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71. É a oração que salva

Texto Original

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1 Et dicebat: “Multi sunt qui totum studium suum et sollicitudinem suam die noctuque ponunt in scientia, dimittentes vocationem suam sanctam, et devotam orationem. 
2 Et cum aliquibus vel populo predicaverint et viderint vel noverint aliquos inde hedificari vel ad penitentiam converti, inflantur vel se extollunt de operibus et lucro alieno, 
3 quoniam quos credunt suis verbis hedificari vel ad penitentiam converti, Dominus hedificat et convertit orationibus sanctorum fratrum, licet id ipsi ignorent, quia sic est voluntas Dei ut illud ne advertant, non inde superbiant. 
4 Isti sunt fratres mei milites tabule rotunde, qui latitant in desertis et in remotis locis, ut diligentius vacent orationi et meditationi, sua et aliorum peccata plorantes, quorum sanctitas a Deo cognoscitur, aliquando a fratribus et ab hominibus ignoratur. 
5 Et cum anime ipsorum ab angelis Domino representabuntur, tunc Dominus ostendet illis fructum et mercedem laborum suorum (cfr. Sap 10,17), videlicet multas animas que suis orationibus salvate sunt, dicens illis: 
6 Filii, ecce tales anime salvate sunt vestris orationibus, et quia super pauca fuistis fideles, supra multa vos constituam (cfr. Mat 25,21)”. 
7 Unde propter hoc dicebat beatus Franciscus super illo verbo: Donec sterilis peperit plurimos et que multos ha[bebat] filios infirmata est (cfr. 1Re 2,5), sterilem esse dicebat bonum religiosum, qui sanctis orationibus et virtutibus se et alios hedificat. 
8 Hec verba sepe dicebat coram fratribus in collatione verborum suorum, et maxime ad capitulum fratrum apud ecclesiam Sancte Marie de Portiuncula coram ministris et aliis fratribus. 
9 Unde omnes fratres, tam ministros quam predicatores, informabat ad opera dicens eis quod propter prelationem et officium et sollicitudinem predicandi omnino non deberent dimittere sanctam et devotam orationem, ire pro helemosina, et operari manibus suis (cfr. 1The 4,11; Eph 4,28) sicut alii fratres, propter bonum exemplum et lucrum animarum suarum et aliorum. 
10 Et dicebat: “Multum hedificantur fratres subditi cum eorum ministri et predicatores vacant libenter orationi et inclinam se et humiliantur”. 
11 Unde ipse tamquam fidelis zelator Christi, dum corpore fuit sanus, operabatur in se, quod docebat fratres suos.

Texto Traduzido

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1 E dizia: “Há muitos que põem na ciência todo o seu esforço e toda a sua solicitude, dia e noite, deixando sua santa vocação e a devota oração. 
2 E quando pregarem a alguns ou ao povo e virem ou ficarem sabendo que alguns ficaram edificados ou se converteram à penitência por causa disso, vão se inchar e orgulhar-se pelas obras e o lucro alheio. 
3 Porque é o Senhor que edifica e converte aqueles que eles crêem que eles acham que se edificam com suas palavras e se convertem à penitência, com as oração dos frades santos, mesmo que eles não saibam disso, pois assim é a vontade de Deus, que não percebam disso para não se orgulharem. 
4 Estes são os meus frades da távola redonda, que se escondem nos desertos e nos lugares afastados, para se dedicarem mais diligentemente à oração e à meditação, chorando os seus pecados e os dos outros, cuja santidade é conhecida por Deus, algumas vezes pelos frades, mas é ignorada pelos outros. 
5 E quando suas almas forem apresentadas a Deus pelos anjos, então o Senhor vai mostrar-lhes o fruto e o resultado de seus trabalhos, isto é, muitas almas que forma salvas por suas orações, dizendo-lhes: 
6 Filhos, olhem estas almas salvas por suas orações, e porque fostes fiéis no pouco, eu vos constituirei sobre muitas coisas (cfr. Mt 25,21)”. 
7 Por isso, o bem-aventurado Francisco dizia sobre aquela passagem: Enquanto a estéril teve muitos filhos e a quem tinha muitos filhos ficou doente (cfr. 1Re 2,5), que a estéril era o bom religioso, que edifica a si mesmo e aos outros pelas santas orações e virtudes. 
8 Dizia muitas vezes essas palavras diante dos frades em suas conversas com eles, e principalmente no capítulo dos frades junto à igreja de Santa Maria da Porciúncula, diante dos ministros e dos outros frades. 
9 Por isso formava para as obras todos os frades, tanto ministros como pregadores, dizendo-lhes que por causa da prelatura e do ofício e solicitude de pregar não deviam absolutamente deixar a santa e devota oração, ir pedir esmolas e trabalhar com suas mãos, como os outros frades, por causa do bom exemplo e do lucro de suas almas e das dos outros. 
10 E dizia: “Os frades súditos ficam muito edificados quando seus ministros e pregadores se entregam de boa vontade à oração, e se prostram e se humilham”. 
11 Por isso ele, como um fiel zelador de Cristo, enquanto foi sadio de corpo, fazia em si o que ensinava a seus frades.