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45. Um cântico para as Clarissas

Texto Original

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1 Similiter illis diebus et in eodem loco, postquam beatus Franciscus composuit Laudes Domini de creaturis, fecit etiam quedam sancta verba cum cantu pro maiori consolatione dominarum pauperum monasterii Sancti Damiani, maxime quia de eius infirmitate ipsas sciebat nimis tribulari. 
2 Et cum personaliter propter ipsam infirmitatem ipsas consolari et visitare non posset, voluit illa verba per eius socios illis nuntiari; 
3 in quibus tunc et semper voluit illis breviter patefacere suam voluntatem, qualiter deberent caritate esse unanimes et ad invicem conversari, quia eius exemplo et predicatione, cum fratres adhuc pauci essent, ad Christum converse fuerunt. 
4 Quarum conversio et conversatio non solum Religionis fratrum, cuius plantula exaltatio est et hedificatio, sed etiam universalis Ecclesie Dei. 
5 Unde cum sciret beatus Franciscus, quod a principio earum conversionis nimis duxissent et ducerent adhuc artam et pauperculam vitam et, voluntate et necessitate, spiritus eius semper circa ipsas pietate movebatur. 
6 Quapropter in eisdem verbis ipsas rogavit, ut sicut Dominus ex multis partibus in unum congregavit ipsas ad sanctam caritatem, sanctam paupertatem et sanctam obedientiam, ita in ipsis semper vivere et mori deberent; 
7 et specialiter ut de helemosinis, quas Dominus daret illis, cum hilaritate et gratiarum actione discrete suis corporibus providerent, 
8 et maxime ut sane in laboribus quos sustinebant pro infirmis suis sororibus, et infirme in suis infirmitatibus et necessitatibus quas patiebantur existerent patientes.

Texto Traduzido

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1 Semelhantemente, naqueles dias e no mesmo lugar, depois que o bem-aventurado Francisco compôs os Louvores do Senhor pelas criaturas, também fez algumas palavras com canto para maior consolação das senhoras pobres do mosteiro de São Damião, principalmente porque sabia que elas estavam muito atribuladas por sua enfermidade. 
2 E como não podia consolá-las e visitá-las pessoalmente por sua doença, quis que aquelas palavras fossem anunciadas por seus companheiros. 
3 Nessas palavras, então e sempre, quis deixar para elas, com clareza e brevidade, a sua vontade: como deveriam ser unânimes na caridade e comportar-se umas com as outras, porque por seu exemplo e pregação foram convertidas a Cristo, quando os frades ainda eram poucos. 
4 A conversão e o comportamento delas é exaltação e edificação não só para a Religião dos frades, da qual é uma plantinha, mas também para toda a Igreja de Deus. 
5 Então, como o bem-aventurado Francisco sabia que, desde o começo de sua conversão, elas tinham levado e levavam ainda vida dura e pobrezinha e, por vontade e necessidade, seu espírito sempre se movia de piedade para com elas. 
6 Por isso, nessas mesmas palavras rogou-as que, como o Senhor tinha-as reunido de muitas partes para a santa caridade, a santa pobreza e a santa obediência, nelas deviam assim viver sempre e morrer.
7 E especialmente que deviam prover seus corpos com as esmolas que Deus lhes desse, com alegria, ação de graças e discrição. 
8 E mais do que tudo que as sãs, no trabalho que mantinham por suas irmãs doentes, e as enfermas fossem pacientes em suas doenças e nas necessidades que padeciam.