Necrologia

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Frei Bentivoglio de Treviso

21/08/1883
23/01/1955

21.08.1883 - Treviso/Itália
23.01.1955 -Veneza/Itália

Frei Bentivoglio nasceu em Treviso (Itália) aos 21 de agosto de 1883. Seu nome civil era Giuseppe Mestriner. Seus pais chamavam-se Giovanni Mestriner e Luiza Zanatta. Foi batizado no dia 23.08.1883 e crismado aos 17.11.1895. Recebeu o hábito capuchinho aos 03.10.1906, em Bassano del Grappa e teve por mestre de noviciado Frei Teodoro de Codróipo. O provincial de então chamava-se Frei Serafim de Údine. Ingressou no noviciado de Bassano no dia 3 de outubro de 1906. Emitiu os votos temporários aos 4 de outubro de 1907 em Bassano Del Grappa e os votos perpétuos também no dia de São Francisco, mas no ano de 1914, na mesma cidade de Bassano del Grappa. Participou, como sargento, na Primeira Grande Guerra Mundial.

Com 37 anos veio à nossa Missão, com a segunda turma de missionários, os freis Timóteo de Villafranca, Francisco de Capodístria, Júlio de Magré, Tomás de Maruzzo, Donato de Valeggio, Julião de Fonzaso e Gotardo delle Botte. Partiram de Gênova (12.08.1920) com o navio Re Vittorio. Chegaram em Santos (31.08.1920) e em Jaguariaíva (Paraná) aos 2 de setembro de 1920. De 1920 a 1938 trabalhou em nossa Província em Jaguariaíva (1920, 1937), Tomazina (1921-1922; 1928-1929), Curitiba (1924-1927; 1929-1936).

Era um Religioso bem dotado de qualidades humanas e espirituais. Conquistou facilmente a simpatia e a amizade dos confrades e dos leigos. Sobressaiu em Curitiba, nas Mercês, onde desenvolveu a maior parte de suas atividades. Sempre foi auxiliar em nossas fraternidades, destacando-se pelas suas atividades na alfaiataria, portaria, enfermaria e como sacristão.

Quando retornou à Província veneta, aos 4 de junho de 1938 embarcando no navio Oceania, foi enviado para Loreto, na Basílica da Santa Casa, como enfermeiro daquela grande fraternidade capuchinha. Adoentado, voltou à enfermaria de Veneza. Continuou a servir do melhor modo possível os confrades doentes e idosos. Tinha uma solicitude quase materna e uma grande caridade.

Serenamente entregou sua alma na mesma enfermaria, aos 23 de janeiro de 1955. Está sepultado no cemitério de Veneza, na ilha de São Miguel.

Frei Francisco Panzarini:

Vim conhecer Frei Bentivoglio pouco antes de eu entrar para o convento. Num domingo, chegando à portaria do convento das Mercês, ele abriu a porta e me recebeu com muita cordialidade. Era um frade exemplar. Cativava a todos. Como porteiro, recebia as visitas com uma gentileza admirável. Trabalhava na rouparia, fazia as batinas e as cordas. Era extremamente cuidados com as roupas. Na rouparia não havia ferro de passar roupas, mas ele, com a ajuda de outro, esticava os lençóis, muito alvos, dobrava-os tão bem que, ao estendê-los nas camas pareciam todos passados a ferro quente. Todos os moradores das Mercês, mesmo os do centro da cidade tinham grande simpatia por ele.

Frei Anselmo Taioli de São Mauro di Saline

07/01/1882
23/01/1959

07.01.1882 - São Mauro di Saline/Itália
23.01.1959 - Conegliano/Itália

Frei Anselmo nasceu em São Mauro di Saline (Itália), diocese de Verona, aos 7 de janeiro de 1882. Era filho de André Taioli e Maria Alberti. Entrou na Província de Veneza com certa idade, porque já tinha servido o exército italiano. Foi admitido como noviço em Bassano del Grappa aos 13 de abril de 1905. Emitiu sua primeira profissão religiosa aos 23 de abril de 1906 em Bassano del Grappa e os votos perpétuos em Pádua, aos 13 de novembro de 1910. Freqüentou a filosofia e a teologia (1907-1911) e foi ordenado sacerdote aos 25 de julho de 1912.

