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46. Sua repugnância por se deixar tratar

Texto Original

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1 Factum est autem, dum appropinquaret tempus congruum pro infirmitate oculorum curanda, discessit beatus Franciscus de loco illo, licet in oculis esset valde infirmus, 
2 habens in capite quoddam magnum caputium sicut fratres fecerant sibi, et pannum de lana et lino consutum cum caputio ante oculos, quoniam lumen diei respicere et videre non poterat pre magnis doloribus ex infirmitate oculorum provenientibus, 
3 et perduxerunt eum socii eius in equitatura apud heremitorium Fontis Columbarum prope Reate, ad habendum consilium cum quodam medico Reate qui noverat oculorum infirmitati medicinari. 
4 Cumque illuc veniret medicus ille, dixit beato Francisco quod volebat facere cocturam super maxillam usque ad supercilium illius oculi, qui erat infirmior altero; sed beatus Franciscus nolebat incipere curam nisi veniret frater Helias. 
5 Cumque expectaret ipsum et non veniret, quia propter multa impedimenta que habuit venire non potuit, et ipse dubitabat incipere curam; 
6 sed necessitate coactus, maxime propter obedientiam domini episcopi Hostiensis et generalis ministri, proposuit eis obedire, licet satis grave illi esset de se habere huiusmodi sollicitudines. 
7 Et propterea volebat ut minister eius illud ageret.

Texto Traduzido

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1 Mas aconteceu que, quando se aproximou o tempo adequado para tratar da doença dos olhos, o bem-aventurado Francisco saiu daquele lugar, embora estivesse muito doente dos olhos. 
2 Levava na cabeça uma espécie de capuz grande, como os frades tinham feito para ele, e um pano de lã e linha costurado no capuz na frente dos olhos, porque não podia olhar e ver a luz do dia por causa das grandes dores provenientes da doença dos olhos.
3 E os companheiros levaram-no em uma montaria para o eremitério de Fonte Colombo, perto de Rieti, para ter uma consulta com um médico de Rieti que sabia medicar a doença dos olhos. 
4 Quando foi lá, o médico disse ao bem-aventurado Francisco que queria fazer uma cauterização desde o maxilar até o supercílio de seu olho, que era mais doente que o outro. Mas o bem-aventurado Francisco não queria começar o tratamento antes que chegasse Frei Elias. 
5 Como o esperaram e não veio, porque, por muitos impedimentos que teve, não pôde vir, ele também duvidava se devia começar o tratamento. 
6 Mas, forçado pela necessidade, principalmente por obediência ao senhor bispo de Óstia e ao ministro geral, propô-se a obedecê-los, embora fosse muito duro para ele que tivessem tantas solicitudes por sua causa. 
7 Por isso queria que seu ministro tomasse a decisão.