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Sobre a santa simplicidade

Texto Original

De sancta simplicitate

Caput CXLII - Quae sit vera simplicitas.

 

189 
1 Sanctam simplicitatem, gratiae filiam, sapientiae germanam, matrem iustitiae, quodam attentiore studio praetendebat sanctus in se, ac diligebat (cfr. Sap 1,1) in aliis. 
2 Non autem omnis ab eo probabatur simplicitas, sed ea solum, quae Deo suo contenta, caetera vilipendit. 
3 Haec est, quae in timore Dei gloriatur (cfr. Sir 9,22), quae malum facere vel dicere nescit. 
4 Haec est, quae sese examinans condemnat suo iudicio neminem (cfr. Ioa 8,10), quae meliori debitum imperium reddens, imperium appetit nullum. 
5 Haec est, quae graecas glorias non optimas arbitrans (cfr. 2Mac 4,15), plus eligit facere quam discere vel docere (cfr. Act 1,1). 
6 Haec est, quae in omnibus divinis legibus verbosas ambages, ornatus et phaleras, ostentationes et curiositates perituris relinquens, quaerit non corticem sed medullam, non testam sed nucleum, non multa sed multum, summum et stabile bonum. 
7 Hanc in fratribus litteratis et laicis requirebat pater sanctissimus, non eam contrariam sapientiae credens, sed vere germanam, licet pauperibus scientia faciliorem ad habitum, promptiorem ad usum. 
8 Unde in Laudibus quas de virtutibus fecit, sic ait: “Ave, regina sapientia! Dominus te salvet, cum tua sorore, pura sancta simplicitate!”.

Texto Traduzido

De sancta simplicitate

Capítulo 142 - O que é a verdadeira simplicidade.

 

189 
1 A santa simplicidade , filha da graça, irmã da sabedoria, mãe da justiça, era o ideal a que desejava chegar o santo e a virtude que mais apreciava nos outros. 
2 Mas não aprovava qualquer simplicidade: apenas aquela que, contente com o seu Deus, despreza todas as outras coisas. 
3 É aquela que se gloria no temor de Deus, que não sabe fazer nem dizer mal. 
4 Aquela que examina a si mesma e não condena ninguém, que entrega o devido comando ao melhor e não deseja mandar em ninguém. 
5 É aquela que não acha que as melhores glórias são as da Grécia e por isso prefere fazer e não aprender ou ensinar. 
6 Aquela que, em todas as leis divinas, deixa para os que vão perecer toda verbosidade, ostentação e preciosidade, enfeites e curiosidades, e vai atrás da medula e não das casca, do conteúdo e não do invólucro, não das muitas coisas mas daquele bem que é o grande, o maior, o estável. 
7 O pai santíssimo exigia essa simplicidade tanto nos frades letrados como nos leigos, achando que não era adversária mas verdadeira irmã da sabedoria, ainda que os pobres de ciência tenham mais facilidade para a adquirir e pôr em prática. 
8 Por isso, disse nos Louvores das Virtudes: “Salve, rainha sabedoria! Deus te salve, com tua irmã a pura e santa simplicidade!”