Em 1915, por causa da Primeira Guerra Mundial, foi convocado a servir no exército na área da saúde. Terminada a guerra, retornou em 1919 e trabalhou como capelão no Hospital Civil de Veneza, onde sobressaiu pelo abrilhamento das cerimônias litúrgicas e para isso comprou um modesto órgão (era um bom organista).

Veio para o Paraná em 1925, tendo chegado em Santos aos 3 de outubro de 1925. Com muito amor assumiu o ministério pastoral, complementando com a música e o canto. Pelos seus conhecimentos botánicos aplicados em benefício medicinal do povo, particularmente no tratamento da diabete, tornou-se muito conhecido e procurado. Frei Anselmo usava as receitas de um livro muito conhecido em seu tempo, da autoria do Doutor Monteiro. Pelos bons resultados que conseguia obter, muitos pacientes da redondeza de Curitiba e até do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul vinham procura-lo no convento Nossa Senhra das Mercês. A portaria deste convento quase se transformou em ambulatório. Seu remédio contra a diabete alcançou muito sucesso.

Pastoralmente trabalhou em Cerro Azul (1925-1927), em Umbará (1928-1930) em Curitiba (1931-1933; 1934-1938). Em 1933 foi destinado a Jaguariaíva mas, por motivos de saúde, permaneceu em Curitiba; em 1939 retornou a Jaguaraíva como vigário paroquial e conselheiro local.

Em Umbará, Frei Anselmo viu-se envolvido em uma trama que lhe causou grande mágoa. Começou trabalhar ali com muito entusiasmo e formou um coral com os jovens. A primitiva igreja era de madeira. Frei Anselmo tomou a iniciativa de construir uma nova igreja, em menores proporções mas semelhante à de Nossa Senhora das Mercês. Foram lançados os alicerces. Tudo corria bem, mas o frei constatou que a diretoria usava as ofertas para outras finalidades. Denunciou o fato, que se tornou o início de toda a questão. Outros fatos ocorridos com um rico negociante e com o farmacêutico aumentaram seus dissabores. A diretoria da igreja promoveu um abaixo-assinado contra frei Anselmo, afirmando ser ordem do arcebispo. Frei Anselmo falou com o arcebispo, que já sabia do andamento dos fatos. Dissolveu a diretoria e redigiu um interdito contra a igreja de Umbará. Embora aconselhado a não retornar mais para Umbará, Frei Anselmo voltou corajosamente lá, encontrando ambiente tumultuado. Aos 05.07.1931, quando estava no presbitério da igreja, rezando seu breviário, de repente, irromperam na igreja algumas pessoas que o intimaram a deixar imediatamente Umbará. Negou-se com energia a obedecer. Os invasores o agarraram, arrastando-o até a praça e, sem perder tempo, o jogaram em cima de um caminhão, conduzindo até ao convento Nossa Senhora das Mercês, em Curitiba. Na tarde do mesmo dia, o arcebispo D. João Francisco Braga soube dos fatos e lançou o interdito contra a igreja de Umbará: fechada para o culto público com a proibição dos sacerdotes nela celebrarem a missa e administrarem os sacramentos. Frei Inácio de Ribeirão Preto, acompanhado por força militar, retirou o Santíssimo da igreja.

Imediatamente explodiram as reaçes, formando-se dois partidos. O fato envolveu autoridades religiosas e políticas, o Núncio Apostólico no Brasil e tornou-se conhecido até no Vaticano.

Esses fatos e mais uns problemas cardíacos o magoaram de tal maneira que decidiu retornar à Província de Veneza em 1940, onde ainda viveu 18 anos. Após ter chegado em Veneza, foi destinado a trabalhar como capelão no Hospital civil de Veneza. Percebendo que muitos doentes sofriam de diabetes, preparou uma medicação com a qual alcançou bons resultados, controlados pelos médicos. Transferido sucessivamente para Mestre, Villafranca de Verona e Thiene, continuou preparando remdios naturais, com ervas que lhes eram enviadas do Brasil por farmacêuticos que conheciam suas qualidades. Nos lugares onde viveu na Itália era conhecido como o Mago de Curitiba.

