Necrologia

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Frei Augusto Girotto

11/08/1931
11/03/2012

Nasceu em São Bernardo do Campo (SP), no dia 11 de agosto de 1931, filho de Napoleão João Girotto e Elvira Scaion Girotto. Religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, fez a primeira profissão em 8 de janeiro de 1950 e a profissão solene em 11 de janeiro de 1953. Foi ordenado sacerdote em 24 de junho de 1956. A maior parte de sua vida sacerdotal foi em Piracicaba, mas trabalhou também em Santos, São Paulo e Birigui. Em 1986 fez uma experiência missionária no Amazonas, nas missões no Alto Solimões. Foi provincial dos capuchinhos de São Paulo de 22 de outubro de 1992 a 21 de setembro de 1995. Na Diocese de Piracicaba, foi Coordenador Diocesano de Pastoral, diretor espiritual dos Cursilhos de Cristandade e de movimentos jovens, e professor da Faculdade de Serviço Social, que pertencia à diocese. Também foi pároco da Paróquia Santa Catarina e pároco e vigário-paroquial da Paróquia Sagrado Coração de Jesus. Foi diretor da Escola de Teologia para Leigos da diocese de 1995 até seu falecimento, em 2012. Também foi professor e diretor de estudos do Curso de Vida Religiosa (Postulantado) da ordem dos capuchinhos, em Piracicaba. Faleceu no dia 11 de março de 2012, em Piracicaba, com 80 anos de idade, 59 de vida religiosa e 56 de sacerdócio. Está sepultado no Cemitério da Saudade, em Piracicaba.

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Frei Serafim Alves da Silva

01/01/1909
18/03/1992

Frei Serafim nasceu em Taubaté-SP no dia 19 de janeiro de 1909. Filho de João Alves da Silva e Francisca Maria Joana. Nove dias após o nascimento, foi batizado na catedral São Francisco das Chagas, Taubaté. Recebeu a primeira Eucaristia na Igreja do bairro Estiva. Estudou as primeiras letras em Taubaté. Vestiu o hábito de postulante, em São Paulo, no dia 4 de setembro de 1933 e iniciou o noviciado em Piracicaba no dia 4 de julho de 1934. Foram seus Mestres Frei Tiago de Cavêdine e Frei Ricardo de Denno. Emitiu a profissão temporária, em Piracicaba, dia 7 de julho de 1935, perante Frei Vital de Primiero e a profissão perpétua, no convento Sagrado Coração de Jesus, Piracicaba, aos 9 de julho de 1938, perante Frei Tiago de Cavêdine.

Durante 57 anos, viveu e trabalhou nas seguintes fraterni-dades: Seminário São Fidélis e convento Sagrado Coração de Jesus, em Piracicaba, Santos, Botucatu, Taubaté e São Paulo, convento Imaculada Conceição, exercendo os ofícios de cozinheiro, refeitoreiro, porteiro e sacristão.

Exéquias na festa de São José

Após prolongada enfermidade pacientemente suportada, faleceu aos 18 de março de 1992, no Hospital São Camilo, em São Paulo. No dia seguinte, 19 de março, festa de São José, foi celebrada a missa exequial presidida pelo Ministro Provincial Frei Ismael Martignago, concelebrada por sacerdotes da nossa Província, participação de parentes, amigos e fiéis. Após as exéquias foi sepultado no Cemitério Santíssimo Sacramento, em São Paulo, no jazigo dos Frades Capuchinhos.

Deus revela os segredos aos humildes (Eclo 3, 20)

Frei Ismael Martignago, Ministro Provincial, assim se referiu sobre este confrade: “Na morte de Frei Serafim sentimos porque Jesus agradece ao Pai que revelou as coisas mais importantes aos simples e não aos letrados (Lc 10,21). Se São Francisco o tivesse conhecido, com certeza, teria dedicado a ele uma grande afeição, pois sabemos como nosso Pai apreciava as pessoas simples e boas. Frei Serafim foi sempre um irmão simples e bom. Era bom daquela bondade da pessoa contemplativa que, tendo experimentado o absoluto de Deus, tem todas as outras coisas como relativas.

Tinha uma qualidade que se deve ressaltar. Procurava valorizar, na sua simplicidade, as qualidades boas dos outros irmãos e mesmo talvez não entendendo o alcance das coisas que os irmãos tentavam realizar, dava seu incentivo, porque no fundo agradava-lhe o crescimento do outro. Foi profundamente agradecido aos pequenos gestos. Na sua longa enfermidade, enquanto teve consciência, agradecia qualquer ajuda, qualquer palavra, qualquer expressão humorista sobre sua doença, qualquer visita, por mais breve que fosse.

Num passado ainda recente, quando os irmãos porteiros eram o cartão de visita de nossos conventos, por muitos anos Frei Serafim foi o rosto verdadeiro do capuchinho, filho de São Francisco: o rosto da bondade, da simplicidade, da descomplicação, da misericórdia para com todos aqueles que passavam pelas nossas portarias à procura da palavra de incentivo, de reconciliação, de desabafo, do pão material ardentemente desejado pelos rejeitados da vida ou de um trocadinho para alguma necessidade.

