Necrologia

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Frei Armando Comina

20/02/1930
10/03/1992

20.02.1930 - --/Suíça
10.03.1992 - Itapoá/Santa Catarina

Frei Armando era da Província da Suíça. Nasceu aos 20 de fevereiro de 1930. Vestiu o hábito capuchinho aos 16 de setembro de 1952. Emitiu os votos temporários aos 17 de setembro de 1953, e os perpétuos aos 17 de setembro de 1956. Foi ordenado sacerdote aos 23 de junho de 1957.

A convite do então superior provincial, Frei Agostinho José Sartori, veio trabalhar em nossa Província aos 17 de agosto de 1969. Formado em Filosofia, pela Universidade de Friburgo (1958-1963), lecionou filosofia em Stans, na Suíça (1963-1968) e teologia em Lucerna (1968-1969). E foi nesse período de sua vida que aceitou o convite de trabalhar em nossa Província.

Após sua viagem ao Brasil, freqüentou um curso de aculturação em Petrópolis (agosto a dezembro de 1969). Desde 1969 até 1981 sempre viveu na fraternidade Bom Jesus, em Ponta Grossa, onde lecionou filosofia aos nossos estudantes, sendo por alguns anos também vice-superior da fraternidade e vigário paroquial.

Trabalhou com muita dedicação e zelo na pastoral, atendendo de maneira especial a grande e pobre região de Itaiacoca.

Durante sua estadia em Ponta Grossa, lecionou Sagrada Escritura no Instituto de Cultura Religiosa (1970), assistiu espiritualmente a Ordem Franciscana Secular na igreja catedral de Ponta Grossa (1971) e pregou diversos retiros às monjas concepcionistas da Vila Vicentina, sempre em Ponta Grossa.

Restaurou, na região de Itaiacoca, as capelas de Biscaia, Conceição e Mato Queimado. Construiu as capelas de Pocinho, Roça Velha, Caçador, Sete Saltos e o salão de Cerradinho também com restauração da capela

Em dezembro de 1987 retornou à sua Província suíça para uma experiência de oração na fraternidade La Cassine, França. Após seu retorno (09.08.1989) permaneceu em nossa Casa de Oração, nos arredores de Curitiba. Em 1990, integrou a fraternidade de Itapoá, Santa Catarina, até seu falecimento.

Na manhã do dia 10 de março de 1992, após a missa e suas orações de costume, Frei Armando dedicou-se, como sempre, aos trabalhos da casa, foi à oficina onde arrumavam o carro e, junto com Frei Orlando Busatto em férias dirigiuse ao Banco, para pagar algumas contas. Às 11h ele convidou Frei Orlando para um banho no mar, antes do almoço. Fazia parte do seu ritual. O mar estava calmo e eles entraram com água até os joelhos. Aos poucos as ondas começaram a chegar até eles. Estando ainda em lugar raso, sentiram que o mar começava a puxar. Combinaram sair da água, pois poderia ser perigoso. Mas, repentinamente, viram-se envolvidos por ondas laterais fortes que, atirando-os ao chão, arrastavam-nos para dentro do mar. Com muita dificuldade Frei Orlando conseguiu firmar-se, mesmo caído. Frei Armando não teve a mesma sorte. Arrastado pela correnteza violenta da água, entrou em pânico. Desesperadamente nadava em meio ao turbilhão, na tentativa de salvar-se. Frei Orlando ouviu seus gritos e, assustado, buscou ajuda. Em poucos minutos a polícia de salvamento chegou ao local. Um policial entrou, mas não conseguiu localizá-lo. Alguns minutos depois, já mais perto da praia ele foi resgatado. De imediato foram aplicados os primeiros socorros (oxigênio, massagens...), sendo levado para o posto médico. O tempo de duração entre o acidente e o momento do resgate foi de aproximadamente 20 minutos.

No posto médico foi confirmado que Frei Armando estava morto. O laudo médico assinalou como "asfixia por afogamento". A comunidade de Itapoá o estimava. Velou o corpo na sua capela, enquanto Frei Orlando, mesmo em choque, encaminhava os complicados procedimentos através do Instituto Médico Legal de Joinville.

