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83. Serenidade do verdadeiro frade menor

Texto Original

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1 Quodam tempore, cum appropinquaret capitulum fratrum, quod debebat fieri apud ecclesiam Sancte Marie de Portiuncula, dixit beatus Franciscus socio suo: “Non videtur michi quod sim frater Minor, nisi essem in statu quem dicam tibi”. 
2 Et ait: “Ecce fratres cum magna devotione et veneratione veniunt ad me et invitant me ad capitulum, et motus ex devotione ipsorum, vado ad capitulum cum ipsis. 
3 Et, ipsis congregatis, rogant me ut verbum Dei annuntiem inter ipsos; et surgens predico eis sicut docuerit me Spiritus Sanctus (cfr. Luc 12,12). 
4 Finita ergo predicatione, ponatur quod considerent et dicant adversus me: 
5 Nolumus te regnare super nos (cfr. Luc 19,14); non enim es eloquens et es nimis simplex, et nimis verecundamur habere ita simplicem et despectum prelatum super nos; unde de cetero non presumas vocare te nostrum prelatum. 
6 Et sic eiciunt me vilipendendo. 
7 “Non igitur videtur michi quod sim frater Minor, si eodem modo non gaudeo, cum me vilipendunt et cum verecundia me eiciunt, nolentes ut sim prelatus eorum, sicut quando honorant et venerantur, eorum profectu utrobique equaliter se habente. 
8 Nam, si gavisus sum de profectu et devotione ipsorum, cum exaltant me et honorant, ubi periculum anime esse potest, magis convenit quod debeam letari et iocundari de profectu meo et salute anime, cum vituperant me, cum verecundia eiciendo, ubi lucrum est anime”.

Texto Traduzido

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1 Certa ocasião, como se aproximasse o capítulo dos frades, que devia ser feito junto da igreja de Santa Maria da Porciúncula, disse o bem-aventurado Francisco a seu companheiro: “Não me parece que eu seja um frade menor a não ser que esteja no estado que vou te dizer”. 
2 E disse: “Eis que os frades, com grande devoção e veneração vêm e me convidam para o capítulo, e eu, movido por sua devoção, vou ao capítulo com eles. 
3 E, todos reunidos, pedem que anuncie a palavra de Deus entre eles; levantando-me, prego-lhes como me ensinar o Espírito Santo. 
4 Acabada a pregação, digamos que pensem e digam contra mim: 
5 Não queremos que reines sobre nós (cfr. Lc 19,14); pois não és eloquente e és simples demais, e ficamos com muita vergonha de ter um prelado tão simples e desprezível acima de nós; por isso não tenhas daqui em diante a pretensão de te chamar de nosso prelado. 
6 E sim me expulsam envergonhando-me. 
7 “Por isso não me parece que eu seria um frade menor se não me alegrar do mesmo modo, quando me desprezam e me expulsam com vergonha, não querendo que eu seja o seu prelado, como quando me honra e veneram, sendo, de qualquer forma, igual o proveito para eles. 
8 Pois, se me alegro de seu proveito e devoção, quando me exaltam e honram, onde pode haver perigo da alma, é mais conveniente que eu deva me alegrar e ficar satisfeito com o meu proveito e a salvação de minha alma, quando me expulsam com vergonha, onde há lucro da alma”.