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DÉCIMO SÉTIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM – 25/07/2021

Publicado por Frei Carlos Raimundo Rockenbach | 21/07/2021 - 11:20

DÉCIMO SÉTIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM – 25/07/2021

A compaixão, a solidariedade e a partilha realizam milagres.

ACOLHIDA

Animador: A fé e o amor que hoje nos reúnem, iluminem nosso encontro com Deus e com os irmãos. Aqui encontramos a mesa da palavra e a mesa do pão partilhado, onde Jesus se oferece no banquete da amizade e da alegria. O povo está faminto. Jesus tem compaixão e pede colaboração de todos. E o milagre acontece. O pouco de cada um, colocado na mesma mesa, alimenta a todos e ainda sobra. Tão simples e tão grandioso o ensinamento de hoje. Iniciemos, motivados, cantando enquanto recebemos a procissão de entrada cantando. 

ATO PENITENCIAL

Animador: Quando o pão é partilhado, tem gosto de amor. Quando é acumulado, gera a morte e traz a dor. O empobrecimento de multidões é resultado do egoísmo e do pecado. 

- Os corações endurecidos se tornam insensíveis às necessidades dos irmãos. Senhor, tende piedade de nós!

- Os que são movidos pelo egoísmo e a mentalidade consumista  acreditam que a felicidade está no acúmulo e na posse de muitas coisas. Cristo, tende piedade de nós.

- Mãos fechadas na ganância empobrecem a pessoa e fazem a humanidade sofrer. Senhor, tende piedade de nós.

GLÓRIA

Animador: O pão partilhado tem gosto de amor. Pelas lições de Cristo e pelas pessoas que partilham a vida e os dons, cantemos.

LITURGIA DA PALAVRA

Primeira Leitura: 2Rs 4,42-44  

Segunda Leitura: Ef 4,1-6 

Evangelho: Jo 6,1-15

HOMILIA

A partilha é o tema primordial que une as leituras deste domingo e nos une como irmãos na comunidade dos fiéis. Sem partilha não há solidariedade, e sem solidariedade não haverá comunidade. Somente pela solidariedade, vivida na partilha, conseguiremos um mundo melhor, onde não haja mais fome e miséria. Quando vemos um país de muitos miseráveis, como o Brasil, logo sabemos que existe pouca partilha, pouca solidariedade.  

Não é por nada que o texto da “partilha dos pães”, aparece seis vezes no Evangelho. A partilha do pão e da vida é a mais clara expressão do amor, que deve ser a identidade dos cristãos. A partilha se opõe ao egoísmo, à indiferença e à ganância, males que excluem, descartam muitos do direito à mesa da vida, ao mínimo necessário a uma vida digna. Pão partilhado é pão abençoado. Pão acumulado é pão amaldiçoado. “Estive com fome e me destes de comer... por isso, vinde benditos do meu Pai, tomai posse do Reino preparado para vós”, diz Jesus.  

O endeusamento da riqueza torna as pessoas insensíveis, insatisfeitas e insaciáveis. A consequência do acúmulo da parte de alguns é a fome, a miséria e o sofrimento de muitos. Quem é movido pela ganância desenfreada, pode, por vezes, até doar o que sobra, o que não serve mais. Há pessoas que doam, mas não partilham. Partilhar é dar aos outros aquilo que nos é importante. Jesus está às margens do mar da Galileia. As margens do mar representam o campo da missão. Nesse campo de missão, há muitos necessitados, uma multidão. Era a multidão que seguia Jesus porque enxergava nele a esperança de um mundo novo, sem misérias, sem tanto sofrimento. Jesus engue os olhos e enxerga esta multidão. É preciso erguer os olhos para enxergar a multidão. Quando olhamos somente para o nosso umbigo, não enxergamos as necessidades de nossos irmãos, muitas vezes jogados á beira do caminho. Jesus vendo aquela multidão sente compaixão, sente no seu próprio coração a dor, o sofrimento e a miséria daquela gente. Somente quem sente compaixão é capaz de buscar uma solução para o problema. E a solução é sempre a partilha. Quem sente compaixão faz qualquer coisa para diminuir ou erradicar o sofrimento do outro, e sem medo, profeticamente busca combater as causas desse sofrimento: um sistema social, político e econômico perverso que exclui e mata. Jesus através da partilha dos pães e dos peixes nos mostra que não falta comida no mundo. O que falta é colocá-la na mesa comum. Quando os bens e os dons são partilhados fraternalmente, tem para todos e ainda sobra. 

É importante dar-se conta que deste mundo não levaremos nada a não ser as boas obras, os gestos de amor, de solidariedade, de partilha, de fraternidade. Estes gestos serão o critério de nosso julgamento final: o que tivermos feito ou deixado de fazer pela vida de nossos irmãos e irmãs. 

PRECES DA COMUNIDADE

Presidente: Se a luz do Evangelho iluminar o caminho dos homens, a Terra será sempre a grande mãe fecunda de bens para todos os filhos. Depois de cada prece digamos: Senhor, ensinai-nos a partilhar. 

  1. Pela igreja, para que seja sinal para todos os que têm fome de pão e de vida e, pela força da palavra de Deus, possa cativar a todos para a construção de um mundo mais justo e solidário, pedimos.

  2. Quem partilha de coração compassivo, recebe o dobro em alegrias. Para que percebamos a alegria de partilhar, pedimos.

  3. Quando não houver desperdício, não haverá miséria. E onde houver necessitados, não faltará quem os socorra. Para que aprendamos as lições de Jesus e vivamos essas verdades, pedimos. 

  4. Para que a Terra e os frutos dela produzidos pelo trabalho honesto e respeitoso para com a criação, possam ser distribuídos com justiça e fraternidade, pedimos. 

OFERTÓRIO 

Animador: Quando o pão é partilhado passa a ter gosto de amor e gera alegria. No ofertório, colocamos um pão e alimentos que serão partilhados. Deus ama a quem dá com alegria e o coração que doa é feliz. É Jesus que no pão e no vinho se transforma em alimento para saciar nossa fome de amor. Cantemos. 

COMUNHÃO

Animador: No altar da Eucaristia o Senhor nos ensina que o amor é verdadeiro quando a vida se fizer doação. Vamos repartindo a palavra e o pão e assim os milagres acontecerão. Cantemos.

Sobre o autor
Frei Carlos Raimundo Rockenbach

Frei Capuchinho da Província Sagrado Coração de Jesus, Rio Grande do Sul