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'Não sabemos viver com liberdade', conselheiro geral aos capuchinhos

31/01/2018 - 21h59
O terceiro dia da ALAC, Assembleia dos Capuchinhos da América Latina e Caribe, foi dedicado a conhecer os motivos das desistências da vida religiosa.

Chegamos ao terceiro dia da Assembleia Latino-Americana dos franciscanos capuchinhos. Estamos no meio! Ainda restam mais dois dias de ALAC, que irá encerrar na sexta com propostas práticas para os problemas com os quais frades de mais de 20 países estão se deparando.

PRECISAMOS SER MISSIONÁRIOS DA MISERICÓRDIA

A eucaristia pela manhã foi presidida pelo Ministro Provincial da Espanha, convidado para esta assembleia, Frei Benjamín Echevarría Martínez. Em sua homilia, disse que os capuchinhos precisam ser missionários da misericórdia: “um dos maiores favores que podemos fazer aos nossos povos e à nossa humanidade é transmitir a imagem e a experiência de um Deus que é misericordioso”.  

Na América Latina, em 2017, havia aproximadamente 500 jovens capuchinhos que são considerados formandos, ou seja, estão em seus primeiros anos de formação (postulantes, noviços e pós-noviços). E foi justamente sobre esse grupo que Frei Sérgio Dal Moro, conselheiro geral da Ordem para o Brasil, falou.

O PORQUÊ DAS SAÍDAS

Uma grande problemática para os frades de todo o mundo, que não se restringe apenas à Ordem Franciscana, mas a toda vida religiosa, é a falta de perseverança vocacional, as desistências, aqueles que deixam de ser frades para migrar rumo a uma nova realidade. Frei Sérgio apontou razões para essas saídas: externas (como uma sociedade líquida, onde tudo é provisório, em que as coisas precisam acontecer imediatamente e que os projetos pessoais estão à frente dos coletivos e institucionais) e internas (como a falta de coerência entre aquilo que se pede aos frades jovens e aquilo que é vivido pelos mais velhos; falta de um acompanhamento mais personalizado e de profundidade nas orações cotidianas, transformando-as em algo automático).

“NÃO SABEMOS VIVER COM LIBERDADE”

Houve um tempo que “bom formando era aquele que melhor se integrava na disciplina. A vida era toda prevista por horários rígidos de oração, estudo, trabalhos manuais, recreio, silêncio, tarefas bem definidas, estudos bem programados, regulamentos, espaços permitidos e não permitidos, maneiras de se vestir... tudo era previsto [...] dava-se ênfase ao que não se devia fazer, descuidando do que se devia fazer e, sobretudo, o que se devia SER.” Esse tempo passou e, mesmo com os esforços em “deixar as janelas abertas ao novo”, ainda é difícil para as ordens religiosas descobrir qual a sua identidade, num mundo tão diverso. É uma via de duas mãos, pois, segundo Dal Moro, também é difícil para os formandos encontrar essa identidade (pessoal e das ordens religiosas) já que as normas não determinam mais essa identidade.  

A VIDA RELIGIOSA TEM FUTURO

Difíceis realidades exigem mudanças. O conselheiro geral apontou algumas pistas para solucionar tantas problemáticas, algo que o Concilio Vaticano II, há mais de 50 anos, apontava: voltar às fontes! Se realmente os formadores quiserem manter seus formandos eles precisam viver de acordo com os valores franciscanos, no nosso caso, e descobrir uma maneira de comunicá-los para os dias de hoje. Alguns valores fundamentais que propôs foram a vida fraterna, oração, missão, fidelidade ao evangelho, entre outros...  

FALANDO SOBRE FORMAÇÃO...

Frei Evandro Souza (Brasil) e Juan Pablo (Guatemala) aproveitaram a assembleia dos latino-americanos para apresentar os trabalhos do Conselho Geral de Formação, setor da Ordem responsável pela formação de frades de todo o mundo. Esse setor tem realizado encontros com formadores em cada continente, com a finalidade de criar uma “Ratio Formationis”, ou seja, uma orientação única que deixe claro quais são os valores que não podem faltar na formação de um frade em qualquer lugar no mundo. A partir deste documento, cada cultura pode adaptar esses valores a sua própria realidade.


O vídeo com as imagens de hoje será publicado logo mais.

Fonte: Capuchinhos do Brasil /CCB

Por Paulo Henrique (Assessoria de Comunicação, Lima, Peru)

Geraldo Monteiro
01 de fevereiro de 2018
Voltar às fontes e fazer o candidato a ter encontro pessoal com Jesus, Francisco de Assis ... Jamais deixar as orações principalmente liturgia das horas em decorrencia de trabalhos pessoais Jamais ter vida isolada procurando todo conforto individual. Celebrar a missa sem preparação, com pressa como se fosse somente um ritual sem acreditar que a Eucaristia salva o povo. Jamais ficar preso às tecnologias alimentando -se paixões antigas. Não rejeitar o sacramento da reconciliação. .. Os frade precisamm de tempo Para brincar, trabalhar ,estudar e avaliar semanalmente a convivência fraterna. Evitar alimentos industrializados com bebida alcoólica. Ter tempo para visitar as crianças da catequese e visitar todos os doentes. Jamais falar mal dos frades que lhe aborreceu ou lhe aborrece. Jamais deixar de ter direção espiritual.
Luís Henrique
01 de fevereiro de 2018
É com grande alegria que acompanho as informações da Ordem, um diário estive querendo ser, mas não consegui. Vejo que muitos motivos da minha desistência apresentados neste texto. Sou Francisco, sou Cristão. Tenho me dedicado a seguir o Evangelho no meu dia a dia e agradeço ter passado poucos mas importantes anos da minha vida no seio capuchinho.
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