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Ordenação Diaconal: Jean & Rogê

Permanecei no meu amor (Jo 15,9)

Religiosos da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, Frei Jean Carlos de Andrade e Frei Rogê Ferreira dos Santos serão ordenados diáconos no dia 8 de agosto de 2020, às 10h, no Convento Santa Clara, em Taubaté - SP.

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Sobre Frei Jean

Exulto de alegria no Senhor, pois, o Pai das Misericórdias, Deus de toda consolação, tem dispensado muitos benefícios em meu favor, dentre eles: a minha vocação. Nossa matriarca, Santa Clara, é insigne em reconhecer que a vocação é dádiva divina e quanto mais ela for perfeita, mais a Ele é devida. 

Toda vocação brota do coração amoroso de Deus. Todos são chamados a reconhecer e reafirmar, na graça e no bem, proveniente da vida, esse precioso dom. 

Provenho de uma singular família do interior de São Paulo. Filho de Marcos Faustino de Andrade e Maria Aparecida Mota de Andrade, aprendi, desde cedo, aquilo que veio a ser elementar em minha vida: a fraternidade e a minoridade. Minha vida simples, na pacata cidade interiorana (Guariba/SP), fez-me reconhecer e valorar a necessidade urgente dum autêntico testemunho de serviço e simplicidade junto ao povo de Deus. 

Foi no ano de 2009 que tive os primeiros contatos com a forma de vida franciscana. Como me encantei com estes homens que não medem esforços por causa do Reino, estes irmãos me comoveram à mudança, à entrega total dos meus dons e da minha vida. 

Portamos inteiramente o precioso dom da vida fraterna, entretanto, por sua fragilidade, carregá-lo em vasos de barro. Como irmãos, temos o direito de gozar desse dom, como também temos o dever de fomentá-lo e de “doar a própria energia para que este dom possa desenvolver toda a sua propulsora vitalidade” (Circ. Identidade e Pertença) em nossa fraternidade local e provincial, em todos os arredores do mundo. Acredito, pois, que a vida fraterna é a síntese de toda a experiência franciscana, experiência do ontem, do hoje e do amanhã, experiência que vale a pena ser vivida. 

Depois de ter percorrido os dez anos de formação franciscana, reafirmo que abraçar a forma de vida capuchinha é confiar-se à providência divina. Hoje, ao assumir o primeiro grau do sacerdócio, posso declarar: “Já fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, [...] esquecendo-me do que fica para trás e avançando para o que está diante, prossigo para o alvo, para o prêmio da vocação do alto, que vem de Deus em Cristo Jesus [...]. Entretanto, qualquer seja o ponto a que chegamos, conservemos o rumo.” (Fil. 3, 12-16). 

Sobre Frei Rogê

Venho de uma família muito simples. Meus pais viveram grande parte de suas vidas na zona rural, trabalhando em lavouras de algodão e de café. Tudo em nossa casa sempre foi muito difícil e precário, porém, nunca nos faltaram motivos para sermos felizes.

Meu pai – hoje no coração de Deus – sempre foi muito trabalhador e dedicado. Homem de poucas palavras, mas com muita firmeza de espírito. Deixou-me o legado que o melhor caminho é sempre o da honestidade. Minha mãe – mulher forte e guerreira – batalhou muito na vida para que nunca nos faltasse o necessário. Hoje, mesmo enfrentado as fragilidades do corpo, se mantém de pé sem nunca perder o entusiasmo da vida. Meus irmãos, sobrinhos, tios e primos – cada qual com distinta personalidade – porém, sempre unidos no amor. Por vocês rendo graças ao meu bom Deus por toda dedicação, apoio e amor que tem me demonstrado todos esses anos.

No ano de 2007, após participar de uma missa na Paróquia Imaculada Conceição em Birigui, tive a oportunidade de ouvir o testemunho de vida do meu confrade Frei Ismael. Ficaram muito forte no meu coração as suas palavras quando disse que tudo o que havia feito até aquele momento o fez com muito entusiasmo, porque é assim que deve ser nossa vida sempre. Naquele instante, senti no meu coração             que a vida me pedia algo mais profundo e por isso decidi abraçar então este modo de vida. Os três anos que se seguiram tive a oportunidade de ser acompanhado pelo meu querido irmão frei Edmar. Ele, com muita paciência e muita dedicação foi um verdadeiro pastor quando, por minhas próprias forças não poderia seguir adiante, e num momento de profundo desespero me estendeu a mão e com o seu auxilio, pude seguir em frente. A ele minha gratidão, meu respeito e minha amizade.

Nos anos de minha formação fui agraciado pelo testemunho de bons mestres que me ensinaram, me inspiraram e me entusiasmaram nesta caminhada. Ensinaram-me a dar os meus primeiros passos na vida religiosa, me mostrando a importância de ser grato por tudo aquilo que recebemos de Deus. Agradeço a vocês por toda dedicação e paciência que tiveram comigo em minhas fragilidades e por acreditarem na minha vocação.

O Ministério do Serviço

São Francisco, quando por inspiração divina reuniu irmãos para o seguimento do Evangelho, acolhia cada frade, permitindo que eles trouxessem apenas os seus instrumentos de trabalho. Ele acreditava que cada irmão poderia servir ao próximo se utilizando de suas capacidades conforme os dons que possuía. Hoje como instituição eclesiástica, a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos possibilita, dentre as diversas formas de serviço, o Ministério Ordenado para aqueles irmãos que se sentem chamados a está vocação.

A Constituição Dogmática Lumen Gentium nos diz que: “para apascentar e aumentar sempre o Povo de Deus, Cristo Senhor instituiu na Sua Igreja uma variedade de ministérios que tendem ao bem de todo o Corpo” (Cap. III nº. 18). Dentre esses ministérios, está o Diaconato, primeiro dos 3 graus do Sacramento da Ordem, cuja finalidade é servir ao Povo de Deus na diaconia da liturgia, da palavra e da caridade.

O fundamento para a vivência desse ministério está na Palavra de Deus, que nos ensina a estarmos sempre a serviço, abraçando-o de forma livre e de espontânea vontade, consciente das exigências que este ministério implica.

Para os frades que desejam abraçar a vida ministerial, as suas motivações pessoais devem partir do anseio de viver mais intensamente a profissão religiosa, melhor servir ao amado povo de Deus, fortalecendo-os pelos diversos serviços, sobretudo pelos sacramentos. Deste modo, é possível manter viva a fé, esperança e caridade, que auxilia na vivência e no testemunho de vida e fidelidade da vocação.