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DÉCIMO DOMINGO COMUM: 06/06/2021

Publicado por Frei Carlos Raimundo Rockenbach | 31/05/2021 - 08:18

DÉCIMO DOMINGO COMUM: 06/06/2021
Faz parte da família de Jesus, quem pratica sua vontade!

ACOLHIDA
Animador: Irmãos e irmãs em Cristo Jesus: Paz e Bem! Na liturgia de hoje, vamos refletir e rezar sobre as nossas escolhas, o bem ou o mal, o que divide e oprime ou o que liberta e une. Diante da revelação que Jesus nos faz no Evangelho, é preciso reconhecê-lo e aceitar o seu projeto de vida. Pois sua família é formada por todos aqueles e aquelas que o seguem, fazem a vontade de Deus. Iniciemos nossa celebração, cantando.
ATO PENITENCIAL
Animador: O que leva o ser humano a se afastar do projeto de Deus? Egoísmo? Orgulho?
Poder? Deus vai ao encontro de quem se afastou. Ele chama: “Onde estás?” Seu infinito amor e misericórdia apontam para uma nova direção. Por isso, cantemos:
GLÓRIA
Animador: Glorifiquemos a Deus pela presença de Jesus que nos mostra o caminho para
vencermos o mal, e por todas as pessoas que seguem fielmente a Jesus, concretizando o projeto de vida e salvação. Cantemos.
LITURGIA DA PALAVRA
1ª leitura: Gn 3,9-15
2ª leitura: 2Cor 4,13-18-5,1
Evangelho: Mc 3,20-35
REFLEXÃO
- A liturgia desse domingo nos convida a refletir sobre os desafios que temos na vida, sobretudo na missão de fazer desse mundo o paraíso sonhado por Deus. Cabe pensar: quais são nossos maiores desafios, hoje, na construção de um mundo melhor? Onde esses desafios se encontram? Na família? Na comunidade? Na sociedade? Dentro de cada um de nós? - A primeira leitura do livro do Gênesis, trata da desobediência do ser humano a Deus e ao seu sonho. O homem, movido pela pretensão de ser igual a Deus, ignora seu amor e sua sabedoria, fazendo sua vida por conta, e as consequências deste modo de ser e agir são desastrosas. Quando desobedecemos a Deus, entramos num mundo de tentações, de maldades, de coisas e situações que nos deixam como que nus, limitados, vulneráveis e reféns de um sistema que nunca nos deixa satisfeitos. Esta situação desencadeia a desarmonia entre as pessoas e o meio em que vivem, rompendo, assim, com a proposta do paraíso e colocando a humanidade num mundo de competições e sofrimentos, de concorrências, rivalidades e tentações que vão cada vez mais desviando o projeto de Deus e distanciando de nós o paraíso. Tendo diante de nós esse quadro apresentado, podemos olhar o nosso mundo, nossa sociedade, os espaços onde vivemos, o estado crítico de nossa Casa Comum, a Mãe Terra. Vivemos num mundo onde dificilmente alguém assume a culpa pelas atitudes erradas que toma. Um empurra a culpa para o outro, como vimos na primeira leitura. Independente de quem foi a culpa, todos pagaram pelo erro, sobretudo, os mais vulneráveis e fracos, pois no paraíso criado por Deus há uma interdependência entre todas as coisas.
- Jesus, no Evangelho de hoje, busca expulsar os “demônios”, as forças do mal que continuam a possuir muitos de nós, mas encontra dificuldades até mesmo entre os seus familiares, que o acusam de louco. Loucura mesmo é ver o mundo e as pessoas sendo destruídos e não fazer nada. Loucura é se acomodar diante de tantas tragédias, corrupções, fruto do desrespeito e da desobediência a Deus. Loucura é colocar a culpa nos outros e se isentar das situações que dizem respeito a todos nós. As acusações sofridas por Jesus são as mesmas que sofrem hoje todos os que querem recuperar a ideia de paraíso, do Reino de Deus, sonhando com um mundo melhor, mais justo, fraterno, igualitário, onde todos tenham direito a uma vida com qualidade e dignidade. Por meio de calúnias e difamações tentam desacreditar os que ousada e profeticamente lutam por um outro mundo possível. Neste evangelho Jesus alerta que só pode fazer o bem quem é movido pelo Espírito de Deus. Quem fez pacto com o mal e se deixa possuir por ele, dificilmente fará obras boas. É preciso livrar-se primeiro do mal para poder fazer o bem.
- Outro alerta que Jesus faz é sobre as brigas internas das famílias e até mesmo da comunidade. Onde há muitas brigas internas, há também divisões, e onde há divisões, há enfraquecimento, e tudo que enfraquece corre o risco de morrer. Muitas famílias se desmantelam por causa de contendas internas. Muitas comunidades não crescem por causa de discórdias e divisões entre seus membros, geradas pela desobediência a Deus. Obedecer a Deus é praticar sua Palavra, que é indispensável para fazer parte da família de Jesus, e é caminho para reconstruir o paraíso.

- Deus criou-nos à sua imagem e semelhança, fez-nos parceiros de sua obra maravilhosa e
concedeu-nos o dom da liberdade. O mau uso desta liberdade, a submissão ao tentador e às
forças do mal criaram a desordem, a divisão, desfiguraram a beleza da imagem divina impressa no ser humano. A fé em Jesus Ressuscitado nos resgata das mãos do mal e nos faz participantes de sua ressurreição, renovando nosso interior, configurando-nos com o Cristo Redentor.
- Quem rejeita e não reconhece Jesus e seu poder divino que enfrenta e vence as forças do mal;
quem tenta confundir o povo atribuindo a Jesus poderes demoníacos, peca contra o Espírito
Santo. E este pecado não tem perdão. Mas quem acolhe Jesus Cristo e pratica a vontade, a
Palavra de Deus, é irmão, irmã, mãe de Jesus, ou seja, faz parte da família e da vida de Jesus.
PRECES DA COMUNIDADE
Animador: Deus é a fonte de todo bem. Com confiança elevemos a Ele as nossas preces,
respondendo após cada uma: “Senhor, fonte de todo bem, atendei-nos!”
1) Pela Igreja, para que denuncie com firmeza e coragem as injustiças e anuncie a todos o
caminho para a vida plena, longe do pecado, pedimos:
2) Pelas famílias, para que sejam fortalecidas na missão de ser Igreja doméstica e sejam
libertadas de tudo o que desune e escraviza, pedimos:
3) Pelos corações fechados no egoísmo, na ambição e na indiferença, para que se abram à
Palavra libertadora do Evangelho, pedimos:
4) Por todos nós, para que realizando a vontade do Pai, formemos a verdadeira família em
Cristo, pedimos:
OFERTÓRIO
Animador: Apresentamos no altar do Senhor o nosso coração, que perto de Jesus é fortalecido e revestido de paz e esperança. Por isso, nosso ofertório é de entrega e profundo amor. Cantemos.
COMUNHÃO
Animador: Jesus não se apresenta com demonstrações de força; permanece conosco no
humilde sinal do Pão. Busquemos no Pão Eucarístico, o sustento, a força e a paz. Cantemos.

Sobre o autor
Frei Carlos Raimundo Rockenbach

Frei Capuchinho da Província Sagrado Coração de Jesus, Rio Grande do Sul