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31. Sai da cela para abençoar um irmão

Texto Original

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1 Quidam frater, spiritualis homo et amicus Dei, morabatur in loco fratrum de Reate; 
2 et surgens quadam die cum magna devotione venit ad heremitorium fratrum de Grecio, ubi beatus Franciscus tunc manebat, ex desiderio ipsum videndi et habendi eius benedictionem. 
3 Beatus Franciscus iam comederat, et reversus erat ad cellam ubi orabat et iacebat; 
4 et quia erat quadragesima non descendebat de cella nisi in hora comestionis, et statim ad cellam revertebatur. 
5 Et contristatus est multum ille frater, eo quod non invenit ipsum, imputans hoc peccato suo, maxime quia oportebat ipsum illo die reverti ad locum suum. 
6 Cumque consolarentur ipsum socii beati Francisci et ipse separaret se a loco quantum iactus est lapidis (cfr. Luc 22,41) ut reverteretur ad locum suum, et beatus Franciscus de voluntate Domini (cfr. Act 21,14; Ps 50,20) exivit foras de cella et vocavit unum de sociis suis, qui ibat cum ipso usque ad fontem laci, et dixit ad eum: 
7 “Dicas isti fratri, quod respiciat ad me”. Cumque verteret faciem suam ad beatum Franciscum, crucis signo signavit et benedixit eum. 
8 Frater ille cum letitia utriusque hominis laudavit Dominum qui implevit desiderium suum, et tanto magis inde est consolatus quanto consideravit quod voluntas Dei fuit ut ipsum benediceret sine suo rogamine et dicto alicuius. 
9 Nam socii beati Francisci et alii fratres de loco inde mirati sunt; considerantes magnum esse miraculum, eo quod nullus dixit beato Francisco de adventu illius fratris; 
10 quoniam neque socii beati Francisci neque aliquis alius frater audebat ire ad ipsum nisi vocaret ipsos; 
11 et non solum ibi, sed ubicumque manebat beatus Franciscus ad orationem, volebat manere ita remotus ut nullus iret ad ipsum nisi vocaret ipsum.

Texto Traduzido

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1 Certo frade, homem espiritual e amigo de deus, morava no lugar dos frades em Rieti. 
2 Um dia, levantando-se, foi com grande devoção ao eremitério dos frades em Grécio, onde morava nesse tempo o bem-aventurado Francisco, pelo desejo de vê-lo e de receber sua bênção. 
3 O bem-aventurado Francisco já tinha comido e tinha voltado à cela onde orava e dormia. 
4 Como era quaresma, não descia da clã a não ser na hora da refeição, e logo voltava para a cela. 
5 O frade ficou muito triste porque não o encontrou, pondo a culpa em seus pecados, principalmente porque teria que voltar naquele mesmo dia ao seu lugar. 
6 Como os companheiros do bem-aventurado Francisco o consolassem e ele já estivesse afastado do lugar na distância de uma pedrada, para voltar a seu lugar, o bem-aventurado Francisco, por vontade do Senhor, saiu fora da cela, chamou um de seus companheiros, que ia com ele até a fonte do lago, e lhe disse: 
7 “Dize a esse frade que olhe para mim”. Quando voltou sua face para o bem-aventurado Francisco, este o abençoou fazendo um sinal da cruz. 
8 O frade, com alegria interior e exterior louvou o Senhor que cumpriu seu desejo e ficou ainda mais consolado porque considerou que foi por vontade de Deus que o abençoou sem ser por pedido seu ou pela palavra de outra pessoa. 
9 Pois os companheiros do bem-aventurado Francisco e os outros frades do lugar ficaram admirados, achando que tinha sido um grande milagre, porque ninguém falou com o bem-aventurado Francisco sobre a vinda daquele frade; 
10 porque nem os companheiros do bem-aventurado Francisco nem nenhum outro frade ousava ir até ele e não os tivesse chamado; 
11 e não só lá, mas onde quer que o bem-aventurado Francisco ficava em oração, queria ficar tão afastado que ninguém fosse a ele sem ser chamado.