Doente, foi transferido para Conegliano onde, com todo carinho dos confrades, encerrou sua caminhada no dia 23 de janeiro de 1959. Tinha 77 anos de idade e 54 de vida religiosa.

Capuchinho bom, piedoso e simples, amou e honrou o hábito franciscano. Viveu humildemente e trabalhou ininterruptamente com a íntima convicção de poder auxiliar muito o irmão sofredor.

Esta sepultado em Conegliano.

Frei Germano Barison

16/05/1918
03/01/1996

16.05.1918 - Lion
03.01.1996 - Maróstica

Frei Germano nasceu aos 16 de maio de 1918 em Lion (diocese de Pádua, Itália, Província de Veneza, filho de Jacinto Barison e Judite Pettenello. Foi batizado no mesmo dia e recebeu o nome de Guerrino para lembrar a segunda guerra mundial que já tinha começado. Em 1930 entrou no seminário diocesano de Thiene.

Logo compreendeu que aquela não era a sua vida. Com recomendação do diretor, apresentou-se ao seminário dos capuchinhos em Verona, onde foi aceito. Vestiu o hábito aos 22 de agosto de 1935, emitindo a profissão temporária aos 23 de agosto de 1936 na casa de noviciado em Bassano del Grappa. No início do curso de teologia professou solenemente 14 de julho de 1940 na fraternidade de dine. Após ter recebido as ordens menores, foi ordenado sacerdote aos 28 de junho de 1942 na igreja do Santíssimo Redentor, pelo bispo auxiliar de Veneza, Dom João Jeremich. Faleceu aos 03 de janeiro de 1996 em Maróstica (Vicenza, Itália), sendo sepultado aos 5 de janeiro de 1996, no cemitério de Lion de Albignasego (Pádua). Jovem sacerdote, exercitou seu ministério em Conegliano Vêneto, onde por dois anos foi superior da fraternidade local (1945-1947).

Aos 23 de outubro de 1947 partiu para o Brasil com navio Campana do porto de Gênova. Com os outros cinco frades missionários, chegou em Curitiba aos 12 de novembro. Nesse novo campo de apostolado procurou realizar sua vocação missionária à qual aspirava ainda quando jovem. Passados poucos meses em Capinzal (1948), foi-lhe confiado o encargo de mestre dos noviços em Butiatuba (1948-1953) e em Barra Fria (1954). Conseguiu cinzelar nos jovens nosso carisma franciscano, comunicando-lhes a sua riqueza interior. Em seguida, dedicou-se ao apostolado em Congonhinhas onde construiu a matriz e três capelas (1955-1958), em Cruzeiro do Oeste (1958), em Bandeirantes onde comprou os sinos e o relógio da torre (1960-1965), em Irati onde construiu o pavilhão de festas e pintou a igreja (1965-1966), em S. Antônio da Platina (1966-1967), em Ponta Grossa na paróquia da Imaculada Conceição (1967-1973). Trabalhou incansavelmente e sua ação tornou-se uma emanação da própria vida interior e da contemplação. Aos 31 de dezembro de 1959, incardinou-se na Custódia do Paraná e Santa Catarina. Somente aos 30 de julho de 1985 escrevia ao Ministro provincial dizendo que "pensei que é melhor para mim regressar à Itália".

Entre seus irmãos do Paraná e Santa Catarina deixou a indelével imagem de um homem de Deus, capuchinho autêntico, pobre, de oração, exemplo de vida comunitária, obediente, simples, silencioso e observante. A sua presença serena e fraterna permanece como precioso testemunho para a jovem e promissora Província do Paraná e Santa Catarina. Estes foram os pensamentos do Ministro provincial Frei João Dom Lovato enviados (16.04.1986) enviados ao Ministro provincial de Veneza. Nessa mesma data, depois de quase 40 anos de vida missionária, Frei Germano regressou definitivamente à sua Província-mãe de Veneza, Itália. Na Província de Veneza dedicou-se ao ministério da confissão. Primeiramente em Mestre e, de 1987, em Bassano del Grappa, onde, para muitas pessoas sedentas de Cristo, tornou-se um ponto de referência espiritual. Nesse mesmo ano foi nomeado vigário da fraternidade e o Ministro provincial lhe escrevia dizendo que continuasse a ser "uma referência espiritual clara e essencial para as pessoas necessitadas". Apesar de algumas dificuldades físicas, permaneceu em posto de trabalho até os primeiros dias de novembro de 1995 quando, atingido por uma paralisia, teve que ser hospitalizado.

