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16. Os companheiros de São Francisco e outros frades da primeira geração.

Quando eu atravessava a Marca de Ancona indo para a Toscana, para onde tinha sido destinado, passando pela Cittã di castello, encontrei em um eremitério um frade nobre, frade há muito tempo e cheio de dias e de méritos, que tinha tido no mundo quatro filhos cavaleiros. Este foi o último frade recebido na Ordem e vestido por Francisco, como me confiou. Ele, sabendo que me chamava Ognibene, ficou admirado e me disse: “Filho, ninguém é bom, só Deus. De agora em diante, portanto, teu nome será Salimbene, porque tu fizeste uma boa subida (em italiano: salita) entrando em uma religião santa”. E eu fiquei cheio de alegria, sabendo que as boas razões as boas razões que me tinham levado e vendo-me com o nome marcado por um homem tão santo. Entretanto, não me foi dado o nome que eu desejava: de fato, eu teria querido chamar-me Frei Dionísio, seja por reverência ao grande doutor,que foi discípulo do apóstolo Paulo, seja principalmente porque nasci no dia de sua festa. 
E assim conheci o último frade que Francisco recebeu na Ordem, depois do qual não recebeu nem vestiu mais nenhum frade. 
E também vi o primeiro, isto é, Frei Bernardo de Quintavalle, com o qual morei no convento de Sena durante todo um inverno; e foi para mim um amigo íntimo e contava para mim e para os outros jovens as muitas e grandes obras de Francisco; e dele ouvi e aprendi tantas coisas (pp. 53-54)/ 
... No ano de 1231, no dia 14 de junho, uma sexta feira, o beatíssimo padre Frei Antônio, originário da Espanha, morreu e passou felizmente para as celestes moradas. Aconteceu na cidade de Pádua, na qual, por meio dele, o Altíssimo tinha engrandecido o seu nome, numa pequena cela do convento dos frades. Ele era da Ordem dos frades menores e companheiro de São Francisco. Falarei mais longa e exaurientemente sobre ele se me sobrar espaço de vida (p. 97). ... Disse bem Frei Egídio perusino (assim chamado não porque fosse de Perusa mas porque viveu longamente aí e aí morreu: homem de grandes êxtases e verdadeiramente santo, quaro frade da Ordem, contando também o bem-aventurado Francisco). Dizia: “Magna gratia est non habere gratiam”: é uma grande graça do céu não possuir nenhuma graça; e queria referir-se não às graças infusas mas às adquiridas, porque não poucos levam má vida por causa delas (p. 266). 
... Deus não manifestou nenhum milagre na morte de Frei Nicolau de Montefeltro, porque ele lhe tinha pedido isso; como aquele outro frade, aliás, o santíssimo Frei Egídio de Perusa, que tinha justamente pedido a Deus que não concedesse nenhum milagre por meio dele... Esse Frei Egídio, quarto frade..., foi sepultado em uma arca de pedra na igreja dos frades em Perusa. Frei Leão, que um dos três companheiros especiais de São Francisco, escreveu uma boa vida dele (p. 810).