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35. Prediz aos perusinos uma guera civil

Texto Original

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1 Quodam tempore beatus Franciscus predicabat in platea Perusii, magno populo ibi congregato (cfr. 2Esd 8,1; Deut 31,12). 
2 Et ecce milites Perusii ceperunt currere in equis per plateam ludendo, tenentes arma, ita quod impediebant predicationem. 
3 Et licet ab hominibus et mulieribus, qui erant intenti audire predicationem, reprehenderentur, ipsi propter hoc non dimittebant. 4 Et conversus ad illos beatus Franciscus, cum fervore spiritus dixit: “Audite et intelligite que Dominus per me servum suum vobis annuntiat, et non dicatis quoniam iste est Assisinatus”.
5 Hoc autem dixit beatus Franciscus quia antiquum odium fuit inter homines Assisinatos et Perusinos. 
6 Ideo hoc dixit: “Dominus exaltavit vos (cfr. Ps 36,34) et magnificavit super omnes vicinos vestros; propter quod debetis inde magis recognoscere Creatorem vestrum, et non solum ipsi Deo omnipotenti, sed etiam vicinis ipsis deberetis magis humiliari. 
7 Sed elevatum est cor vestrum in elatione et in superbia (cfr. Ez 28,2.5; Deut 17,20) vestra et fortitudine, et devastatis vicinos vestros et multos interficitis. 
8 Propter quod dico vobis, nisi cito ad eum conversi fueritis, et illis quos offendistis satisfeceritis, Dominus, qui nichil relinquit inultum (cfr. Mat 23,38; Iob 24,12), ad maiorem vindictam faciendam et punitionem et improperium vestrum, faciet vos consurgere unum contra alium, 
9 et mota seditione et intestino bello, tantam tribulationem patiemini, quantam vicini vestri vobis inferre non possent”. 
10 Nam beatus Franciscus in sua predicatione non tacebat vitia populi, in quibus publice offendebant Deum et proximum. 
11 Sed Dominus tantam gratiam dederat ei, ut omnis qui videret vel audiret illum, parvus aut magnus, tantum timebat et venerabatur ipsum propter habundantem gratiam quam a Deo habuerat, ut quantumcumque reprehenderetur ab ipso, etiamsi inde verecundaretur, erat hedificatus, 
12 immo aliquando ex occasione illa et ut Dominum attentius rogaret pro ipso, ad Dominum convertebatur.
13 Et factum est divina permissione, ut post paucos dies oriretur scandalum inter milites et populum ita, ut populus eiceret milites extra civitatem, 
14 et milites cum Ecclesia, que iuvabat eos, devastaverunt multos agros et vineas et arbores eorum, et omnia alia mala que ipsis poterant facere faciebant illis; 
15 et populus similiter devastavit agros, vineas et arbores illorum, et ita punitus est populus ille maiori punitione quam omnes vicini eorum, quos offenderant. 
16 Unde ad litteram de ipsis impletum fuit, sicut predixerat de eis beatus Franciscus.

Texto Traduzido

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1 Certa ocasião, o bem-aventurado Francisco pregava na praça de Perusa, com grande ajuntamento de povo. 
2 E eis que cavaleiros de Perusa começaram a correr pela praça, brincando, de armas na mão, de modo que impediam a pregação. 
3 E embora fossem repreendidos pelos homens e mulheres que estavam prestando atenção na pregação, não pararam por causa disso. 
4 Virando-se para eles, o bem-aventurado Francisco disse, com fervor de espírito: “Ouvi e entendei o que o Senhor, por mim seu servo vos anuncia, e não digais que este é um assisiense”. 
5 O bem-aventurado Francisco disse isso porque havia um ódio antigo entre pessoas de Assis e de Perusa. 
6 Por isso, disse o seguinte: “O Senhor vos exaltou e voz fez grandes acima de vossos vizinhos; por isso deveis reconhecer até mais o vosso Criador, e deveríeis humilhar-vos mais não só diante do próprio Deus Onipotente mas também dos vossos vizinhos. 
7 Mas o vosso coração elevou-se na vossa arrogante soberba e força, e devastais vossos vizinhos, matando a muitos. 
8 Por isso eu vos digo: se não vos converterdes depressa, e derdes satisfação aos que ofendestes, o Senhor, que não deixa nada sem pagar, para voz fazer uma vingança maior e para vossa punição e impropério, vai fazer com que vos levanteis uns contra os outros, 
9 e quando moverem a sedição e a revolução, sofrereis tamanha tribulação que vossos vizinhos não vos poderiam causar”. 
10 Pois o bem-aventurado Francisco, em sua pregação, não calava os vícios do povo, nas coisas em que ofendiam publicamente a Deus ao próximo. 
11 Mas o Senhor lhe dera tanta graça, que todos que o viam ou ouviam, pequenos e grandes, tinham tanto respeito e o veneravam poro causa da graça abundante que recebera de Deus, que por mais que fossem repreendidos por ele, ainda que se envergonhassem, ficavam edificados. 
12 Nessas ocasiões, algumas vezes até se convertiam ao Senhor nessas ocasiões, para que rogasse mais atentamente a Deus por eles. 
13 E aconteceu que, por permissão divina, depois de poucos dias, surgisse um escândalo entre os cavaleiros e o povo, de modo que o povo expulsou da cidade os cavaleiros. 
14 E os cavaleiros, com a Igreja, que os ajudava, devastaram muitos campos, vinhas, e árvores deles, e lhes fizeram todos os males que puderam. 
15 Mas o povo também devastou os campos, vinhas e árvores deles, e dessa forma o povo teve uma punição maior do que a de todos os seus vizinhos, a quem tinha ofendido. 
16 Por isso, o que fora predito sobre eles pelo bem-aventurado Francisco foi cumprido à letra.