Necrologia

Selecione o Mês:

Frei Eduardo Batista do Nascimento

09/02/1915
09/06/1998

Frei Eduardo nasceu em Grama, Estado de São Paulo, aos 9 de fevereiro de 1915. Seu nome de batismo e civil era Lauro. Era filho de João Batista do Nascimento e Eva Tacili do Nascimento. Foi batizado na matriz da paróquia São Sebastião da Grama e também ali crismado por Dom Alberto José Gonçalves. Fez a Primeira Eucaristia na matriz de Grama no dia 20 de janeiro de 1925. No Seminário Diocesano de Campinas fez o curso ginasial.

 

Noviciado e Profissão

 

Vestiu o hábito franciscano capuchinho em Taubaté, convento Santa Clara, iniciando o noviciado aos 16 de abril de 1942. Foi seu Mestre Frei Salvador de Cavêdine. Terminado o noviciado, emitiu a profissão temporária perante Frei Felicíssimo de Prada no dia 17 de abril de 1943. Fez a profissão perpétua perante Frei Mansueto de Jaboticabal, no convento São José, Mococa, aos 30 de maio de 1946.

 

Filosofia, Teologia e Ordenação

 

Estudou Filosofia em Mococa, de 1943 a 1945. Estudou os dois primeiros anos de Teologia em Mococa nos anos 1946 a 1947 e em São Paulo, de 1948 a 1949. Em Mococa, nos dias 11, 12 e 14 de junho de 1947, Dom Manoel da Silveira Delboux, Arcebispo de Ribeirão Preto, conferiu-lhe a Primeira Tonsura e todas as Ordens Menores. Foi ordenado Subdiácono por Dom Antônio Maria Alves de Siqueira, em São Paulo, no dia 22 de maio de 1948 e Diácono por Dom Paulo Rolim Loureiro, aos 18 de setembro do mesmo ano. Recebeu a Ordenação Sacerdotal pela imposição das mãos de Dom Paulo Rolim Loureiro, em São Paulo, aos 18 de dezembro de 1949. Concluiu os estudos em São Paulo em 1949.

 

Ministério sacerdotal

 

Em 1949 exerceu o ministério sacerdotal em São Paulo como Padre Estudante. Concluídos os estudos, em 1950 foi transferido para o convento Santa Clara de Taubaté. Aí permaneceu até 1953. De 1954 a 1960 foi Pároco em Valparaíso, pertencendo à Fraternidade de Birigüi. Em 1961 recebeu transferência para o convento Sagrado Coração de Jesus, Piracicaba. De 15 de novembro de 1961 a 14 de novembro de 1968 foi Guardião e Pároco na paróquia Santo António da Vila Alpina, em Santo André. Durante o ano de 1969 foi Capelão com residência no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Morou em Botucatu para tratamento de saúde cinco meses em 1970. Transferido para Penápolis no mesmo ano, trabalhava como Pároco em Glicério.

Aos 6 de fevereiro de 1973 foi fazer uma experiência em Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, trabalhando dois anos por lá. Voltou para Penápolis em 1975, passando alguns meses em Sapopemba, São Paulo. Foi transferido para Marília em 1976 e em 1977 retornou para Penápolis. Recebeu transferência para Taubaté em 1978, com residência em Natividade da Serra como Pároco da paróquia.

 

Um autêntico capuchinho

 

O Sr. Rafael Pereira de Abreu, ex-Frei Aleixo, colega de turma e amigo de Frei Eduardo, no Boletim “Vida Fraterna” Nº 352, apresenta dados importantes que mostram quem foi Frei Eduardo. “Era um autêntico capuchinho zeloso em tudo. Na liturgia não admitia e criticava, quem inventasse atos litúrgicos que não estivessem prescritos no ritual romano ou no missal. Na vida de convento condenava tudo o que fosse introduzido na Ordem relaxando a vida individual religiosa ou práticas prescritas em nossas normas aprovadas nos capítulos e ratificadas pelo Definitório Geral. Por isso, criticava os religiosos que não usassem o hábito religioso nas celebrações sacramentais. Teve grande dificuldade de andar sem o hábito mesmo dentro de casa. Era um frade exemplar, rigoroso e às vezes até impertinente no seu zelo”.

