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Capítulo 35

Texto Original

Caput 35

Qualiter voluit occulte dare pauperi petiam.

 

1 Alia vice venit quidam pauper ad locum ubi erat beatus Franciscus, et petiit a fratribus, amore Dei, aliquam petiam panni. Quod audiens, beatus Franciscus dixit cuidam fratri: “Quaeras per domum, si potes invenire aliquam petiam vel pannum, et da illi pauperi”. Et circuiens totam domum frater ille dixit se non invenire. Ut autem non reverteretur vacuus pauper (cfr. Sir 29,12) ille, ivit beatus Franciscus, occulte propter guardianum, ne prohiberet ei; et tulit cultellum, et, sedens in loco secreto, coepit tollere quamdam petiam tunicae suae quae erat interius suta, volens dare ipsam illi pauperi occulte. 5 Sed guardianus hoc sentiens, statim ivit ad eum, et prohibuit ut non daret; maxime quia tunc erat magnum frigus et ipse infirmus et frigidus erat valde. 6 Dixit ergo ei beatus Franciscus: “Si vis ut non dem illi petiam istam, oportet omnino ut aliquam petiam facias dari fratri pauperi”. Et sic fratres illi dederunt pauperi aliquem pannum de indumentis suis occasione beati Francisci.
7 Cum enim iret per mundum praedicando, sive pedes, sive in asino, postquam coepit infirmari, vel in equo in maxima et strictissima necessitate, quia aliter noluit equitare, et hoc parum ante obitum suum, si aliquis frater accommodabat sibi aliquem mantellum, nolebat illum accipere, nisi tali modo quod posset ipsum dare cuicumque pauperculo obvianti sibi vel venienti ad eum, dummodo spiritus ejus testimonium perhiberet (cfr. Ioa 1,7) ei quod necessarius esset illi.

Texto Traduzido

Caput 35

Como, às escondidas, quis dar a um pobre um pano.

 

1 Noutra ocasião, um pobre foi ao lugar onde estava o bem-aventurado Francisco e, por amor de Deus, pediu aos frades um retalho de pano. 2 Ouvindo isso, o bem-aventurado Francisco disse a um frade: “Procura pela casa e vê se podes encontrar algum retalho ou pano, e dá-o ao po­bre”. Percorrendo toda a casa, o frade disse que não tinha encontrado. 3 Mas, para que o pobre não voltasse de mãos vazias (cf. Sir 29,12), o bem-aventurado Francisco foi às escondidas, para que o guardião não o proibisse, 4 tomou uma faca e, sentando-se num lugar secreto, começou a tirar um pedaço da sua túnica que estava costurado por dentro, querendo dá-lo ocultamente ao pobre. Mas, perce­bendo isso, imediatamente o guardião foi até ele, proibindo-lhe dar o pano, sobretudo porque fazia grande frio e ele estava do­ente e muito enregelado. 6 Então, São Francisco lhe disse: “Se que­res que eu não lhe dê este retalho, é absolutamente preciso que mandes dar outro retalho ao irmão pobre”. E assim, por causa do bem-aventurado Francisco, os frades deram àquele pobre um pano tira­do de suas roupas.
7 Quando andava pelo mundo a pregar, quer a pé, quer monta­do num burro, depois que começou a ficar doente, ou num cava­lo, em caso de grande e estrita necessidade, pois de outra forma não queria cavalgar, e isso pouco antes de sua morte, 8 se um fra­de lhe emprestava um manto, não queria aceitá-lo, a não ser que pudesse doá-lo a algum pobre que encontrasse ou que viesse a ele, sempre que seu espírito lhe desse testemunho (cf. Jo 1,7) de que lhe era necessário.