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57. Cura dos bois de Santo Elias

Texto Original

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1 Eodem tempore cum maneret beatus Franciscus in heremitorio S. Francisci (!) de Fonte Columbarum, accidit ut quedam infirmitas boum, que vulgo dicitur basabove, de qua nullus evadere solet, veniret super boves Sancti Helie, que prope illud heremitorium consistit, ita quod omnes ceperunt infirmari et mori. 
2 Quadam autem nocte dictum fuit in visione cuidam homini spirituali eiusdem ville: 
3 ”Vade ad heremitorium ubi moratur beatus Franciscus et acquiras de lavatura manuum et pedum eius, et de ipsa proicias super omnes boves, et statim liberabuntur”. 
4 Surrexit homo ille summo mane, et ivit ad heremitorium, et dixit hec omnia sociis beati Francisci. 
5 Illi vero in hora comestionis collegerunt lavaturam manuum eius in quodam vase; etiam in sero rogaverunt ipsum ut dimitteret sibi pedes ablui, non dicentes ei aliquid de illa re. 
6 Et sic dederunt postea illi homini lavaturam manuum et pedum beati Francisci; et ille apportavit, et quasi aquam benedictam aspersit super boves, qui iacebant quasi mortui, et super omnes alios. 
7 Et statim per gratiam Domini et meritis beati Francisci liberati sunt omnes, 
8 in illo tempore habebat beatus Franciscus cicatrices in manibus et pedibus et latere.

Texto Traduzido

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1 No mesmo tempo, vivendo o bem-aventurado Francisco no eremitério de Sapo Francisco de Monte Colombo, aconteceu que uma certa doença dos bois, chamada vulgarmente “basabove”, da qual nenhum pode escapar, atacou os bois de Santo Elias, que fica perto do eremitério, de modo que todos eles começaram a adoecer e morrer. 
2 Mas uma noite foi dito em visão a um homem espiritual daquela vila: 
3 ”Vá ao eremitério onde mora o bem-aventurado Francisco e a água usada para lavar seus pés e mãos, jogue-a sobre os bois, e vão ficar imediatamente libertados”. 
4 O homem levantou-se bem cedinho, foi ao eremitério e disse tudo isso aos companheiros do bem-aventurado Francisco. 
5 Eles, na hora da refeição, recolheram numa vasilha a água que tinha sido usada para ele lavar as mãos; de tarde também pediram que os deixasse lavar seus pés, sem falar nada daquele assunto. 
6 E assim deram depois ao homem a água usada para lavar as mãos e os pés do bem-aventurado Francisco; e levou e aspergiu-a como água benta sobre os bois, que estavam deitados quase mortos, e sobre todos os outros. 
7 E na mesma hora, pela graça de Deus e pelos méritos do bem-aventurado Francisco ficaram todos livres. 
8 Naquele tempo o bem-aventurado Francisco tinha cicatrizes nas mãos, nos pés e no lado.