 

Um frade trabalhador

 

Frei Eduardo não só era um frade autêntico e zeloso, mas trabalhador. Coisa que nunca conheceu foi a preguiça, o comodismo e o desânimo. Enfrentou com coragem heróica todos os desafios que a Ordem ou seus superiores lhe impuseram.

Em Valparaíso em 1954, recebeu a paróquia praticamente abandonada, sem movimento religioso, sem obras sociais. Assumiu a paróquia com coragem, atraindo as pessoas das irmandades que estavam afastadas para trabalharem e zelarem pela igreja e pelo culto. Construiu um hospital e casa para religiosas. Sua vida na paróquia era levantar às 4 horas e 30 minutos. Às 5 horas, uma pequena charrete o levava ao hospital para atender os doentes. Distribuía-lhes a comunhão e administrava a Unção dos Enfermos aos que estivessem em estado grave. De lá a mesma charrete o levava à casa das Irmãs para celebrar missa ou dar-lhes a comunhão. Voltava para a paróquia a fim de atender confissões e celebrar missa. Durante o dia trabalhava na paróquia.

 

Nova Matriz em Santo André

 

Em 1961 a obediência o chamou para Santo André para iniciar as obras da nova matriz e o convento. Foi um trabalho intenso com os engenheiros, empreiteiros e fornecedores de materiais, durante quase sete anos.

 

Em Taubaté

 

Depois de longo itinerário na Província de São Paulo e no nordeste do Brasil, exercendo o ministério sacerdotal nos mais diversos trabalhos pastorais, Frei Eduardo voltou para Taubaté pela última vez. Orientou as catequistas na preparação para a Primeira Comunhão das crianças. Era muito rigoroso. Certa vez chegou a reprovar uma turma de crianças por estarem mal preparadas principalmente para a confissão. Trabalhou com muito zelo e dedicação na formação da comunidade do bairro Ana Rosa. Construiu a capela para aquela comunidade cujo padroeiro é São Domingos de Gusmão.

 

Mais de três anos de calvário

 

Deus chamou Frei Eduardo a subir o calvário da dor e do sofrimento já havia mais de três anos. Freqüentemente acordava de madrugada com muita falta de ar, sendo levado ao Pronto Socorro. No dia 26 de agosto de 1996 foi internado no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo para uma cirurgia de duas pontes de safena no coração. Tendo passado bem durante certo tempo após a cirurgia, em outubro do mesmo ano, voltaram novamente as dores e angústias. Não podendo mais celebrar missa, fazia questão de atender confissões.

Frei Eduardo foi definitivamente transferido para a Fraternidade Nossa Senhora dos Anjos, em Piracicaba, no dia 25 de abril de 1998. Aos 8 de junho, um mês e alguns dias depois, apresentou mal-estar e náusea, sendo internado na Santa Casa, às 18 horas. Faleceu no dia 9 de junho de 1998, às 15 horas. Seu corpo foi velado na igreja do convento Sagrado Coração de Jesus. No dia seguinte, dia 10, depois de missa exequial, presidida pelo Ministro Provincial Frei Sermo Dorizotto, concelebrada por vários sacerdotes capuchinhos de Piracicaba, Taubaté, de outras Fraternidades, com participação dos Postulantes, Irmãs Franciscanas e fiéis, foi sepultado no Jazigo dos Frades Capuchinhos, Cemitério da Saudade de Piracicaba.

 

Frei Ênio Bernardi

23/02/1934
09/06/2000

Sananduva- RS

 

Atuou sempre na Pastoral da Saúde e nas Missões Populares.

 

