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106. Obediência do Santo

Texto Original

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1 Immo non solum generali ministro et provincialibus ministris subditus esse voluit, quoniam, in quacumque provincia morabatur vel iret ad predicandum, obediebat ministro illius provincie, 
2 sed etiam, propter maiorem perfectionem et humilitatem, longo tempore ante mortem suam, quadam vice dixit generali ministro: 
3 “Volo ut committas vicem tuam de me semper uni de sociis meis, cui obediam vice tua; quoniam propter bonum [exemplum] et virtutem obedientie in vita et in morte semper volo, quod maneas mecum”. 
4 Et exinde usque ad mortem (cfr. Phip 2,8) semper habuit unum de sociis suis guardianum cui obediebat vice 
ministri generalis. 
5 Immo quadam vice dixit sociis: “Hanc gratiam inter alias contulit michi ipse Altissimus, quod ita diligenter obedirem novitio, qui intraret hodie Religionem, si esset meus guardianus, sicut illi, qui esset primus et antiquus in vita et in Religione fratrum. 
6 Quoniam subditus prelatum suum non hominem, sed Deum considerare debet, pro cuius amore sibi subditus est”. 
7 Similiter dixit: “Non [est] aliquis prelatus in toto mundo, qui tantum timeatur a subditis et fratribus suis, quantum Dominus faceret me timeri a fratribus meis, si vellem; 
8 sed hanc gratiam contulit michi ipse Altissimus, quod volo esse contentus omnibus, sicut qui minor est in Religione”. 
9 Et hoc vidimus oculis nostris (cfr. 1Ioa 1,1) multotiens nos qui fuimus cum (cfr. 2Pet 1,18) illo, sicut ipse testatur; quod multotiens, cum aliqui fratres non satisfacerent ei in suis necessitatibus vel dicerent ei aliquod verbum, per quod solet homo moveri ad scandalum, statim ibat ad orationem et in reversione sua nolebat recordari dicens: 
10 Talis frater michi non satisfecit, vel: Dixit michi tale verbum. 
11 Quanto magis morti appropinquabat, tanto magis erat sollicitus in omni perfectione considerare quomodo in omni humilitate et paupertate vivere et mori posset.

Texto Traduzido

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1 Não só quis estar submisso ao ministro geral e aos ministros provinciais mas também, em qualquer província em que estivesse morando ou tivesse ido pregar, obedecia ao ministro daquela província, 
2 mas também, para maior perfeição e humildade, muito tempo antes de sua morte, disse uma vez ao ministro geral: 
3 “Quero que confies tua representação junto a mim a um de meus companheiros, a quem obedecerei no teu lugar; porque, por causa do bom exemplo e da virtude da obediência na vida e na morte, quero que permaneças sempre comigo”. 
4 E desde então até a morte sempre teve um de seus companheiros como guardião, a quem obedecia no lugar do ministro geral. 
5 Uma vez, até disse aos companheiros: “Entre outras graças, o Senhor me deu esta: que eu obedecesse de tal modo ao noviço, que tivesse entrado hoje na Religião, como àquele que fosse o primeiro e mais antigo na vida e na Religião dos frades. 
6 Porque o súdito deve considerar em seu prelado não o homem mas Deus, por cujo amor se fez submisso”. 
7 Disse igualmente: “Não há nenhum prelado em todo o mundo que seja tão temido por seus súditos e frades quanto o Senhor me faria ser temido por meus frades, se eu quisesse; 
8 mas o próprio Altíssimo me deu esta graça, que eu quero ficar contente com todos, como o menor na Religião”. 
9 E isso nós vimos com nossos olhos (cfr. 1Jo 1,1) muitas vezes, nós que vivemos com ele (cfr. 2Pd 1,18), como ele mesmo testemunha; porque muitas vezes, como alguns frades não o satisfizessem em suas necessidades ou lhe dissessem alguma palavra, das que costumam levar as pessoas ao escândalo, ia logo rezar e quando voltava não queria lembrar-se, dizendo: 
10 Tal frade não me satisfez, ou: Disse-me tal palavra.
11 Quanto mais se aproximava da morte, mais era solícito em toda perfeição por considerar como poderia viver e morrer em toda humildade e pobreza.