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História

O Museu dos Capuchinhos do Rio Grande do Sul (MusCap) teve início em 1980 por iniciativa de quatro estudantes de Teologia – Arlindo Itacir Battistel, Agemir Bavaresco, Wilson Dallagnol e Celso Bordignon (atual diretor) – entusiasmados pela convivência com o Frei Rovílio Costa, grande pesquisador. Os estudantes tinham o objetivo de organizar um museu que preservasse os acervos da Província, até então em porões, sótãos, sacristias e bibliotecas desativadas, principalmente após a onda de reformas e revitalizações dos espaços sacros resultantes das propostas do Concílio do Vaticano II. “Quando se monta um museu, é porque a memória já está se perdendo” - Frei Celso Bordignon recordando fala de Frei Rovílio Costa.

Em 30 de abril de 1980, o então Ministro Provincial Carlos Albino Zagonel enviou uma correspondência aos confrades da Província do Rio Grande do Sul, comunicando o início das atividades do Museu e convidados os frades para colaborarem com a coleta de acervos. Um livro de registro já havia sido aberto em 25 de março de 1980 e no termo de abertura constava o nome “Museu Antropológico-Religioso Efrém de Bellevaux”. Até 1985, 777 peças já haviam sido adquiridas, quando o acervo foi levado para o Seminário São José, na cidade de Veranópolis –RS.

Esse período foi marcado pela falta de cuidados com a coleção, uma vez que os freis envolvidos com o Museu dispersaram-se para estudar e trabalhar em outros locais. Não houve manutenção e conservação dos objetos, o Seminário também não dispunha de segurança ou monitoramento adequado, de modo que muitas peças desapareceram ou tiveram o processo de degradação acelerado.

No XVI Capítulo Provincial , em 1993, o Museu dos Capuchinhos do Rio Grande do Sul foi aprovado, tendo seu nome reduzido da derivação original. Ficou decidido, então, que o Museu teria como sede parte da edificação que abrigou a Editora São Miguel, no bairro Rio Branco, em Caxias do Sul – RS. Dois anos mais tarde, entre 1997 e 1998, iniciaram as reformas da edificação. O projeto arquitetônico do Museu foi feito pelo arquiteto Jaime Boff com apontamentos do Frei Celso Bordignon. Em 06 de dezembro de 2000, o MusCap foi aberto ao público com o objetivo de preservar e divulgar a memória dos Freis Capuchinhos do RS.

O projeto museológico foi planejado e executado por Frei Celso, nomeado efetivamente como diretor do Museu. Nesse trabalho, destacou-se o apoio do Museu Municipal de Caxias do Sul, na pessoa de Juventino Dal Bó, que colaborou ativamente com informações, processos e metodologias mais adequadas às necessidades do acervo.

Em 2012 o Museu passou por uma reestruturação museológica, tendo como base norteadora um Planejamento Plurianual de Atividades. Para isso, foi contratada uma equipe de profissionais com formação específica em diversas áreas de atuação, como a museologia, a história, a conservação e o restauro. Além disso, o MusCap passou a contar com colaboradores externos para assessoramento e atuação em projetos pontuais das áreas de arquitetura, cenografia, jornalismo, educação e artes visuais.