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Capítulo 159

Texto Original

Caput CLIX

Visio quaedam ad commendationem Regulae faciens.

 

209 
1 Vidit aliquando pater sanctissimus visionem quamdam, caelesti oraculo factam, ad Regulam pertinentem. 
2 Tempore quo de Regula confirmanda fiebat inter fratres collatio, sancto de huiusmodi negotio vehementer sollicito talia monstrantur in somnis (cfr. Mat 1,20). 
3 Videbatur sibi de terra micas panum subtilissimas collegisse, multisque famelicis fratribus ipsum circumstantibus debere tribuere. 
4 Cumque micas tam tenues distribuere formidaret, timens ne inter manus exciderent pulveres tam minuti, vox ei desuper inclamabat (cfr. Dan 6,20): “Francisce, unam de micis omnibus hostiam confice, ac manducare volentibus tribue manducandam”. 
5 Quo illud agente, quicumque non devote reciperent, aut receptum contemnerent donum, mox lepra infecti notabiles apparebant. 
6 Recitat mane sanctus haec omnia sociis, dolens se non percipere mysterium visionis (cfr. Dan 2,19). 
7 Post modicum vero, cum vigil in oratione persisteret (cfr. Tob 3,11), huiuscemodi vox de caelo sibi delapsa (cfr. 2Pet 1,17.18) est: “Francisce”, inquit, micae noctis praeteritae verba evangelica sunt, hostia Regula, lepra iniquitas”. 
8 Hanc quidem quam iuraverant fidem, non duram vel asperam fratres illorum temporum reputabant, qui erant ad omnia supererogare promptissimi. 
9 Neque enim languor vel desidia locum habet, ubi amoris stimulus semper ad maiora perurget.

Texto Traduzido

Caput CLIX

Uma visão que recomenda a Regra.

 

209 
1 Certa vez o santíssimo pai teve uma visão de um oráculo celeste a respeito da Regra. 
2 Foram coisas mostradas em sonhos ao santo, tremendamente preocupado com esse assunto, no tempo em que os frades estavam discutindo sobre a confirmação da Regra. 
3 Viu-se recolhendo do chão migalhinhas muito pequenas de pão e tendo que dar de comer a muitos frades esfomeados que estavam ao seu redor. 
4 Ficou com medo de distribuir migalhinhas tão pequenas, achando que iam se desfazer em pó nos seus dedos, mas uma voz clamou do alto para ele : “Francisco, faz com todas essas migalhas uma única hóstia e dá-a aos que querem comer”. 
5 Ele fez isso e todos os que não recebiam com devoção, ou que desprezavam o dom recebido, ficavam logo cobertos de lepra. 
6 Pela manhã o santo contou tudo isso aos companheiros, lamentando-se por não ter entendido o mistério da visão. 
7 Pouco depois, enquanto vigilante persistia em oração, baixou do céu uma voz e que lhe disse: “Francisco, as migalhas da noite passada são as palavras do Evangelho, a hóstia é a Regra, a lepra é a iniquidade”. 
8 Os frades daquele tempo não achavam duro ou áspero o que tinham prometido e estavam sempre prontos a fazer ainda mais. 
9 Porque não existem moleza ou preguiça quando o aguilhão do amor está sempre estimulando para coisas maiores.