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Capítulo V (VI) - Seu zelo pela perfeição dos frades.

Texto Original

Capitulum V (VI) ‑ De zelo ipsius ad perfectionem fratrum.

Caput 85. Et primo qualiter descripsit eis fratrem perfectum.

 

1 Beatissimus pater, transformatus quodam modo in sanctos fratres per ardorem amoris et fervorem zeli quem habebat ad perfectionem eorum, saepe cogitabat intra se quibus conditionibus et virtutibus oporteret esse ornatum bonum fratrem Minorem.
2 Et dicebat quod ille esset bonus frater Minor qui haberet vitam et conditiones istorum sanctorum fratrum: 3 videlicet fidem fratris Bernardi, quam perfectissime habuit cum amore paupertatis; 4 simplicitatem et puritatem fratris Leonis, qui vere fuit sanctissimae puritatis; 5 curialitatem fratris Angeli, qui fuit primus miles qui venit ad ordinem, et fuit omni curialitate et benignitate ornatus; 6 gratiosum aspectum et sensum naturalem cum pulchro et devoto eloquio fratris Massei; 7 mentem elevatam in contemplatione quam frater Aegidius habuit usque ad summam perfectionem; 8 virtuosam et continuam orationem fratris Rufini, qui sine intermissione semper orabat: etiam dormiendo vel aliquid operando semper erat cum Domino mens ipsius; 9 patientiam fratris Juniperi, qui usque ad perfectum statum patientiae pervenit, propter perfectam veritatem propriae vilitatis quam continue prae oculis habebat, et summum desiderium imitandi Christum per viam crucis; 10 fortitudinem corporalem, et spiritualem fratris Johannis de Laudibus, qui tempore illo fuit fortis corpore super omnes homines; 11 caritatem fratris Rogerii, cujus tota vita et conversatio erat in fervore caritatis; 12 et sollicitudinem fratris Lucidi qui fuit maximae sollicitudinis, et nolebat quasi per mensem stare in loco, 13 sed quando placebat sibi stare in aliquo loco, statim recedebat inde et dicebat: “Non habemus hic (cfr. Heb 13,14) mansionem sed in caelo”.

Texto Traduzido

Capitulum V (VI) ‑ De zelo ipsius ad perfectionem fratrum.

Capítulo 85. Primeiramente, como lhes descreveu o frade per­feito.

 

1 De certo modo transformado nos santos frades pelo ardor do amor e pelo fervor do zelo que tinha pela perfeição deles, o muito bem-aventurado pai refletia muitas vezes dentro de si sobre as qualidades e virtudes de que devia ser ornado um bom frade menor.
2 E dizia que seria bom frade menor aquele que tivesse a vida e as qualidades destes santos frades: 3 isto é: a fé de Frei Bernardo, que a teve de forma perfeita com o amor à pobreza; 4 a simplicidade e a pureza de Frei Leão, que foi realmente de uma pureza santíssima; 5 a cor­tesia de Frei Ângelo, que foi o primeiro cavaleiro que veio para a ordem e que era ornado de toda a cortesia e bondade; 6 o as­pecto gracioso e o senso natural com a fala bonita e de­vota de Frei Masseu; 7 a mente elevada em contemplação que Frei Egídio teve até a máxima perfeição; a virtuosa e constante ora­ção de Frei Rufino, que rezava sempre, sem interrupção: mesmo dormindo ou fazendo alguma coisa tinha sempre seu espírito com o Senhor; 9 a paciência de Frei Junípero, que atingiu um esta­do perfeito de paciência, por causa da perfeita verdade da pró­pria vileza, que tinha continuamente diante dos olhos, e um ar­dente desejo de imitar a Cristo no caminho da cruz; 10 o vigor cor­poral e espiritual de Frei João das Laudes, que, naquele tempo, ultra­passou todos os homens em força física; 11 a caridade de Frei Ro­gério, cuja vida inteira e comportamento estavam no fervor da caridade; 12 e a solicitude de Frei Lúcido, que teve grandíssima solicitude e não queria morar quase um mês no mesmo lugar, 13 mas quando lhe agradava ficar num lugar, imediatamente se afastava e dizia: “Não temos morada aqui (cf. Hb 13,14), mas no céu”.