O corpo de Frei Armando chegou a Butiatuba às 22h, para ser velado pelos frades. A missa de sepultamento foi às 9h30 do dia seguinte, na capela da Casa de Retiros, em Butiatuba. O Ministro provincial, Frei Moacir Busarello, presidiu, acompanhado por 62 freis, vindos de vários lugares e também muitos amigos religiosos e religiosas, com quem trabalhou. A celebração foi carregada de fé. Os frades e leigos presentes puderam resgatar a memória de Frei Armando, relatando fatos e dando depoimentos sobre a sua pessoa: um homem de gestos bruscos que envolvia uma sensibilidade interior admirável e uma delicadeza de consciência comprovada. ... Frei Armando é como a nossa conhecida imbuia: por fora é uma árvore de casca grossa, cheia de galhos retorcidos... mas por dentro a natureza esconde a maravilha de um tronco com lindos desenhos de delicados e artísticos traços, trabalhados ao longo de anos. A seguir, seu corpo foi sepultado no cemitério dos Freis.

Frei Armando permaneceu em nosso meio por 23 anos, dedicando-se, com amor e solicitude. Mesmo em meio aos seus trabalhos culturais, pastorais e atendimento da casa, vivia seu estilo de capuchinho contemplativo.

Frei Damião Girardi

14/08/1911
11/03/2010

* 14.08.1911 – Thiene – Itália

† 11.03.2010 – Butiatuba – Paraná

Família e atividades missionárias

Frei Damião é filho de Pietro Girardi e Catarina Gonzato, nascido em Thiene (Itália) aos 14.08.1911 e batizado no dia 28 do mesmo mês. Entrou no Seminário de Rovigo da Província de Veneza aos 21.09.1921. Vestiu o hábito capuchinho em Bassano dei Grappa aos 3.10.1926, e emitiu a primeira profissão no mesmo lugar aos 4.10.1927. Em Veneza professou perpetuamente aos 15.08.1932. Foi ordenado sacerdo­te na Basílica de São Marcos, em Veneza, aos 15.08.1932, pelo cardeal Pedro La Fontaine.

No ano seguinte, aos 13.6.1935, com o navio Oceania partiu para o Brasil em companhia dos Frei Demétrio de Dueville (sacerdote) e Frei Ciríaco de Verona (religioso). A primeira casa que ele viu de nossa Provín­cia foi a de Jaguariaíva “onde nos esperavam o superior Frei Inácio de Ribeirão Preto e os dois conselheiros Frei Velino de Santa Bona e Frei Tarcísio de Bovolone", escre­veu Frei Damião. Aprendeu o português em Butiatuba e visitava as capelas de Almirante Tamandaré e de Rio Branco do Sul.

A partir de 1935, Frei Damião trabalhou nestes luga­res: Almirante Tamandaré (1935), Tomazina (1936-1937), Butiatuba (1938-1940; 1958; 1968), Capinzal e Barra Fria (1941 -1946), Venceslau Braz (1946-1957), Santo Antô­nio da Platina (1958), Guaratuba (1959-1960), Laurentino (1968-1969), Capitão Leônidas Marques (1970-1971; 1973- 2002), Vila Nossa Senhora da Luz (1972), Curitiba (convento das Mercês: 2002-2010). Teve oportunidade de visitar seus familiares na Itália e na França.

Nos lugares onde esteve exerceu os cargos de vice-diretor e diretor do seminário, professor, guardião, mas principalmente vigário paroquial e pároco.

Em Venceslau Braz, para construir a igreja matriz, começou a fazer tijolos, comprou um caminhão; trans­portava tijolos, areia, cal, cimento e também assentou tijolos. Em Guaratuba, visitava capelas com canoa a motor, que lhe causou diversos problemas. Em Santa Lúcia-PR constrói a igreja, que o vento não a respeitou deixando-a um monte de ruínas. Mas, não desanima e a reconstrói, (não foi o Frei Gabrielângelo que construiu?) Por ocasião de seus jubileus, recebeu belas e comoventes cartas dos Ministros Provinciais da Provín­cia de Veneza (Itália).

