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Capítulo XXXV

Texto Original

Caput XXXV

De fr.Rutino, quomodo liberavit demoniacum.

 

1 Predictus autem fr. Rufinus, propter magnam cordis attentionem ad Deum et angelicam mentis quietem, quandocumque ab aliquo vocabatur, cum tanta gravitate ac dulcedine et vocis morositate ipsum vocantibus respondebat, quod videbatur de alio mundo redire. 2 Unde semel vocatus a sociis ut iret pro pane, ille, sicut vere divinus, respondit: “Fra.a.a.te mi.mi.o, mu.u.u.ultu voluntiere”.
3 Cum ergo panem per Assisium queritaret, et ecce ducebatur unus demoniacus, fortiter ligatus et a multis sociatus hominibus, qui ducebatur ad s. Franciscum, ut eum a demonio liberaret. 4 Qui cum a longe vidisset fr. Rufinum, statim cepit clamare et furere tam fortiter quod, fractis omnibus vinculis, de manibus omnium exilivit. 
5 Illi autem, de tanta novitate mirantes, coniuraverunt eum ut diceret cur modo plus solito torqueretur. 6 Qui respondit: “Quia ille frater pauperculus, ille obediens, humilis et s. fr. Rufinus, qui incedit cum tasca, suis sanctis virtutibus et humilibus orationibus me incendit et cruciat; et propterea non possum plus in isto homine commorari”Et hiis dictis, statim exiit. Quod audiens, fr. Rufinus, quia illi homines et etiam infirmus sanatus illi magnam reverentiam exhibebant, dedit laudem D. Ihesu Cristo et ortatus est illos, ut in hiis omnibus glorificarent Deum et Salvatorem nostrum, D. Ihesum Cristum. Amen.

Texto Traduzido

Caput XXXV

De Frei Rufino, como libertou um endemoninhado.

 

1 O predito Frei Rufino, por causa da grande atenção do coração em Deus e no sossego angélico da mente, nas ocasiões em que era chamado por alguém, respondia aos que o chamavam com tanta gravidade, doçura e lentidão da voz, que parecia voltar de outro mundo. 2 Por isso, uma vez que foi chamado pelos companheiros para ir pedir pão, respondeu como um homem verdadeiramente de Deus: “Ir.mão me.e.u, de mu.u.u.ito boa vonta.a.a.a.de”.
3 Quando estava pedindo pão pela cidade de Assis, estavam levando um endemoninhado, bem amarrado e acompanhado por muitos homens, para que São Francisco o livrasse de um demônio.4 Quando ele viu de longe Frei Rufino, começou a gritar e a se enfurecer tão fortemente que arrebentou as cordas e escapou da mão de todos.
5 Estes, admirados com essa novidade, conjuraram-no a dizer-lhes porque se retorcia mais do que habitualmente. 6 Ele respondeu: “Porque aquele frade pobrezinho, o obediente, humilde e santo Frei Rufino, que vai com uma sacola, me queima e atormenta com suas santas virtudes e humildes orações. Por isso não posso mais ficar neste homem”. 7 Dizendo isso, foi logo embora. Ouvindo isso, frei Rufino, como aqueles homens e também o doente curado tinham para com ele a maior reverência, prestou louvor a nosso senhor Jesus Cristo e os exortou a que, em tudo isso, glorificassem a Deus e a nosso salvador, o Senhor Jesus Cristo. Amém.