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32. Almoço de Natal de Grécio

Texto Original

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1 Quodam tempore quidam minister fratrum venit ad beatum Franciscum qui manebat tunc in eodem loco, ad celebrandum festum Nativitatis Domini cum illo. 2 Et factum est ut, cum fratres de loco honorifice pararent mensam, ipso die Nativitatis occasione ministri illius, de pulchris et albis toalleis quas acquisiverant et vasis vitreis ad bibendum, beatus Franciscus descendebat de cella ad comedendum. 
3 Cumque videret mensam in altum positam et ita curiose paratam, ivit secreto et tulit capellum cuiusdam pauperis hominis et baculum quem gestaverat in manibus, qui venerat ipso die illuc. 
4 Et vocavit summissa voce unum de sociis suis, et exivit foras ostium heremitorii, ignorantibus aliis fratribus de domo. 
5 Interim fratres intraverunt ad mensam, maxime quia consuetudo erat aliquando sancti patris ut, cum non veniret statim in hora comestionis, quando fratres vellent comedere, volebat ut fratres intrarent ad mensam ad comedendum. 
6 Socius eius clausit ostium, manens de intus iuxta ipsum. 7 Beatus Franciscus pulsavit ostium et ipse statim aperuit ei, et venit cum capello post dorsum et baculo in manibus quasi peregrinus. 
8 Cumque veniret ante ostium domus ubi fratres comedebant, clamavit sicut pauper, dicens fratribus: “Amore Domini Dei facite helemosinam isti pauperi peregrino et infirmo”. 
9 Minister ille et alii fratres statim cognoverunt eum. 
10 Responditque ei minister: “Frater, nos simili modo pauperes sumus, et cum multi simus, sunt nobis necessarie helemosine quas comedimus, sed amore illius Domini quem invocavisti, intra domum et dabimus tibi de helemosinis quas Dominus dedit nobis”. 
11 Cumque intraret et staret ante mensam fratrum, minister dedit ei scutellam in qua comedebat et de pane similiter. 12 Et accipiens sedit in terra iuxta ignem coram fratribus, qui sedebant ad mensam in alto, et suspirans dixit ad fratres: 13 “Cum viderem mensam honorifice et curiose paratam, consideravi quod non esset mensa pauperum religiosorum, qui cotidie vadunt ostiatim. 
14 Nam nobis huiusmodi magis convenit in omnibus sequi exemplum humilitatis et paupertatis quem aliis religiosis, quia [ad] hoc vocati sumus et professi fuimus hoc coram Deo et hominibus. 
15 Unde modo videtur michi sedere sicut frater”. 
16 Et verecundati sunt inde fratres considerantes quod veritatem diceret beatus Franciscus, et quidam ex ipsis ceperunt fortiter lacrimari, considerantes quomodo sederet in terra et quod tam sancte et honeste voluit corrigere eos.

Texto Traduzido

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1 Certa vez, um ministro dos frades foi ao bem-aventurado Francisco, que estava então no mesmo lugar. Para celebrar a festa do Natal do Senhor com ele. 
2 E aconteceu que, quando os frades do lugar estavam preparando uma mesa festiva no próprio dia do Natal por causa do ministro, com bonitas toalhas brancas que tinham adquirido e copos de vidro para beber, o bem-aventurado Francisco desceu da cela para comer. 
3 Quando viu a mesa elevada e tão curiosamente preparada, foi em segredo e levou o chapéu de um pobre, que lá chegara nesse mesmo dia, e o bastão que levava nas mãos. 
4 Chamou em voz baixa um de seus companheiros, e saiu fora da porta do eremitério, sem que soubessem os frades da casa. 
5 Nesse meio tempo, os frades entraram para a mesa, principalmente porque era costume do santo pai que, às vezes, quando não vinha logo na hora de comer, quando os frades queriam comer, queria que os frades entrassem para a mesa para comer. 
6 Seu companheiro fechou a porta, ficando perto dela do lado de dentro. 
7 O bem-aventurado Francisco bateu à porta e o frade logo abriu-a para ele, que veio com o chapéu nas costas e o bastão na mão, como um peregrino. 
8 Quando chegou diante da porta da casa onde os frades comiam, clamou como um pobre, dizendo aos frades: “Por amor do Senhor Deus, daí uma esmola a este pobre peregrino e doente”. 
9 E o ministro e os outros frades conheceram-no imediatamente. 
10 E o ministro respondeu-lhe: “Irmão, nós somos igualmente pobres e, como somos muitos, temos necessidade das esmolas que comemos, mas, por amor daquele Senhor que invocaste, entra na casa que te daremos das esmolas que o Senhor nos deu”. 
11 Quando entrou e ficou em pé diante da mesa dos frades, o ministro deu-lhe a escudela em que comia e igualmente do seu pão. 
12 Tomando-a ele sentou no chão perto do fogo, diante dos frades que estavam sentados à mesa, no alto, e, suspirando, disse aos frades: 
13 “Quando vi a mesa preparada de maneira honrosa e rebuscada, achei que não era a mesa dos pobres religiosos, que vão todos os dias de porta em porta. 
14 Pois assim convém a nós, mais que aos outros religiosos, seguir o exemplo de humildade e pobreza, porque a isso fomos chamados e isso professamos diante de Deus e dos homens. 
15 Por isso, acho que agora estou sentado como um frade”. 
16 Os frades ficaram envergonhados com isso, pois consideraram que o bem-aventurado Francisco estava dizendo a verdade, e alguns deles começaram a chorar forte, vendo como estava sentado no chão e como quis corrigi-los tão santa e cuidadosamente.