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Oração dos companheiros do santo a ele

Texto Original

Oratio sociorum sancti ad eumdem

Caput CLXVII

 

221 
1 Ecce, beate pater noster, simplicitatis studia conata sunt magnifica tua facta utcumque laudare, ac de innumeris sanctitatis tuae virtutibus vel pauca, pro tua gloria, referre in medium. 
2 Scimus tuis insignibus nostra verba multum ademisse splendoris, dum ad tantae perfectionis promenda magnalia imparia sunt inventa. 
3 Petimus a te et a legentibus affectum pensari ut studium, gaudentes mirabilium morum apicibus humanos calamos superari. 
4 Quis enim, sanctorum egregie, spiritus tui ardorem (cfr. Is 4,4) vel in se ipso formare, vel imprimere posset in aliis, et affectus illos ineffabiles, qui ex te inintermisse fluebant in Deum, concipere quis valeret? 
5 Sed scripsimus haec tua dulci memoria delectati, quam donec vivimus, aliis eructare vel balbutiendo conamur. 
6 Cibaris iam ex adipe frumenti (cfr. Ps 80,17), quondam famelice; iam torrente voluptatis potaris, hactenus sitibunde. 
7 Non sic te inebrieatum credimus ab ubertate domus Dei (cfr. Ps 35,9), ut tuorum oblitus sis filiorum (cfr. Os 4,6), cum et ille quem potas, nostri sit memor (cfr. Ps 113,12). 
8 Trahe nos igitur ad te, digne pater, ut in odorem unguentorum tuorum curramus (cfr. Cant 1,3), quos utique cernis desidia tepidos, pigritia languidos, negligentia semivivos! 
9 Sequitur te grex pusillus (cfr. Luc 12,32) iam nutandi vestigio; tuae perfectionis radios infirmorum luminum acies reverberata non sustinet. 
10 Innova dies nostros, sicut a principio (cfr. Lam 5,21), perfectorum speculum et exemplar, nec patiaris vita dissimiles eadem tibi professione conformes!

 

222 
1 Ecce, iam prosternimus (cfr. Dan 9,18) humilitatis precamina coram clementia Maiestatis aeternae (cfr. Ps 71,19) pro Christi famulo, Ministro nostro, successore tuae sanctae humilitatis, et verae paupertatis aemulatore, qui ovium tuarum sollicitam gerit curam (cfr. Gen 46,32), affectu dulci pro caritate Christi tui (cfr. Rom 8,35; Ps 83,10); 
2 quem sic promovere, te, sancte, petimus, et amplecti, ut tuis semper ipsis adhaerens vestigiis, laudem et gloriam (cfr. Phip 1,11) quam assecutus es (cfr. 1Tim 4,6), perpetuo consequatur.

 

223 
1 Supplicamus etiam toto cordis affectu (cfr. Ps 72,7), benignissime pater, pro illo filio tuo, qui nunc et olim devotus tua scripsit praeconia. 
2 Hoc ipse opusculum, etsi non digne pro meritis, pie tamen pro viribus colligens, una nobiscum tibi offert et dedicat. 
3 Dignanter illum ab omni malo conserva et libera (cfr. Mat 6,13), merita sancta in illo adaugens, et sanctorum consortio precibus tuis ipsum perpetuo iungens.

 

224 
1 Recordare universitatis filiorum tuorum, pater, qui inexplicabilibus vexati periculis, quantum a remotis tua vestigia insequantur (cfr. Gen 33,14), tu sanctissime, perfecte cognoscis. 
2 Da vires, ut resistant; purifica eos, ut nitescant; laetifica, ut fruescant. 
3 Infundi super eos spiritum gratiae et precum (cfr. Zac 12,10) impetra, pro vera humilitate habenda quam habuisti, pro servanda paupertate quam tenuisti, pro merenda caritate qua Christum crucifixum (cfr. 1Cor 1,23) semper amasti. 
4 Qui cum Patre et Spiritu sancto vivit et regnat in saecula saeculorum. Amen (cfr. Apoc 11,15).

Texto Traduzido

Oratio sociorum sancti ad eumdem

Capítulo 167

 

221 
1 Aqui estão, bem-aventurado pai nosso, os esforços da simplicidade com que procuramos louvar de alguma maneira teus feitos magníficos, e contar pelo menos um pouco de tuas inumeráveis virtudes de santidade, para tua glória. 
2 Temos consciência de que nossas palavras tiraram muito do esplendor de teus feios, pois se demonstraram incapazes de manifestar tão grande perfeição. 
3 Pedimos, a ti e aos leitores, que pensem tanto em nosso afeto quanto em nosso esforço, alegrando-se porque as alturas de tua santidade superaram nossa pena humana. 
4 Quem poderia, ó egrégio entre os santos, conceber em si mesmo o ardor de teu espírito ou imprimi-lo nos outros? Quem poderia ter os afetos inefáveis que de ti fluíam constantemente para Deus? 
5 Mas escrevemos estas coisas deleitados em tua doce lembrança, que procuraremos transmitir aos outros enquanto vivermos, mesmo que seja balbuciando. 
6 Tu, que passaste fome, já te alimentas com a flor do trigo; tu que eras um sedento, já bebes na torrente do prazer. 
7 Mas não acreditamos que estejas a tal ponto inebriado com a fartura da casa de Deus, que tenhas esquecido teus filhos, pois até aquele a quem bebes lembra-se de nós. 
8 Arrasta-nos, pois, para ti, pai digno, para corrermos no odor de teus perfumes (cfr. Ct 1,3), nós que, de fato, vês mornos pela falta de vontade, lânguidos de preguiça, apenas meio vivos pela negligência! 
9 O pequeno rebanho já te segue com passo inseguro. Nossos pobres olhos ofuscados não suportam os raios de tua perfeição. 
10 Renova nossos dias, como no começo, ó espelho exemplar dos perfeitos, e não permitas que tenham vida diferente da tua os que são conformes a ti pela profissão!

 

222 
1 Eis que já nos prostramos humildemente, diante da clemência da Majestade eterna, pelo servo de Cristo, nosso ministro, sucessor de tua santa humildade, êmulo verdadeiro da pobreza, que tem o solícito cuidado de tuas ovelhas com doce afeto por amor do teu Cristo. 
2 Pedimos, ó santo, que o ajudes e abraces, para que siga sempre os teus vestígios e consiga para sempre o louvor e a glória que já conquistaste.

 

223 
1 Também suplicamos com todo afeto do coração, pai bondosíssimo, por aquele teu filho que escreveu com carinho os teus louvores, já uma vez no passado e também agora. 
2 Conosco ele te oferece e dedica este opúsculo que coligiu com todo o seu esforço, mesmo que não seja digno por seus méritos. 
3 Digna-te conservá-lo e livrá-lo de todo mal, fazendo crescer seus santos merecimentos e agregando-o para sempre ao consórcio dos santos por tuas preces.

 

224 
1 Lembra-te, pai, de todos os teus filhos, pois tu que és santíssimo sabes como seguem os teus vestígios de longe, no meio de intrincados perigos. 
2 Dá forças para que possam resistir. Purifica-os para que resplandeçam. Alegra-os para que sejam felizes. 
3 Infunde sobre eles o espírito da graça e da oração (cfr. Zc 12,10), para terem a verdadeira humildade que tiveste, para observarem a pobreza que tiveste, para merecerem o amor com que sempre amaste o Cristo crucificado. 
4 Que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.