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37. Doenças do Santo. Amor a Cristo sofredor

Texto Original

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1 Cum beatus Franciscus per longum tempus habuisset, et habuit usque ad diem mortis sue, infirmitates epatis, splenis et stomachi, 
2 et a tempore quo fuit in ultramarinis partibus ad predicandum Soldano Babilonie et Egypti habuisset infirmitatem maximam oculorum propter multum laborem ex fatigatione itineris, qui in eundo et redeundo sustinuit magnum calorem, 
3 noluit tamen inde habere sollicitudinem ut faceret se curari de aliqua illarum infirmitatum, licet a suis fratribus et a multis, pietate et compassione ipsius, rogatus inde fuisset, propter ferventem spiritum quem habuit ab initio sue conversionis ad Christum: 
4 quia propter magnam dulcedinem et compassionem quam cotidie attrahebat de humilitate et vestigiis Filii Dei, quod erat amarum carni, pro dulci sumebat et habebat. 5 Immo etiam de doloribus et amaritudinibus Christi, quas pro nobis toleravit, in tantum cotidie dolebat et pro ipsis interius et exterius se affligebat, quod de suis propriis non curabat. 
6 Unde, quodam tempore, paucis annis post conversionem suam cum ambularet quadam die solus per viam non multum longe ab ecclesia Sancte Marie de Portiuncula, ibat alta voce plangendo et eiulando (cfr. Ez 27,30). 
7 Cumque sic ambularet, quidam spiritualis homo, quem novimus et ab eo istud intelleximus, qui multam misericordiam et consolationem fecerat sibi antequam haberet fratrem aliquem et postea similiter, obviavit illi,
8 et motus pietate circa ipsum interrogavit eum dicens: “Quid habes, frater?”. 
9 Putabat enim quod haberet dolorem alicuius infirmitatis. 
10 At ille: “Ita deberem ire plangendo et eiulando sine verecundia per totum mundum passionem Domini mei”.
11 At ille una cum ipso cepit plorare et fortiter lacrimari.

Texto Traduzido

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1 Como o bem-aventurado Francisco teve durante muito tempo doenças do fígado, do baço e do estômago, e as teve até o dia de sua morte, 
2 e desde o tempo em que esteve no ultramar para pregar ao sultão da Babilônia e do Egito, teve a maior doença dos olhos por causa do muito trabalho e do cansaço da viagem, pois indo e voltando suportou o maior calor, 
3 mas nem por isso quis ter o cuidado de se fazer curar de alguma dessas enfermidades, ainda que, por seus frades e por muitos, com pena e compaixão dele, tivesse sido rogado a isso, pelo fervoroso espírito que teve desde o início de sua conversão para Cristo: 
4 porque, por causa da grande doçura e compaixão que colhia da humildade e dos vestígios do Filho de Deus, tomava e tinha como doce o que era amargo para a carne. 
5 Até mais: condoía-se tanto, todos os dias, das dores e amarguras de Cristo, que ele tolerou por nós, e por causa delas afligia-se tanto interior como exteriormente, que nem se importava com as suas próprias. 
6 Por isso, certa ocasião, poucos anos depois de sua conversão, quando estava andando um dia sozinho não muito longe da igreja de Santa Maria da Porciúncula, ia chorando em voz alta e soluçando. 
7 Quando ia passando assim, um homem espiritual, que nós conhecemos e de quem ouvimos isto, que lhe tinha prestado muita misericórdia e consolação antes que tivesse algum frade e também depois, encontrou-se com ele. 
8 Movido de piedade por ele, perguntou-lhe: “Que tens, irmão?”. 
9 Pois achava que estava com a dor de alguma doença. 
10 Mas ele disse: “Assim deveria eu ir chorando e soluçando sem vergonha por todo o mundo a paixão do meu Senhor”. 
11 E o homem começou a chorar e a derramar muitas lágrimas com ele.