Registro
Ainda menino, no dia 1º.02.1947, entrou no Seminário Seráfico São José, Veranópolis. Seguiu o processo educativo e formativo nas casas de formação dos frades capuchinhos da Província Sagrado Coração de Jesus, Rio Grande do Sul. No dia 25.01.1955 emitiu os votos temporários, em Flores da Cunha, pelas mãos do Frei Basílio Miotti, recebendo o nome religioso de Frei Enio da Sananduva. Foi ordenado presbítero, no dia 07.07.1963, por Dom Augusto Petró, Bispo Diocesano de Vacaria, na Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário em Machadinho/RS. Sempre atuou na Pastoral direta. Em Porto Alegre(1966-1975), foi Capelão do Presídio Estadual, Capelão do Hospital São José(hansenianos), Capelão dos Irmãos Maristas e das Irmãs Franciscanas Aparecidinhas, Vigário paroquial e Pároco, na Paróquia São Judas Tadeu. Em três oportunidades esteve nas Missões Populares, com sede em Vacaria (1965,1976-1978 e 1983-1987). Em Santa Maria(1988), Vigário Paroquial; Bagé (1990-1996), Vigário Paroquial, Capelão da Santa Casa e Assistente da OFS. Em 1997 assume como vigário Paroquial, em Soledade. Foi zeloso quanto a formação permanente: participou dos cursos do Mundo Melhor, do Cefepal e do Cerne. Frade bondoso, afável, meigo e fraterno. Na viagem de retorno, do retiro anual em Garibaldi, no dia 09.06.2000, na praça de pedágio em Marques de Souza, foi vítima de um infarto agudo do miocárdio. Durante o caminho, solicitara algumas paradas, mas os frades não perceberam sinais de distúrbios cardíacos. Contava 66 anos. A missa de exéquias foi celebrada por 26 presbíteros e presidida pro Dom Orlando Dotti. Foi sepultado, no dia 10.06.200, às 15 horas, no jazigo dos familiares no Cemitério Público Municipal de Sananduva/RS

 

Informações pessoais
AQUILINO BERNARDI, nome recebido à Pia Batismal, filho de Eugênio Bernardi e de Joana Miosso.

Frei Rovílio Costa

20/08/1934
13/06/2009

Veranópolis - RS

 

Frei Rovílio Costa, 74 anos faleceu de ataque cardíaco fulminante, em casa, na manhã de sábado, 13 de junho. Foi velado na capela do Convento São Lourenço de Bríndisi e os funerais tiveram missa de corpo presente na matriz Santo Antônio, às 10 horas do do

 

Registro
Natural de Veranópolis, Capela São Francisco, nascido em 20 de agosto de 1934. Era o caçula dos sete filhos - dos quais um, Antônio, ainda vive -, de Amilcare Costa e Maria Moretti. Ingressou no seminário em 1946, vestiu o hábito capuchinho em 1952, ano em que fez o noviciado. Professou os votos em 1953 e recebeu a ordem do diaconato em 1959, na matriz Santo Antônio do Partenon, pelas mãos do arcebispo Dom Vicente Scherer.

 

Ordenou-se sacerdote em Veranópolis, em 26 de março de 1960, sendo ordenante o bispo capuchinho Dom Cândido Maria Bampi. Realizou os estudos fundamentais nos seminários capuchinhos. Cursou Filosofia no Convento São Boaventura, em Marau, licenciado, após, pela Faculdade de Filosofia de Ijuí, onde também licenciou-se em Pedagogia. Cursou Teologia nos conventos de Garibaldi e Porto Alegre.

 

Pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul é mestre em Orientação educativa/Psicologia da Educação, especialização em Planejamento e Livre Docente em Antropologia Cultural. Entre 1970 e 1990, fez mais de 30 cursos nas áreas da educação, teologia, pastoral e espiritualidade, análise transacional e línguas.

 

Informações pessoais
Foi professor na Universidade Federal e em muitas outras instituições. Participou de centenas de congressos, simpósios e eventos ligados à educação, antropologia, imigração italiana, povoamento do Rio Grande do Sul, no RS, no Brasil e em muitos países de todos os continentes. Nesse tema era reconhecido como a maior autoridade mundial.

 

Após atuar em várias casas formativas dos capuchinhos, no início dos anos 1970 começou a desenvolver seus projetos na área editorial e de publicações; integrou o departamento editorial da Editora Sulina, criou a Edições EST (Escola Superior de Teologia) e tornou-se um nome fundamental de toda a vida cultural de Porto Alegre. Entre edições e reedições, pela EST publicou mais de dois mil títulos. Em 2005 foi o patrono da Feira do Livro de Porto Alegre. Integrou o Conselho Estadual de Cultura do RS e é autor de inúmeras obras no campo da educação, da psicologia, da antropologia e da imigração italiana no RS.

 

Era colaborador de inúmeras publicações, entre elas do Correio Riograndense, onde respondia pela página Imigração com três seções: Vita, Stòria e Fròtole, El Ritorno de Nanetto Pipetta e Etnias (O italiano que está em mim).

