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81. Arezzo libertada dos demônios

Texto Original

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1 Ut autem pervenerunt Arizium, scandalum maximum et bellum erat quasi per totam civitatem die noctuque occasione duarum partium, que se longo tempore ad invicem oderant. 
2 Videns hoc beatus Franciscus et audiens tantum rumorem et clamorem per diem et noctem, cum esset hospitatus in quodam hospitali in burgo extra civitatem, visum fuit ei quod demones de hiis exultarent [et incitarent] omnes homines ad destruendum civitatem cum igne et aliis periculis. 
3 Unde, motus ad pietatem super illam civitatem, ait fratri Silvestro sacerdoti, homini Dei, magne fidei, mire simplicitatis et puritatis, quem sanctus pater venerabatur ut sanctum: 
4 ”Vade ante portam civitatis et alta voce precipias omnibus demonibus, ut exeant omnes de ista civitate”.
5 Surrexit frater Silvester et ivit ante portam civitatis exclamans vocibus magnis: 
29 “Laudatus et benedictus sit Dominus Iesus Christus. 
6 Ex parte Dei omnipotentis et in virtute sancte obedientie sanctissimi patris nostri Francisci precipio omnibus demonibus, ut omnes exeant de ista civitate”.
7 Et factum est divina miseratione et oratione beati Francisci, quod sine aliqua predicatione paulo post reversi sunt ad pacem et unitatem. 
8 Et quia non potuit tunc illis predicare beatus Franciscus, postea quadam vice cum predicaret illis, dixit eis in primo sermone predicationis: 
9 “Ego loquor vobis sicut vinctis demoniorum, quoniam vosmetipsos ligastis et vendidistis, vos tamquam animalia ad forum, propter miseriam vestram, et tradidistis vos in manus demoniorum, scilicet quando exponitis vos voluntati illorum, qui destruxerunt et destruunt seipsos et vos et totam civitatem destruere volunt. 
10 Sed vos estis miseri homines et ignorantes, cum sitis ingrati, beneficiis Dei qui, licet aliqui vestrum ignorent, quadam hora liberavit istam civitatem meritis cuiusdam sanctissimi fratris Silvestri”.

Texto Traduzido

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1 Mas quando chegaram a Arezzo, havia o maior escândalo e uma guerra quase na cidade inteira, de dia e de noite, por causa de duas facções que havia muito tempo se odiavam. 
2 Quando o bem-aventurado Francisco viu isso e ouviu tamanho rumor e clamor de dia e de noite, estando hospedado em certo hospital num burgo fora da cidade, pareceu-lhes que os demônios estavam exultantes com isso [e incitavam] todas as pessoas a destruir a cidade com fogo e outros perigos. 
3 Então, movido pela piedade para com aquela cidade, disse ao sacerdote Frei Silvestre, homem de Deus, de grande fé, de admirável simplicidade e pureza, que o santo pai venerava como um santo: 
4 ”Vá à frente da porta da cidade e mande em alta voz que todos os demônios saiam desta cidade. 
5 Frei Silvestre levantou-se e foi para diante da porta da cidade, gritando em alta voz: 
6 “Louvado e bendito seja o Senhor Jesus Cristo. 
30 Da parte de Deus onipotente e em virtude da santa obediência do nosso santíssimo pai Francisco, eu mando aos demônios que saiam todos desta cidade”. 
7 E aconteceu que, pela misericórdia divina e pela oração do bem-aventurado Francisco, mesmo sem nenhuma pregação, pouco depois voltaram todos à paz e à unidade. 
8 E como não lhes pôde pregar nessa ocasião, o bem-aventurado Francisco, mais tarde, quando estava pregando a eles certa vez, disse-lhes no primeiro sermão da pregação: 
9 “Eu vos falo como a presos dos demônios, porque vós mesmos vos amarrastes e vendestes, como animais no mercado, por causa da vossa miséria, e vos entregastes nas mãos dos demônios; isso aconteceu quando vos expusestes à vontade daqueles que destruíram e destroem a si mesmos e a vós, e querem destruir a cidade inteira. 
10 Mas vós sois pessoas miseráveis e ignorantes pois sois ingratos aos benefícios de deus, que, mesmo que alguns de vós não saibam, em certa hora libertou esta cidade pelos méritos de um santíssimo Frei Silvestre”.