Frei Teófilo de Thiene
06.10.1890 - Grúmulo/Itália
19.01.1962 - Curitiba/Paraná
Nasceu aos 6 de outubro de 1890 em Grúmulo (Itália), filho de João Lucchini e Catarina Mattiello, na diocese de Pádua. Ainda criança ficou órfão e foi acolhido por um instituto de Thiene, onde recebeu das Irmãs ótima educação religiosa.
Com 13 anos, ingressou no seminário de Verona (15.11.1904). Em Bassano del Grappa, iniciou o noviciado (17.07.1906) e fez sua profissão temporária (18.07.1907) nas mãos de frei Teodoro de Codróipo. Durante seus estudos, consagrou-se perpetuamente à Ordem em Údine aos 08 de dezembro de 1910. Recebeu a ordenação sacerdotal em Veneza do cardeal patriarca Dom Pedro La Fontaine aos 20 de dezembro de 1913.
Regressando da primeira guerra mundial, foi enviado com o primeiro grupo de missionários vênetos ao Paraná, que viajou com o bispo de Curitiba, D. João Francisco Braga, no navio Princepessa Mafalda. Após o desembarque no Rio de Janeiro (05.10.1919) e estadia de um mês em São Paulo (17.12.1919), viajou ao Paraná, pisando o solo curitibano aos 20 de janeiro de 1920. Nunca mais voltaria para rever o solo natal e os confrades.
Logo após sua chegada em Curitiba, iniciou sua atividade apostólica, iniciada em Cerro Azul (1920) e que prosseguiu nos seguintes lugares: Irati (1921), Siqueira Campos (1922-1924), Tomazina (1925-1931), Curitiba (1932-1936; 1949-1962), Butiatuba (1934-1939; 1940-1941; 1944-1946), Jaguariaíva (1939; 1941-1943; 1946-1948).
É de seu tempo a construção da casa paroquial de Siqueira Campos (19221925). Quando pároco de Tomazina (19261932) foram lançados os alicerces da atual igreja matriz. Foi professor, por sete anos, no Seminário Seráfico de Curitiba e Butiatuba. Em Butiatuba atendia os poloneses na capela (19341937). Aí fundou a Congregação Mariana e ampliou a capela. Deve-se ao seu empenho e esforço a construção da solitária gruta de Nossa Senhora de Lurdes à beira do tanque de Butiatuba.
Frei Teófilo tinha uma paixão: fotografar! São suas muitas fotos existentes em álbuns e arquivos de Tomazina, Siqueira Campos, Jaguariaíva e Butiatuba.
Era de caráter tímido, delicado, pacífico, mas não lhe faltavam os momentos alegres e de jovialidade com os frades, seminaristas e povo.. Sabia lidar com qualquer classe de pessoas e era muito bemquisto. Sua expressão freqüente era: "Dar um jeitinho". Com carinho, cultivou o estudo. Além do português, estudou também o polonês para melhor atender o povo que vivia em sua paróquia. Manteve sempre grande devoção à Virgem Maria.
Iniciou um livro, escrito à mão, no qual descreveu os primeiros momentos da nova missão, continuado depois por fr. Ricardo de Vescovana. Escreveu alguns artigos sobre a Missão, publicados no Boletim Franciscano da Província de Veneza (1920-1925). Uma sua poesia, Il canto del missionario, foi musicado por frei Cleto Barbiero e era cantado pelos estudantes capuchinhos de Curitiba.
Em 1949 sua saúde deixava a desejar. Foi, por isso, designado Capelão do Sanatório do Portão, em Curitiba. Dai saiu somente para ser internado por alguns dias na Santa Casa de Misericórdia, onde veio a falecer aos 19 de janeiro de 1962, com 71 anos de idade. Seus restos mortais descansam na capela de Butiatuba.