Frei Gabrielangelo Caramore

27/08/1923
13/06/2015

Frei René Onzi

28/06/1924
13/06/2016

A Província dos Capuchinhos do Rio Grande do Sul e a família Onzi informam com pesar,  a morte  de frei René Onzi, 92 anos, ocorrido às 11h30, no Hospital Pompeia, em Caxias do Sul.

O velorio é realizado  na capela da Casa São Frei Pio/Convento Imaculada Conceição, bairro Rio Branco, em Caxias do Sul. Na terça-feira (14), a partir das 8h30, será velado  na igreja dos Capuchinhos no  bairro Rio Branco, às 10h30 haverá missa de preces de despedida.

O sepultamento acontece no jazigo de familiares, no cemitério do Desvio Rizzo, bairro Desvio Rizzo, Caxias do Sul.

 

Historico

     Hospitalizado desde o dia 7 de junho no Hospital Pompeia, em Caxias do Sul, por insuficiência respiratória, edema agudo de pulmão e insuficiência renal, frei René faleceu aos 92 anos de idade, 71 anos de vida religiosa capuchinha e 65 de vida sacerdotal.

          Filho de Luiz Onzi e Rosina Mezzomo, nasceu no Travessão São Virgílio, interior de Caxias do Sul, em 28 de junho de 1924. Foi batizado e crismado na paróquia da Conceição, Segunda Légua, e ingressou no Seminário São José, em Veranópolis, em 1937. Vestiu o hábito capuchinho ao iniciar o noviciado no início de 1944, fazendo a profissão dos votos na Ordem em janeiro de 1945. Em Garibaldi, recebeu as ordens do diaconato e do presbiterato das mãos de Dom José Barea, respectivamente em 23 e 24 de dezembro de 1950.

     Como religioso, viveu nas fraternidades capuchinhas de Flores da Cunha, Marau, Garibaldi, Porto Alegre (Convento São Lourenço de Brindesi e São Judas Tadeu), Lagoa Vermelha (em três períodos), Ipê, Caxias do Sul (Imaculada Conceição [em três períodos] e Casa Provincial), Vacaria (em três períodos), Soledade e Veranópolis.

     Após os estudos de Filosofia e Teologia (nos conventos de Marau, Garibaldi e Porto Alegre), trabalhou durante 60 anos nas mais diversas atividades, como educador e professor em colégio público e em seminários, reitor do seminário de Ipê, secretário provincial, diretor de várias emissoras de rádio (Cacique de Lagoa Vermelha, São Francisco de Caxias do Sul, Fátima de Vacaria), diretor de programação de rádio (Fátima de Vacaria, Cristal de Soledade e Veranense de Veranópolis), capelão hospitalar (Sanatório Partenon), conselheiro provincial em dois triênios (entre 1975 e 1981) e guardião de três fraternidades (Ipê, Vacaria e Lagoa Vermelha) durante quatro triênios. Destacou-se na programação religiosa de emissoras, onde atuou, com pequenos intervalos, durante 50 anos, entre 1961 e 1912.

      Além dos estudos filosóficos e teológicos, frei René fez inúmeros cursos de atualização, especialmente nas áreas da comunicação social, liturgia para rádio e TV e pastoral litúrgica, tendo participado de forma intensa nas programações do Instituto Pastoral Sul 3/Escola de Comunicações Sociais, na década de 1970.

     Em 1975, celebrou o jubileu de prata de vida presbiteral na Paróquia Imaculada Conceição de Caxias do Sul; em 2000, o jubileu de ouro de vida presbiteral e, na véspera do Natal de 2010, celebrou festivamente 60 anos de vida sacerdotal. Já em janeiro de 2015, foram lembrados seus 70 anos de vida religiosa. Ainda em 1999, recebeu o Troféu AGERT pelos “30 anos de vida no rádio”. De 1964 a 1966 foi Presidente da Associação Comercial de Lagoa Vermelha. Em 1994 recebeu o título de Cidadão Lagoense, da Câmara Municipal de Vereadores de Lagoa Vermelha.

      Desde junho de 2012 passou a viver na Casa São Frei Pio, em Caxias do Sul, para cuidados da saúde, relativamente intensos e constantes.

      Foi um capuchinho e um sacerdote que exerceu sua missão especialmente através do rádio. Tinha grande preocupação em se manter sempre atualizado, através de leituras, e mantinha o receptor de rádio ligado em todos os momentos do dia, pois queria acompanhar tudo o que estivesse ocorrendo

Veja Mais