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Capítulo 147

Texto Original

Caput CXLVII

Qualiter volebat eos addiscere, et qualiter socio praedicationis intendenti apparuit.

 

195 
1 Dolebat si, virtute neglecta, scientia quaereretur, praesertim si non in ea vocatione quisque persisteret, in qua vocatus a principio fuerit (cfr. 1Cor 7,20). 
2 “Fratres”, ait, “mei, qui scientiae curiositate ducuntur, in die retributionis (cfr. Os 9,7) manus invenient vacuas. 
3 Vellem eos magis roborari virtutibus, ut cum tempora tribulationis (cfr. Ps 36,39) venirent, secum haberent in angustia Dominum (cfr. 2Par 15,4). 
4 Nam et ventura est”, inquit, “tribulatio (cfr. Ps 21,12; Prov 1,27), qua libri ad nihilum utiles in fenestris proiciantur et latebris”. 
5 Non hoc dicebat quod Scripturae studia displicerent, sed quo a superflua cura discendi universos retraheret, et quosque magis charitate bonos, quam curiositate sciolos esse vellet”. 
6 Praeodorabatur etiam tempora non longe ventura, in quibus occasionem ruinae fore scientiam sciret, spiritus vero fulcimentum spiritualibus intendisse. 
7 Fratri laico volenti habere psalterium, et ab eo licentiam postulanti, cinerem pro psalterio obtulit. 
8 Quemdam sociorum praedicationibus aliquando intendentem, post mortem in visione apparens, prohibuit, viamque simplicitatis incedere iussit. 
9 Testis sibi est Deus (cfr. Rom 1,9), tantam post visionem hanc sensisse dulcedinem, ut pluribus diebus rorificum patris alloquium suis videretur auribus praesentialiter instillare.

Texto Traduzido

Caput CXLVII

Como desejava que aprendessem, e como apareceu ao companheiro ocupado na pregação.

 

195 
1 Sofria quando a ciência era procurada com desprezo da virtude, principalmente se não permanecia cada um na vocação a que tinha sido chamado desde o começo.
2 Dizia: “Os meus irmãos que se deixam arrastar pela curiosidade da ciência vão se encontrar de mãos vazias no dia da retribuição. 
3 Gostaria que se reforçassem mais com virtudes para que, vindo os tempos de tribulação, tivessem o Senhor consigo na angústia. 
4 Porque virá uma tribulação em que os livros não vão servir para nada, e serão jogados nas janelas e nos desvãos”. 
5 Não dizia isso porque não gostasse dos estudos das Escrituras, mas para afastar a todos dos estudos supérfluos, pois preferia que fossem bons pela caridade e não sabidos por curiosidade. 
6 Pressentia que não tardariam a vir tempos em que a ciência seria ocasião de ruína, enquanto o espírito seria uma base sólida para a vida espiritual. 
7 A um irmão leigo que foi pedir sua licença para ter um saltério deu cinza em vez do livro. 
8 A um de seus companheiros que estava ocupado com pregações apareceu uma vez depois de sua morte, proibiu que continuasse nesse caminho e mandou que seguisse o da simplicidade. 
9 Deus é sua testemunha de que, depois dessa visão, o frade gozou de tal consolação que, por muitos dias, teve a impressão de que as palavras do pai ainda estavam em seus ouvidos como um orvalho penetrante.