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Como, por obra do diabo, Frei Junípero foi condenado à forca .

Texto Original

Qualiter procurante diabolo fuit ad suspendium iudicatus.

11 Volens igitur diabolus fratri Iunipero tribulationem mundanam suscitare, accessit ad quendam tyrannum  crudelissimum, Nicolaum nomine, dominum unius castri, qui actu habebat guerram mortalem cum Viterbiensibus, dicens sibi: “Domine, statim debet venire quidam proditor missus a Viterbiensibus, ut vos subito perimat et tradat incendio castrum vestrum; et hoc, inquit, vobis certissimum erit signum. Ipse  namque habet vestem fractam et pauperculam et caputium sic revolutum totaliter laceratum et portat secum subulam, cum qua vos interficiat, et focarium, ut aliqua nocte totum castrum succendat”. Stupefactus ad haec verba Nicolaus tyrannus et nimium territus, iubet statim, portas diligentius custodiri et, si talis homo venerit cum talibus intersigniis, sibi celeriter praesentari. Interim vero frater Iuniperus ad illud castrum veniens solus, quia licentiam eundi sine socio habuerat a Ministro, aliquibus dissolutis iuvenibus obviavit, qui pro trufa sibi frangebant caputium et totaliter lacerabant. Ipse vero ad hoc eos iuvabat et verbis animabat.

Texto Traduzido

Qualiter procurante diabolo fuit ad suspendium iudicatus.

11 Querendo o diabo causar uma tribulação mundana a Frei Junípero, foi ter com um tirano muito cruel, chamado Nicolau, senhor de um castelo que na ocasião estava em uma guerra mortal com os viterbenses, dizendo-lhe: “Senhor, está para chegar um traidor mandado pelos viterbenses para logo vos matar e incendiar o vosso castelo. Terás este sinal bem garantido: ele tem uma roupa esfarrapada e pobrezinha, com um capuz assim revirado e totalmente rasgado, e traz consigo uma sovela com que vai vos matar e uma pedra de fogo para incendiar em uma noite todo o castelo”. Assustado com essas palavras e até horrorizado, o tirano Nicolau mandou imediatamente guardar as portas com mais atenção e, se aparecesse um homem com aqueles sinais, fosse rapidamente levado a ele. Nisto, Frei Junípero, vindo sozi­nho a esse castelo, porque tinha recebido do ministro licença de ir sem companheiro, encontrou-se com alguns moços depravados que, por brincadeira, puxavam e rasgavam todo o seu capuz. Mas ele colaborava e os animava com suas palavras.