A situação piorou rapidamente. Dois meses antes de seu falecimento, foi hospitalizado por causa de uma paralisia incompleta. Quando se restabeleceu em parte foi transferido para outro hospital, especializado em fisioterapia. Entre altos e baixos, a situação piorou e, nas primeiras horas de 3 janeiro de 1996, adormeceu no Senhor no hospital de Maróstica. Aos 5 de janeiro de 1996, após os funerais celebrados na igreja de nosso convento em Bassano del Grappa, foi sepultado no cemitério de Lion, ao lado de seu irmão frei Pedro, também sacerdote capuchinho da Província de Veneza.

Frei Ângelo Valentim

05/12/1960
08/01/1994

05.12.1960 São Lourenço d'Oeste/Santa Catarina
08.01.1994 General Carneiro/Paraná

Frei Ângelo Valentini, filho de Dorvalino Valentini e Ida Francescheto, nasceu em São Lourenço do Oeste, Santa Catarina, aos 5 de dezembro de 1960.

Entrou no seminário de Ouro, Santa Catarina, aos 27 de fevereiro de 1970, sendo o diretor Frei Adelino Frigo. A vestição foi aos 10 de fevereiro de 1979, na igreja de Nossa Senhora das Mercês, em Curitiba, tendo por mestre de noviciado Frei João Daniel Lovato. Fez a profissão temporária aos 10 de fevereiro de 1980 e a profissão perpétua em Florianópolis aos 19 de agosto de 1984, sendo Ministro provincial Frei João Daniel Lovato. Recebeu a ordenação sacerdotal das mãos de Dom José Gomes, aos 8 de fevereiro de 1986, na matriz de São Lourenço do Oeste, Santa Catarina.

Após sua ordenação passou a fazer parte da Equipe dos Missionários da Província. Em 1992 era responsável pela pré e pós-missão, tendo coordenado as missões populares em Santa Teresinha (Guarapuava) e São João Batista (Londrina). Nesse mesmo ano, freqüentou a primeira etapa do CEBI em Esteio (Rio Grande do Sul) e a segunda em Caxias do Sul (Rio Grande do Sul). Nesta sua atividade de missionário popular sofreu um acidente de automóvel, juntamente com Frei Antnio Valentin Colet, na BR 153, no município de General Carneiro, Paraná, vindo a morrer neste mesmo local aos 8 de janeiro de 1994.

Frei Ângelo era muito inteligente. Tinha a capacidade para falar coisas complicadas de forma atraente e acessível, sem perder a profundidade. Era excelente comunicador. Gostava de fazer palestras, programas de rádio, dar entrevistas na TV, cantar, tocar violão. Comunicava-se de forma bem humorada, tranqüila, fluente, permeada de exemplos esclarecedores. Prendia uma platéia por duas horas e ninguém se cansava.

Sabia dar atenção às pessoas, ouvi-las com interesse, valorizar seus dons, incentivá-las e confiar nelas. Contornava os problemas com diplomacia e estratégia. Amava sua vocação, gostava de ser frei, amava a Província e demonstrava muita coerência de vida.

Tinha como meta pessoal fazer um curso de especialização em Roma e outro na América e, mais tarde, lecionar por alguns anos. Defendia que ninguém, logo ao terminar a teologia, deveria especializar-se sem antes passar pelos menos uns três anos por uma experiência de vida fraterna e pastoral. De si mesmo fazia esta crítica: "Não tenho respaldo para fazer qualquer comentário, pois desde que fui ordenado sacerdote, somente trabalhei nas Missões. Porém, percebo que, como frei, terei ou poderia ter outra visão". Falava que gostaria de ficar mais três anos nas Missões e depois queria estudar.

Amava viver em fraternidade, mas não gostava que lhe chamassem atenção na hora de uma falha. Preferia terminar o que estava fazendo e somente depois ser avisado. Não improvisava e preferia planejar em equipe, detestando trabalhar sozinho. Por isso, não admitia improvisações. Em suas atividades pastorais preferia ter ao seu lado um frade mais idoso, porque dizia: "Sinto-me mais seguro com a experiência, idade e aparência dele".

