obediência, pediu um guardião particular a quem tivesse que respeitar especialmente como prelado. 
3 Pois disse a Frei Pedro Cattani, a quem já tinha prometido antes obediência: “Eu te peço, pelo amor de Deus, que encarregues um de meus companheiros de fazer as tuas vezes junto de mim, para que eu lhe obedeça devotamente como se fosses tu. 
4 Eu sei qual é o proveito da obediência e que não perde nem um pouco de seu tempo quem submete o pescoço ao jugo de outro”. 
5 Como sua insistência foi atendida, permaneceu submisso até a morte, obedecendo sempre com reverência ao próprio guardião. 
6 Disse, uma vez, a seus companheiros: “Entre as outras coisas que a bondade de Deus se dignou conceder-me está a graça de ser capaz de obedecer a um noviço de uma hora, se me fosse dado como guardião, tanto quanto ao mais antigo e mais discreto.
7 O súdito não deve considerar seu superior simplesmente como um homem, mas como aquele a quem se submeteu por amor. 
8 Quanto mais desprezível for o que manda, maior deve ser a humildade de quem obedece”.