Necrologia

Selecione o Mês:

Frei Téo Gustavo da Silva Monteiro

13/10/1929
21/04/2002

Dom Pedrito - RS

 

Vocação adulta, entrou na Ordem dos Frades Capuchinhos, com 31 anos. Viveu com profundidade a fraternidade, a pobreza, a ternura e a espiritualidade.

 

Registro
Ingressou diretamente no Noviciado, no Convento São Francisco de Assis, em Garibaldi, no dia 04.03.1959. Professou no dia 05.03.1960, com o nome religioso de Frei Floriano de Dom Pedrito. Fez seus estudos de Filosofia em Ijuí-RS e de Teologia em Porto Alegre. Foi ordenado presbítero no dia 10.12.1967, por Dom Vicente Scherer, em Porto Alegre. Desempenhou sua missão pastoral em Ipê, Flores da Cunha, Jaguarão, Tunas e Paim Filho. Destacou-se como vigário paroquial, pároco, diretor espiritual e nos últimos 12 anos, foi capelão hospitalar em Porto Alegre. Sua calma, mansidão, afabilidade e bom humor cativavam. Era exímio datilógrafo. Em 1996 começaram problemas sérios de saúde: inicialmente, coração e depois câncer no intestino. Após três cirurgias em dez dias, faleceu aos 73 anos, no dia 21.04.2002, às 15horas no Hospital São Lucas, Porto Alegre. As exéquias foram concelebradas por 33 sacerdotes. Foi sepultado no jazigo dos Frades Capuchinhos em Porto Alegre.

 

Informações pessoais
TEO GUSTAVO DA SILVA MONTEIRO - Filho de Álvaro Monteiro Barbosa Carneiro e de Damieta da Silva Monteiro. Nasceu no dia 13.10.1928, mas registrado no dia 13.10.1929. Em virtude da doença da mãe, após o nascimento, viveu com a avó materna, em Pelotas, onde foi batizado e fez os primeiros estudos. Em 1941, aos 12 anos, retornou à casa dos pais em Dom Pedrito. Em 1948, foi morar em Porto Alegre com o tio e padrinho. Saúde frágil desde a adolescência, porém sempre estudou e trabalhou. Profissionalmente iniciou no escritório do pai. Mediante concurso, foi bancário de 1949 a 1958, quando pediu demissão para ingressar na vida capuchinha. Na primeira tentativa adoeceu após dois meses de postulantado.

Frei Osvaldo Pradella

19/01/1937
22/04/1987

Flores da Cunha - RS

 

Destacou-se pela simplicidade de vida. Dedicou sua vida a Formação de novos religiosos e sacerdotes para o serviço do Reino do Senhor.

 

Registro
Ingressou no Seminário Seráfico Santo Antônio de Vila Flores, no dia 19.12.1949. Durante o ano de 1957 fez o noviciado em Flores da Cunha. No mesmo local fez e profissão, no dia 25.01.1958, recebendo o nome de Frei Laurindo de Flores da Cunha. Foi ordenado presbítero, no dia 10.12.1967, por Dom Vicente Scherer, em Porto Alegre. Atuou sempre no setor da Formação. Primeiramente no Seminário Santo Antonio, Vila Flores. Depois, no Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Ipê. Enfrentou os problemas de sáude com paciência cristã e responsabilidade. Era muito fraterno, dedicado, piedoso, destacando-se pela simplicidade. Não se queixava de sua doença, nem demosntrava estar doente. Faleceu no dia 22.04.1987, aos 50 anos, de infarto e isquemia cerebral. A missa de corpo presente foi concelebrada por 53 sacerdotes. Foi sepultado no jazigo dos Frades Capuchinhos em Ipê - RS.

 

Informações pessoais
OSVALDO PRADELLA, filho de Narciso Pradella e Catarina Moresco. Desde os tempos de estudante sofria do coração. Limitado em sua saúde, soube enfrentar com coragem, resignação e espírito de fé suas limitações.

Frei Leodir Pedro Casonatto

14/03/1948
22/04/2013

Sacerdote.

Nasceu no dia 14 de março de 1948 em Evangelista/RS. Filho de Luigi Benvenuto Casonatto e Pierina Mocelin.

  • Ingressou no Postulado no dia 15 de fevereiro de 1964 em Flores da Cunha/RS.
  • Profissão Temporária no dia 08 de dezembro de 1966 em Flores da Cunha/RS.
  • Profissão Perpétua no dia 08 de dezembro de 1972 em Lagoa Vermelha/RS.
  • Ordenação Presbiteral no dia 05 de dezembro de 1982 em Campo Grande/MS por Dom Frei Clóvis Frainer.

 

Na Província do Rio Grande do Sul trabalhou em Garibaldi e Flores da Cunha.

Em 1979 integrou-se à Província do Brasil Central e trabalhou em Campo Grande/MS, Ceilândia Sul/DF, Piracanjuba/GO, Coxim/MS, Sidrolândia/MS, Rio Verde/GO, Goiânia/GO e Anápolis/GO.

Faleceu no ano de 2013 em Embu das Artes/SP, de edema agudo pulmonar e insuficiência cardíaca. Seu corpo foi transladado para a terra natal, a pedido dos familiares e lá sepultado.

Estava com 65 anos de vida, 46 de vida religiosa e 30 de Presbítero.

Frade muito disponível, incansável, zeloso e com grande dedicação aos pobres e doentes.