Em seus trabalhos gostava de ter tempo para conversar, tomar chimarrão, para ler e rezar. Quando as coisas não iam conforme o planejado, ele se retraía. Magoava-se com facilidade e era demorado em perdoar e esquecer. Mas reconhecia que tinha esta limitação e lutava para trabalhá-la. Era uma esperança para a Província. Sua morte repentina deixou uma lacuna muito grande na Equipe dos missionários populares.

Foi sepultado em nosso cemitério de Butiatuba, Paraná.

Frei Antônio Valentin Collet

16/06/1961
08/01/1994

 16.06.1961 - Rondinha/Rio Grande do Sul
08.01.1994 - General Carneiro/Paraná

Frei Antônio Valentin Colet, filho de Jandyr Vicente Colet e Silvina Colet, nasceu em Rondinha, Rio Grande do Sul, aos 16 de junho de 1961. Quando ainda criança, seus pais se transferiram para São Lourenço do Oeste, Santa Catarina.

Entrou no seminário de Ouro, Santa Catarina, aos 2 de fevereiro de 1975, tendo como diretor Frei Valentim Rodigheri. Iniciou o postulantado em Siqueira Campos aos 14 de fevereiro de 1982, tendo por mestre Frei Bernardo Felippe. Vestiu o hábito em Butiatuba, Paraná, aos 22 de janeiro de 1983 e Frei Danilo Biasi foi seu mestre de noviciado. Professou temporariamente aos 22 de janeiro de 1984 e perpetuamente aos 9 de outubro de 1988, em Florianópolis, Santa Catarina, diante de Frei João Daniel Lovato, Ministro provincial. Recebeu a ordenação sacerdotal em São Lourenço do Oeste, Santa Catarina, aos 17 de fevereiro de 1990, das mãos de Dom José Gomes, bispo de Chapecó. Completou seus estudos de filosofia (1982-1985) em Siqueira Campos e Ponta Grossa, e em Florianópolis a teologia (1986-1989). Em 1993 freqüentou em Esteio (Rio Grande do Sul) duas etapas do Projeto de Capacitação para Assessores Bíblicos.

A 1 de março de 1990 passou a fazer parte da Equipe missionária, onde permaneceu até seu falecimento.

Com seu confrade Frei ângelo Valentini sofreu acidente de automóvel na BR 153, município de General Carneiro, Paraná, falecendo algumas horas depois no hospital aos 8 de janeiro de 1994.

Frei Antônio era aplicado, estudioso e não perdia tempo. Levava a sério suas atividades e se preparava muito bem. Não gostava da improvisação e o imediatismo, mas sabia adaptar-se à necessidade dos outros. Possuía uma inteligência ortodoxa, um tanto complexa. Demonstrava certa dificuldade em ser acessível aos ouvintes, em adaptar-se às circunstâncias. Amava ler e estudar, o serviço a ele confiado e as Missões. Era muito discreto em falar ou apontar defeitos de alguém. Quando magoado, sofria e se fechava por curto espaço de tempo e logo tudo passava.

Gostava de falar de sua família e, provavelmente, muito herdou de seu pai o seu jeito de ser. Sofria por causa de problemas familiares. Contudo, era serviçal e disponível na fraternidade e no trabalho missionário. Demonstrava muita fé, amor à Província e Igreja. Amava sua vocação e era muito coerente no seu ideal.

Possuía um caráter expansivo, alegre, criativo. Criava motivo de brincadeiras, esporte e jogos. Muito amigo, deixava as próprias coisas, se fosse o caso, para solidarizar-se. Era franco, sincero, coerente, leal e não media esforços no trabalho. Vendo o desinteresse do irmão, sofria mas não brigava por causa disso. No entanto, amava sua fraternidade e a Provncia.

Não perdia tempo em seu trabalho missionário: lia, escrevia, preparava celebrações, montava esquemas. Manifestava uma visão aberta e otimista do futuro e pretendia, mais tarde, fazer um curso de especializaéo.

Foi sepultado em nosso cemitério de Butiatuba, Paraná.   

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