Cookies e Política de Privacidade
O Capuchinhos RS utiliza cookies para personalizar conteúdos e melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Selecione

Conversação XIII

Texto Original

Collatio XIII

De successione Ministrorum Generalium

 

77. Primus autem minister generalis post beatum Franciscum fuit frater Helias, qui fuerat scriptor Bononiae. Cui successit frater Iohannes Parens de Florentia, minister Hispaniae, vir sapiens et religiosus et summi rigoris. Quo per fautores fratris Heliae absoluto, iterum factus est generalis frater Helias. In capitulo siquidem, in quo facta est translatio sancti Francisci, voluerunt ipsi quos ad capitulum concesserat venire frater Helias, — nam omnes concessit illuc venire qui vellent — contra ministros provinciales ipsum fecisse generalem. Unde et acceptum a cella sua portaverunt cum manibus ad ostium capituli, et fracto ostio voluerunt eum collocare in loco ministri generalis. Quod videns generalis frater Iohannes coram toto capitulo se nudavit; et sic demum confusi et maximam turbationem cessaverunt. Nam nec sanctum Antonium audire voluerunt, nec aliquem ministrum provincialem.

Credidit autem populus, quod esset discordia, quia corpus sancti Francisci tertia die, antequam patres convenissent, translatum erat. Quinque vero milites novitii, qui sederunt in capitulo et omnia viderunt, flentes dixerunt, quod ad magnum bonum ordinis proveniret illa turbatio, quia ordo nullum posset inordinatum tenere. Et sic accidit, quod omnes illi turbatores ad agendam poenitentiam per diversa provincias missi sunt.

Frater vero Helias, divertens ad quoddam heremitorium, permisit sibi crescere comam et barbam, et per hanc simulationem sanctitatis ordini et fratribus reconciliatus est.

Texto Traduzido

Collatio XIII

A sucessão dos ministros gerais

 

77. O primeiro ministro geral depois do bem-aventurado Francisco foi Frei Elias, que fora escrivão em Bolonha. Sucedeu-lhe João Parenti, de Florença, ministro da Espanha, homem sábio e religioso e de grande austeridade. Exonerado este pelos partidários de Frei Elias, Frei Elias foi feito geral outra vez. Assim, no Capítulo em que foi feita a transladação de São Francisco, os que Frei Elias permitira ir ao Capítulo – pois permitiu a todos que queriam ir – quiseram fazê-lo geral em oposição aos ministros provinciais. Por isso, tendo-o tirado de sua cela, carregaram-no em seus braços até à porta do Capítulo. Depois de terem quebrado a porta, quiseram colocá-lo no lugar do ministro geral. Vendo isto, o geral Frei João despiu-se diante de todo o Capítulo. Confusos, pararam toda aquela confusão. Não quiseram ouvir nem Santo Antônio nem qualquer ministro provincial.

O povo pensou que havia discórdia porque o corpo de São Francisco fora transladado três dias antes que os padres se reunissem. Cinco cavaleiros noviços, que estavam presentes no Capítulo e viram tudo, disseram chorando que aquela perturbação acontecia para grande bem da Ordem, porque a Ordem não podia manter nenhum desordeiro. Assim aconteceu que todos aqueles perturbadores foram mandados para as diversas províncias para fazerem penitência.

Frei Elias, porém, retirando-se a um eremitério, deixou crescer seus cabelos e a barba e, por meio desta simulação de santidade, reconciliou-se com a Ordem e com os irmãos(28).