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Capítulo 133

Texto Original

Caput CXXXIII

De compassione infirmorum.

 

175 
1 Multa sibi ad infirmos compassio, multa pro illorum necessitatibus sollicitudo. 
2 Si quando pietas saecularium electuaria mittebat eidem, cum ipse plus aliis indigeret, caeteris infirmantibus dabat. 
3 Omnium languentium in se transformabat affectus, verba praebens compassionis, ubi subventionis non poterat. 
4 Comedebat ipse diebus ieiunii, ne infirmi comedere vererentur; nec verecundabatur per publica civitatum carnes fratri infirmo conquirere. 
5 Monebat tamen languidos patienter ferre defectus, nec consurgere in scandalum, cum non esset eis per omnia satisfactum. 
6 Unde in quadam regula scribi fecit haec verba: “Rogo omnes fratres meos infirmos, ut in suis infirmitatibus non irascantur vel conturbentur contra Deum vel contra fratres. 
7 Non multum sollicite postulent medicinas, nec nimis desiderent liberare carnem cito morituram, quae est animae inimica. 
8 De omnibus gratias agant (cfr. 1The 5,18), ut quales vult eos esse Deus, tales se fore desiderent. 
9 Quos enim Deus ad vitam praeordinavit aeternam (cfr. Act 13,48), flagellorum atque infirmitatum stimulis erudit, sicut ipse dixit: Ego quos amo, corrigo et castigo (cfr. Apoc 3,19; Heb 12,6)”.

 

176 
1 Infirmum quemdam, cui comedendarum uvarum desiderium inesse sciebat, semel in vineam duxit, et sedens sub vite (cfr. Mic 4,4), ut comedendi audaciam daret, prior ipse comedit.

Texto Traduzido

Caput CXXXIII

Sobre a compaixão pelos doentes.

 

175 
1 Tinha muita compaixão para com os doentes e muita solicitude pelas suas necessidades. 
2 Quando seculares piedosos lhe mandavam fortificantes, dava-os aos outros doentes, embora precisasse mais que todos. 
3 Assumia os sofrimentos de todos os que padeciam, dizendo-lhes palavras de compaixão quando não podia ajudar de outra maneira. 
4 Chegava até a comer nos dias de jejum, para que os doentes não ficassem com vergonha de comer. E não se envergonhava de pedir carne publicamente, pela cidade, para dar a um irmão doente. 
5 Mas exortava os doentes a sofrerem as privações com paciência e a não armarem escândalos quando não eram satisfeitos em tudo. 
6 Por isso fez escrever estas palavras numa de suas regras: “Rogo a todos os meus irmãos doentes que em suas enfermidades não fiquem irados ou perturbados contra Deus ou contra os irmãos. 
7 Não peçam remédios com muita insistência e não tenham muito desejo de livrar a carne que logo vai morrer e que é inimiga da alma. 
8 Dêem graças por tudo, desejando ser aquilo que Deus também deseja deles. 
9 Porque Deus instrui com os sofrimentos dos castigos e das doenças aqueles que predestinou para a vida eterna, como ele mesmo disse: ‘Eu corrijo e castigo aqueles a quem amo’“.

 

176 
1 Uma vez levou para a vinha um doente que sabia estar com vontade de chupar uvas. Sentando-se embaixo da parreira, começou ele mesmo a comer, para dar coragem ao outro.