No retiro para sua ordenação sacerdotal fez para si mesmo este regulamento (aqui somente a síntese): 1. Rezarei sempre para que tenha fé em minha dignidade sacerdotal; 2. Pedirei com insistência que nenhuma alma, a mim confiada, se perca; 3. Encontrarei o fervor sacerdotal na meditação, na confissão e na Eucaristia; 4. Considerarei a Missa como o primeiro e mais eficaz ministério sacerdotal. 5. Depois da Missa, o Ofício Divi­no será meu ministério mais predileto e eficaz; 6. Nas pregações, usarei sempre temas sacros, a forma evan­gélica e a intenção pura e santa; 7. Quero tomar-me santo; 8. Amarei apaixonadamente a pureza; 9. Diaria­mente consagrarei meu sacerdócio à Maria Imaculada (temos o original desse regulamento).

Às 7h30 de 11.3.2010, faleceu no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba-PR, Frei Damião Antônio Girardi, com 98 anos e 7 me­ses de idade. Em toda a história da presença dos Freis no Paraná e Santa Catarina (1920-2010) foi o frade que teve vida mais longa.

O corpo de Frei Damião foi preparado pela Fu­nerária de Almirante Tamandaré e velado na ca­pela de nossa fraternidade Santo Antônio, em Butiatuba-PR. Às 9h de 12.3.2010, iniciou a missa de corpo presente, presidida pelo Ministro Provincial, Frei Davi Nogueira Barboza. Estiveram presentes frades das fraternidades de Céu Azul, Siqueira Campos, Agronômica, Capitão Leônidas Mar­ques, Ponta Grossa, Butiatuba, Almirante Ta­mandaré, Curitiba (Cúria Provincial, Convento das Mercês, Capela São Leopoldo Mandic, Vila Nossa Senhora da Luz), Joinville.

Cantos franciscanos prepararam o espírito para a missa exequial, presidida pelo Ministro Provincial, Frei Davi Nogueira Barboza, que desta­cou: “Queremos rezar pelo descanso eterno de nosso irmão Frei Damião, pelos seus familiares distantes lá na Europa, pela nossa Província que se entristece com essa separação, mas, ao mesmo tempo, sentimos a alegria da ressurrei­ção.

Com cantos e reflexões, a missa prosseguiu normalmente. As leituras do livro da Sabedoria (3,1ss) e do Evangelho (Jo 6,51 ss) motivaram as reflexões. O Ministro Provincial convidou os Freis a louvarem a Deus pela longa vida do caro Frei Damião, que hoje é colocada sobre o altar para exaltar Deus Pai. Lembrou os 75 anos de vida presbiteral de Frei Damião, durante os quais realizou milhares de ações louváveis e edificantes diante de Deus e dos homens, das quais muitos de nós as lembramos. Descreveu como para Frei Damião a morte não foi dolorosa, nem lhe provo­cou dúvidas do pós-morte e nem o atormentou pelo apego do mundo material.

Nas reflexões comunitárias, foram destaca­das algumas qualidades de Frei Damião.

Conservava constantes contatos epistolares com seus familiares, que emigraram para a Fran­ça. Com carinho e zelo, conservou e usava o relógio de bolso que recebeu de sua irmã na ordenação sacerdotal (22.12.1934) e, agora, enfeita I nosso Centro Histórico. 

Foi homem de grande oração e fidelíssimo à oração litúrgica. Sua devoção à Eucaristia, à Nossa Senhora e à oração litúrgica tornaram-se uma constante em sua vida. Em sua vida, foi admirá­vel seu amor ao trabalho não só apostólico, mas também material.

