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Capítulo VII (VIII) - Seu zelo pela oração e o oficio divino e pela conservação da alegria espiritual em si e nos outros.

Texto Original

Capitulum VII (VIII) ‑ De zelo ipsius ad orationem et divinum officium et ad servandam laetitiam Spiritualem in se et in Allis.

Caput 94. Et primo de oratione et divino officio.

 

1 Licet per multos annos fuisset afflictus infirmitatibus supradictis erat tamen in tantum devotus et reverens ad orationem et ad divinum officium, quod tempore quo orabat vel horas canonicas persolvebat nunquam muro vel parieti adhaerebat; stabat autem semper erectus et cum capite nudo, aliquando vero super genua, maxime quia pro majori parte diei et noctis orationi vacabat; 3 immo quando ibat per mundum pedes semper figebat gradum cum volebat dicere horas; si vero equitabat propter infirmitatem semper descendebat ad dicendum officium.
Unde quodam tempore pluebat valde fortiter et ipse propter infirmitatem et necessitatem maximam equitabat. 5 Cumque jam totus esset balneatus descendit de equo, quando voluit dicere horas et cum tanto fervore devotionis et reverentiae dixit officium, sic stando in via et pluendo continue super ipsum, ac si fuisset in ecclesia vel in cella. 6 Et ait socio suo: “Si cum pace et quiete corpus vult comedere cibum suum, qui cum ipso corpore fit esca vermium, cum quanta pace et quiete, cum quanta reverentia et devotione debet anima recipere cibum suum qui est ipse Deus”.

Texto Traduzido

Capitulum VII (VIII) ‑ De zelo ipsius ad orationem et divinum officium et ad servandam laetitiam Spiritualem in se et in Allis.

Capítulo 94. Primeiramente, a oração e o oficio divino.

 

1 Embora afligido durante muitos anos pelas enfermidades acima referidas, era tão devoto e reverente na oração e no oficio divino que, enquanto rezava ou recitava as horas canô­nicas, nunca se apoiava ao muro ou à parede; 2 mantinha-se sem­pre ereto, com a cabeça descoberta, por vezes de joelhos, sobre­tudo porque passava em oração a maior parte do dia e da noite. 3 Além disso, quando ia a pé pelo mundo, sempre interrom­pia a caminhada, quando queria recitar as horas; se, por causa da doença, andava a cavalo, sempre desmontava para rezar o oficio.
Assim, uma vez, chovia torrencialmente, e ele, por causa da doença e da grande necessidade, andava a cavalo. 5 Mesmo estando já todo molhado, quando quis recitar as horas, desceu do cavalo e, perma­necendo de pé e chovendo continuamente sobre ele, rezou o oficio com tanto fervor de devoção e reverência como se estivesse na igreja ou na cela. 6 E disse a seu companheiro: “Se o corpo quer to­mar em paz e tranqüilidade o seu alimento, que, com o próprio cor­po, se tomará alimento dos vermes, com quanta paz e tranquilida­de, com quanta reverência e devoção deve a alma tomar seu ali­mento, que é o próprio Deus”.