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49. Extraordinário respeito pelo fogo

Texto Original

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1 Et non est mirum, si ignis et alie creature venerabantur aliquando ipsum: quoniam, sicut vidimus nos qui fuimus cum (cfr. 2Pet 1,18) illo, tanta affectione caritatis ipsas diligebat et venerabatur, 
2 et in eis tantum delectabatur et tanta pietate et compassione circa ipsas spiritus eius movebatur, quod quando quis non honeste tractaret eas [turbaretur], 
3 et ita cum ipsis loquebatur letitia interiori et exteriori sicut [si] de Deo sentirent, intelligerent et loquerentur, ita quod multotiens illa occasione rapiebatur in contemplatione Dei. 
4 Nam quadam vice cum sederet iuxta ignem, ipso nesciente, ignis invasit pannos eius de lino iuxta crus. 
5 Cumque sentiret calorem ignis et socius eius videret quod ignis combureret pannos eius, cucurrit volens extinguere ipsum. 
6 Qui dixit ei: “Carissime frater, noli male facere fratri igni”. 
7 Et ita non permisit ei, ut ullo modo ipsum extingueret. 
8 Ille vero statim ivit ad fratrem, qui erat eius guardianus, et duxit illum ad eum et sic, illo nolente, cepit extinguere ipsum. 
9 Nolebat enim ipse candelam vel lampadem aut ignem extinguere, sicut solet fieri cum est necesse, [tanta] pietate et dilectione movebatur circa ipsum. 
10 Nolebat etiam ut frater proiceret ignem vel lignum fumigantem, sicut solet multotiens fieri, sed volebat ut plane poneret ipsum in terram ob reverentiam illius cuius est creatura.

Texto Traduzido

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1 E não é de admirar se o fogo e outras criaturas às vezes o veneravam: porque, como vimos nós que estivemos com ele, amava-as e as venerava com tanto afeto de caridade. 
2 E se deleitava tanto com elas, e seu espírito tinha tamanha compaixão e piedade por elas que se perturbava quando alguém não as tratava bem. 
3 E também conversava com elas com alegria interior e exterior, como se sentissem, entendessem e falassem de Deus, de forma que, muitas vezes, quando fazia isso, era arrebatado na contemplação de Deus. 
4 Pois, uma vez, quando estava sentado perto do fogo, sem que ele percebesse, o fogo invadiu seus panos de linho que cobriam a perna. 
5 Quando sentiu o calor do fogo e o seu companheiro viu que o fogo estava queimando seus panos, correu para apagá-lo. 
6 Mas ele lhe disse: “Irmão caríssimo, não queira fazer mal ao irmão fogo”. 
7 E assim não lhe permitiu de modo algum que o apagasse. 
8 Mas ele foi na mesma hora ao frade que era seu guardião, levou-o a ele, e assim, contra a vontade dele, começou a apagar o fogo. 
9 Ele não queria que apagassem as velas, as candelas, as lâmpadas ou o fogo, como se costuma fazer quando é necessário, tanta era a piedade e afeto que tinha por ele. 
10 Também não queria que o irmão jogasse fora fogo ou lenha fumegante, como é costume fazer muitas vezes, mas queria que os colocasse delicadamente no chão, por reverência Àquele de quem é criatura.