Segundo testemunho, Frei Damião era dife­rente dos outros: era manso, sabia ser irmão, esforçou-se ao máximo para dar aos primeiros seminaristas um ambiente mais agradável, tra­balhando materialmente. Nossos primeiros se­minaristas tiveram uma impressão marcante de Frei Damião, porque lhes demonstrava muito amor, era humilde e manso com as pessoas. Isso tanto em Butiatuba-PR como em Barra Fria-SC. Ainda permanece na mente de muitos fra­des o trabalho apostólico e material na cons­trução da igreja matriz de Venceslau Braz, dirigindo e transportando material com seu velho caminhão que, para ele, era o “cami­nhão da esperança”, Um seu coroinha tes­temunhou como Frei Damião rezava e fazia penitências e, na quaresma, diminuía a ali­mentação e aumentava a oração.

Os longos anos que viveu e trabalhou na região de Capitão Leônidas Marques e San­ta Lúcia foram marcados pela fé que ele trans­mitiu ao povo pelo seu apostolado e pelo seu exemplo de vida devota e laboriosa. Em um seu depoimento escrito, diz Frei Damião: “Tra­balhei entre povo de origem italiana, polone­sa e brasileira de todos os tipos. Tenho a impressão que não tive especiais dificulda­des em tratar esse povo de origem diversa”. Sua fé na Eucaristia, externamente mani­festada pela sua típica, devota e impecável genuflexão que significava profunda adora­ção ao Sacramento do Altar. Quando que­brou a perna em 1995, no convento Bom Jesus em Ponta Grossa, não deixou de ce­lebrar sua missa diária, embora apoiado em muletas. Mesmo doente no convento das Mercês, sentia-se feliz em comungar diaria­mente sob as duas espécies.

Pregou a todos através de sua fé, bom exemplo e humildade. Tomava-se uma men­sagem viva pelas suas atitudes de fé. Nunca deixou dúvida sobre sua fé.

Nos anos passados em tratamento no convento das Mercês, demonstrava seu constante amor pela Igreja não pelo trabalho material, mas pelo interesse em ler tudo quanto se publicava sobre a vida da Igreja. Mostrou-se memória viva de simplicidade, au­toridade, de oração, fé e amor à Igreja, à qual se consagrou através da vida capuchinha. Leigos que o visitavam ficavam edificados vê-lo, com sua idade avançada, rezando devo­tamente a Liturgia das Horas.

Demonstrou seu amor à mãe terra com seu trabalho, com seu amor no plantio de hortaliças e, quando doente no Convento das Mercês, pelo alimento diário que dava às aves. Durante sua longa vida sempre se mostrou disponível, criativo e persistente nas atividades. Nos primeiros anos de Brasil, percorria difíceis estradas a cavalo, enfren­tando o sol, vento e fortes chuvas. Mais tar­de, substituiu o cavalo com o jipe que quase se tornou lendário na paróquia de Capitão Leônidas Marques. A carta de superiores respondia que “sempre posso ser útil e fazer alguma coisa para o bem dos meus irmãos e do povo”.

 

Frei Vital Basso

26/11/1919
18/03/1983

 26.11.1919 - Campo Magro/Paraná
18.03.1983- Curitiba/Paraná

Frei Vital nasceu em Campo Magro, município de Almirante Tamandaré, aos 26 de novembro de 1919. Foi crismado por Dom João Francisco Braga, que chamou os capuchinhos vênetos ao Paraná. Foi admitido no Seminário Nossa Senhora das Mercês, o Primeiro da Missão, em Curitiba, aos 28 de janeiro de 1930, sendo diretor Frei Ricardo de Vescovana. Nesta mesma Casa Religiosa, iniciou o noviciado (10.02.1936), fez a Profissão temporária (11.02.1937) tendo como celebrante o visitador geral Frei Venceslau de Lúpari, e Profissão perpétua (14.05.1942) nas mãos de Frei Irineu Giacon de Pádua.

Estudou os dois Primeiros anos de filosofia com os capuchinhos do Rio Grande do Sul, em Marau (1937-1938). Em Curitiba, terminou a filosofia e a teologia no Convento das Mercês. Foi ordenado sacerdote, com 23 anos de idade, aos 6 de dezembro de 1942, por Dom ático Eusébio da Rocha, arcebispo de Curitiba, na catedral metropolitana.

