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87. Exemplo e estímulo para os irmãos

Texto Original

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1 Et alloquens eius animum consolatus est beatus Franciscus in hiis verbis, eo quod ultra modum contristabatur, cum audiret de fratribus aliquod malum exemplum. 
2 Et, licet se continere ex toto non posset, ut non contristaretur cum audiret aliquod malum, tamen, postquam a Domino taliter est confortatus, revocabat illud ad memoriam et dicebat cum sociis suis. 
3 Unde sepe dicebat beatus Franciscus fratribus in capitulis et etiam in collatione verborum suorum: “Ego iuravi et statui (Ps 118,106) fratrum Regulam observare et fratres omnes similiter ad hoc se obligaverunt; 
4 quapropter, ex quo dimisi officium fratrum, de cetero, propter infirmitates meas et pro maiori utilitate anime mee et omnium fratrum, non teneor fratribus nisi exhibere bonum exemplum (cfr. Tit 2,7). 
5 Nam illud a Domino reperi et scio in veritate quoniam, etiam si infirmitas non me excusaret, maius adiutorium quod fratrum Religioni impendere possim, est ut cotidie vacem orationi pro ea ad Dominum, ut ipsam gubernet, conservet, protegat et defendat. 
6 Nam in hoc me Domino et fratribus obligavi, videlicet ut, si aliquis fratrum meo malo exemplo perierit, volo teneri Domino reddere rationem (cfr. Mat 12,36)”. 
7 Unde, licet aliquis fratrum aliquando diceret ei, ut deberet aliquando se intromittere de facto Religionis, ipse talia verba respondebat, dicens: 
8 “Fratres habent Regulam suam, insuper et iuraverunt; et ut non habeant excusationem, postquam Domino placuit me statuere ut essem prelatus eorum, coram ipsis eam similiter iuravi et volo usque in finem observare. 
9 Unde, ex quo fratres sciunt quid facere debeant quidve etiam evitare, non restat nisi ut operibus doceam ipsos, quoniam ad hoc datus sum ipsis in vita mea et post mortem meam”.

Texto Traduzido

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1 E quando disse essas palavras o bem-aventurado Francisco ficou com seu ânimo consolado, porque estava se entristecendo demais quando ouvia dos frades algum mau exemplo. 
2 E embora não pudesse conter-se de uma vez, ficando sem se contristar quando ouvia algum mal, todavia, depois que foi confortado dessa forma pelo Senhor, recordava-o em sua memória e contava a seus companheiros. 
3 Por isso o bem-aventurado Francisco dizia muitas vezes aos frades nos capítulos e também nas suas conversas: “Eu jurei e estabeleci que ia observar a Regra dos frades, e todos os frades se obrigaram a isso de maneira semelhante; 
4 dessa maneira, desde que me demiti do ofício dos frades, aliás, por causa de minhas doenças e para maior utilidade de minha alma, e de todos os frades, não tenho outra obrigação com os frades a não ser a de dar bom exemplo. 
5 Pois isso eu aprendi com o Senhor, e sei na verdade porque, mesmo que a doença não me desculpasse, a maior ajuda que posso dar à religião dos frades é entregar-me todos os dias à oração por ela junto do Senhor, para que ele a governe, conserve, proteja e defenda. 
6 Pois nisto me obriguei ao senhor e aos frades, isto é, que se algum dos frades perecer por meu mau exemplo, quero ter que prestar contas ao Senhor”. 
7 Por isso, embora algum frade lhe dissesse de vez em quando que devia intrometer-se nos assuntos da religião, ele respondia a essas palavras dizendo: 
8 “Os frades têm a sua Regra, e até fizeram um juramento; e para não terem desculpa, depois que aprouve ao Senhor estabelecer que eu fosse seu prelado, eu jurei do mesmo modo diante deles e quero observar até o fim. 
9 Por isso, uma vez que os frades sabem o que devem fazer e também o que devem evitar, não me resta senão ensiná-los por obras, porque para isso fui dado a eles em minha vida e depois de minha morte”.