Frei Leandro Fochesato

27/03/1927
23/04/1955

Flores da Cunha - RS

 

Destacou-se pela simplicidade, alegria, fraternidade e pela devoção mariana. Ajudou na construção das grutas de N. Sra de Lourdes em Marau e em Garibaldi.

 

Registro
Fez os estudos nas casas de formação da província. Professou no dia 19.01.1948, no Convento Sagrado Coração de Jesus, em Flores da Cunha, onde fez o ano do noviciado. No dia 20.12.1951, foi ordenado presbítero, por Dom Benedito Zorzi, em Garibaldi. Após a ordenação, seguiu para Porto Alegre, para terminar o último ano de teologia. No ano de 1954, manifestou-se o câncer. Foi, então, ao final do ano, transferido para Veranópolis, para tratamento de saúde, não demorou muito, teve que retornar a Porto Alegre. Vitimado pela leucemia, com apenas 28 anos, faleceu em Porto Alegre no dia 23.04.1955. Foi sepultado no jazigo dos Frades Capuchinhos, em Flores da Cunha.

 

Informações pessoais
OLINDO FOCHESATO, filho de Calisto Fochesato e de Hermínia Veronese

Frei Terêncio Zancanaro

25/02/1933
23/04/2015

Zancanaro morreu nos primeiros minutos da quinta-feira, 23 de abril, em consequência de pneumonia e infecção generalizada (choque séptico), no Hospital da Unimed, em Caxias do Sul. 
Foi velado na igreja matriz São Luiz em Ipê, às 15 horas, com missa de corpo presente seguido de sepultamento no jazigo dos capuchinhos no Cemitério Municipal de Ipê.
Estava hospitalizado desde o dia 2 de abril em consequencia de infecção respiratória; no dia seguinte foi transferido para o C.T.I. com arritmia cardíaca. Nos últimos dias o quadro se agravou, apresentando hemorragia intestinal e função renal paralisada. Tinha 82 anos e 62 de vida religiosa como irmão capuchinho na Província do Rio Grande do Sul.

Historia:
Nasceu em 25 de fevereiro de 1933, no Distrito de Ametistas, depois Campo do Meio (município de Passo Fundo), filho de Celeste Zancanaro e Amélia Tomé, registrado com o nome de Dionizio. Ingressou no Seminário São José, em Veranópolis, em janeiro de 1947 e recebeu o hábito capuchinho em janeiro de 1952, ocasião em que recebeu o nome religioso de Frei Terêncio de Marau. Fez o ano de noviciado em 1952 e a profissão na Ordem Capuchinha em 25 de janeiro de 1953, no Convento Sagrado Coração de Jesus de Flores da Cunha.

A partir de 1953, durante 30 anos, exerceu a função de horticultor nos conventos de Garibaldi e de Ijuí e nos seminários N. Sra. de Fátima de Ipê e São José de Veranópolis. Nesse período, no entanto, durante 18 anos, foi tratorista nas atividades de preparação da terra, semeadura e transporte, nas granjas São José (André da Rocha) e N. Sra. de Fátima (Ipiranga do Sul).

Quando cessaram as atividades nas granjas, passou a dedicar-se aos serviços gerais (horticultura, carpintaria, construções e manutenção) no Seminário de Vila Flores (1980 a 1984), Instituto da Criança e Adolescentes, de Bagé (1985-1987) e, desde 1988, na Fraternidade N. Sra. de Fátima, de Ipê.

Assim, além das atividades, como irmão capuchinho integrou as fraternidades de Garibaldi (logo após a profissão), Ipê, Veranópolis e Marau (dois períodos em cada uma), Ijuí, Vila Flores e Bagé.

Em 25 de janeiro de 1978, na então Granja de São José, celebrou seu jubileu de Prata de vida religiosa. Homem de poucas palavras, no convite-lembrança do evento escreveu: “Durante 25 anos de irmão capuchinho dediquei minha vida trabalhando nos seminários e nas granjas para o sustento dos seminaristas. Hoje me sinto feliz porque, com a graça de Deus, sempre servi jovens que desejam ser frades menores capuchinhos. Sou um religioso feliz porque fiz do meu trabalho um Apostolado”.

Já em 3 de fevereiro de 2013, na Capela São Bráz, em Ipê, festejou solenemente seus 60 anos de vida religiosa, juntamente com freis Germano Miorando, Honorato Simionato, Vitório Grison, Raimundo Costella, Raul Suzin, Amâncio Macagnan e Vicente Pasinatto (estes dois últimos já falecidos).

Desde 1988 passou a conviver com uma arteriosclerose progressiva. Em 2003 iniciaram as frequentes consultas médicas, internações e cirurgias (várias vezes por insuficiência cardíaca, varizes em ambas as pernas, implante de válvula no coração, desobstrução de ventrículo cardíaco, colocação de marca passo, erisipela, edemas e infecções nos membros inferiores, baixa de plaquetas etc).

No início de abril deste ano foi internado no Hospital da Unimed com um quadro grave causado por infecção respiratória e arritmia cardíaca; em regime de CTI, respirava por aparelhos e em coma induzido por sedação. No último dia 16, ainda no CTI, passou por traqueostomia para que a respiração mecânica não fosse mais pela boca, mas diretamente na traqueia; na mesma ocasião foi colocado um dreno de tórax no pulmão direito para liberá-lo de líquidos e coágulos. Desde o dia 20 seu quadro piorou devido a hemorragias e infecção.

Veja Mais