Completados os estudos, como esforçado filho de São Francisco, começou sua peregrinação. Adotou o costume de anotar em cadernetas todas as missas que rezou, da Primeira até a última. Assim ficou fácil saber os lugares onde residiu e por quanto tempo. Exerceu seu ministério na fraternidade e fora da mesma, passando por estes lugares: Barra Fria (1942-1943), Santo Antônio da Platina (1944; 1955-1956; 1964; 1976-1978), Assaí (1945), Uraí (1947), Bandeirantes (1948; 1952-1954; 1965-1966; 1978), Curitiba (1948; 1968), Capinzal (1949), Siqueira Campos (1956-1958; 1970), Engenheiro Gutierrez (1958), Mandaguaçu (1960), Butiatuba (1961-1963; 1969), Umuarama (1969; 1980-1981), São Lourenço do Oeste (1971-1973), Ponta Grossa (1974-1975),

Dos diversos lugares por que passou onde mais se deteve foi em Bandeirantes. Ai foi pároco três vezes; foi pároco em Almirante Tamandaré (1961-63); membro da equipe missionária (1955); Lecionou no seminário São Francisco em Barra Fria (1944), na Faculdade Católica em Curitiba (1949) e no seminário Santa Maria em Riozinho (1959).

Seus discursos eram muito originais e apreciados. Sempre procurou cultivar seus dotes oratórios. Suas qualidades literárias transparecem nos poucos escritos que nos legou.

Amou de fato a Ordem e a Igreja. Deu grande apoio material à construção do seminário Santa Maria, em Riozinho, Paraná. Iniciou, continuou e concluiu muitas construções, especialmente igrejas. Jamais reivindicou o privilégio de dizer: "Isto é meu. Esta é obra minha". Tal desapego e disponibilidade é sem dúvida o maior exemplo de pobreza franciacana que ele nos deixou.

No Natal de 1979, sofreu um derrame em Bandeirantes. Trazido a Ponta Grossa, recuperou-se bastante, mas ficou semiparalítico. Mesmo assim foi para Umuarama onde fazia o que suas forças lhe permitiam. Aos 2 de fevereiro de 1983 viu-se obrigado recolher-se em Curitiba para tratamento de várias complicações que o levariam à morte. Pelas 22h de 18 de março de 1983, faleceu no Convento das Mercês, em Curitiba, faleceu Frei Vital. Faleceu na mesma ala antiga, onde há 53 anos, fora recebido como primeiro seminarista da então Missão do Paraná dos Capuchinhos de Veneza.

Pelas 22h de 18 de março de 1983, no Convento das Mercés, em Curitiba, faleceu Após os ritos fúnebres em Butiatuba aos 19 de março de 1983 e com a presença de muitos, foi sepultado naquele nosso cemitério.

Frei Zeferino de Cassacco

19/10/1899
25/03/1990

19.10.1899 - Cassaco/Itália
25.03.1990 - Conegliano/Itália

Frei Zeferino (Remígio) Giordano de Cassacco era filho de ângelo Giordano e Catarina Gerussi, nascido em Cassacco (údine- Itália) aos 19 de outubro de 1899. Entrou no seminário menor de Rovigo aos 28 de fevereiro de 1912.

Em Bassano del Grappa recebeu o hábito capuchinho do mestre de noviços Frei Teodoro de Codróipo aos 21 de abril de 1915. Terminado o noviciado Professou temporariamente no mesmo lugar aos 23 de abril de 1916, e no convento de Pádua emitiu sua Profissão perpétua aos 08 de dezembro de 1921 nas mãos de Frei Odorico de Pordenone.

Terminados os estudos foi ordenado sacerdote em Veneza pelo cardeal Pedro La Fontaine, Patriarca de Veneza, aos 22 de setembro de 1923.

Iniciou suas atividades na Província como professor e vice-diretor nos seminários de Verona e de Santa Cruz de Aidússina.

Seus reiterados pedidos para ser missionários foram atendidos. Junto aos freis Beda de Gavello, Barnabé de Guarda Vêneta, Galdino de Vigorovêa e Marcos de Longarone partiram de Veneza aos 17.09.1933, embarcando em Nápoles, no navio Oceania, aos 24.09.1933. Desembarcaram em Santos, aos 07.10.1933. Frei Inácio de Ribeirão Preto, superior regular da Missão os esperava em São Paulo. Viajaram de trem ao Paraná, chegando em Jaguariaíva dia 11 e, finalmente, em Curitiba aos 13.10.1933.

No Paraná, Frei Zeferino exerceu seu ministério apostólico e missionário em Siqueira Campos (1933), Tomazina (1934-1935), Joaquim Távora (1936), Capinzal (1937-1938), Butiatuba (1939) e em Curitiba (1940). Foram anos de intensos sacrifícios, mas pode ver o reflorescimento da vida cristã e a organização e a formação de novas paróquias.

Retornou definitivamente à Itália a 1 de março de 1940, vivendo nas fraternidades de Thiene (Pregador), Lendinara (Pregador), Hospital civil de Veneza (capelão), ásolo (Pregador) e ádria (vigário paroquial).

Depois de sete anos na Província de Veneza, partiu em 1947 para Lisboa e, em 1948, foi para a Angola, em Luanda, onde, durante três anos, se dedicou com fervor e constância em favor das almas. Em 1950, Frei Zeferino deixou a Angola e foi para Portugal, onde permaneceu trabalhando até 1960 nas fraternidade de Vale Formoso, Poiares, Porto e Barcelos.

Regressando à Província de Veneza no final de 1960, viveu nas fraternidades de Lendinara, Bassano del Grappa, Castelmonte, Gorizia.

Sua última residência foi a enfermaria de Conegliano, onde chegou em 1978. Nela permaneceu, com problemas de saúde, até o seu falecimento, ocorrido aos 25 de março de 1990. 

Frei Juliano de Fonzasso

04/04/1876
26/03/1966

04.04.1876 Fonzaso/Itália
26.03.1966 - Conegliano/Itália

Frei Juliano nasceu em Fonzaso (Itália), diocese de Belluno, no dia 4 de abril de 1876. Vestiu o hábito no dia 21 de dezembro de 1904 e professou perpetuamente no dia 24 de janeiro de 1909.

Chegou às terras paranaenses com a segunda turma de missionários vênetos, que partiu de Gênova aos 12 de agosto de 1920 com o navio Vittorio Emanuele, e chegou em Jaguariaíva, Paraná, aos 02 de setembro do mesmo ano. Voltou à Província de Veneza em 1940, depois de ter passado vinte anos no Paraná.

Seu aspecto exterior era rude como as ásperas montanhas entre as quais nascera e transcorrera os seus primeiros vinte anos de vida. Tinha, porém, uma índole que transpirava, a seu modo, a delicadeza.

Religioso sempre disponível para todas as tarefas próprias dos irmãos nãoclérigos. Sua espiritualidade era simples, mas profunda. As devoções características que sempre cultivava foram à Santíssima Eucaristia e a Jesus Crucificado. Austero, penitente. Aceitou humildemente os achaques da velhice e com paciência edificante transcorreu seus últimos dias. Os confrades enfermeiros atestam que nunca tiveram um enfermo tão pouco exigente, sempre contente e sereno. Frei Juliano faleceu em Conegliano (Itália) no dia 26 de março de 1966. Em uma sua carta enviada do Paraná ao Provincial de Veneza, assim escrevia: "Desejo ardentemente, se Deus quiser, voltar à casa do Pai entre os confrades que me receberam na Ordem". E continua queixando-se de sua saúde abalada e sobretudo uma grande saudade dos Superiores da Província vêneta.

Descansa esperando a alegre ressurreição, na terra de sua aldeia natal: Fonzaso.

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