Foi também exemplo de oração silenciosa e de aceitação. Já inválido, passava sentado longas horas, sempre com o terço na mão, rezando, sem um lamento por causa dos sofrimentos que lhe impunha a enfermidade”.

Na doença e na indigência conserva tua confiança (Eclo 2, 5).

Por tudo isso, Deus seja louvado. Amém.

Cf. RV. dezembro 1992. pág. 165.

Frei Joaquim Dutra Alves, O.F.M. Cap.

Frei Francisco Sanches Baesteiro

11/07/1954
19/03/1997

Frei Francisco Sanches Baesteiro nasceu em Piracicaba, bairro Pau Queimado, no dia 11 de julho de 1954. Era filho de Manoel Sanches Bueno e Adelaide Baesteiro Sanches. Foi batizado pelo Pe. Oscar Ferraz do Amaral, na capela São Benedito, bairro Pau Queimado, paróquia Imaculado Coração de Maria aos 18 de julho de 1954. Foi crismado por Dom Ernesto de Paula na igreja Santa Teresinha, Piracicaba, aos 11 de maio de 1958. Participou do encontro vocacional realizado em Birigüi, em maio de 1976. Entrou para o Seminário Nossa Senhora de Fátima de Birigui em 1977.

 

Noviciado e Profissão

 

Em 1980, no convento Santa Clara, em Taubaté, preparou-se para o noviciado. Vestiu o hábito franciscano capuchinho em Piracicaba, convento Sagrado Coração de Jesus, iniciando o noviciado aos 19 de janeiro de 1981. Foi seu Mestre Frei Messias Franco de Campos. Fez a profissão temporária em Piracicaba, no dia 20 de janeiro de 1982. Emitiu a profissão perpétua perante Frei Odair Verussa, Ministro Provincial, na igreja Sant’Ana, Jardim Primavera, São Paulo, aos 17 de agosto de 1986.

 

Filosofia, Teologia e Ordenação

 

Estudou o 1º ano de Filosofia e Teologia no Curso Integrado, durante o Postulantado, em Taubaté, convento Santa Clara, em 1980. Emitida a profissão temporária, continuou os estudos Filosóficos e Teológicos no Seminário São Francisco de Assis, em Nova Veneza, nos anos 1982 a 1985. No ano de 1986 foi transferido para São Paulo, completando seus Estudos Teológicos no ITESP. Foi ordenado Diácono por Dom Antônio Gaspar, Bispo da Região Episcopal de Santo Amaro, São Paulo, na igreja Sant’Ana, Jardim Primavera, no dia 21 de setembro de 1986. Recebeu a Ordenação Sacerdotal pela imposição das mãos de Dom Eduardo Koaik, Bispo de Piracicaba, na igreja Sagrado Coração de Jesus, aos 21 de março de 1987.

 

Dez anos de sacerdócio

 

Durante seus dez anos de sacerdócio trabalhou em Birigui, Cândido Mota, Piracicaba: Seminário São Fidélis, convento Sagrado Coração de Jesus e Fraternidade Nossa Senhora dos Anjos. Em 1996, pertencia á Fraternidade Nossa Senhora do Rosário, em Pompéia, diocese de Marília. Nas paróquias e conventos em que trabalhou, foi Vigário Paroquial, Estudante Universitário na Universidade Metodista de Piracicaba, UNIMEP. Freqüentou a Faculdade Salesiana, em São Paulo, conseguindo validação do curso filosófico. Em Pompéia, foi Vigário Paroquial e Professor de História da Igreja no Instituto Teológico Rainha dos Apóstolos de Marília.

 

Morreu na festa de São José

 

Dois dias antes do décimo aniversário de ordenação sacerdotal, no dia 21, Frei Francisco Sanches Baesteiro faleceu na Santa Casa de Marília, dia 19 de março de 1997, ás 5 horas da manhã. O atestado de óbito deu como causa da morte: Insuficiência de múltiplos órgãos, hepato-patianomia (hepatite B) e hipertensão arterial (varizes do esôfago).

Seu corpo foi transladado de Marília para Piracicaba, onde foi velado durante a noite toda. Dia 20, às 7 horas, foi celebrada a missa exequial, presidida pelo Ministro Provincial Frei Sermo Dorizotto, concelebrada por Dom Eduardo Koaik, Bispo diocesano de Piracicaba, por vários sacerdotes Capuchinhos e sacerdotes do clero diocesano, participação de muitos fiéis, amigos e familiares. Após a celebração seu corpo foi sepultado no Jazigo dos Frades Capuchinhos, no Cemitério da Saudade, Piracicaba.

“Servo bom e fiel”
Na celebração da missa exequial, na oração dos fiéis, foi lida a seguinte mensagem das Irmãs Carmelitas Descalças de Piracicaba:

“Consternadas, recebemos a notícia da morte do querido ex-Capelão Frei Tite, que, por muitos anos, nos edificou com seu fervoroso serviço, quer na celebração da Palavra e da Eucaristia, como também no pontual atendimento à nossa Comunidade e ao Povo de Deus. Ele deixa uma imensa saudade mas, servo bom e fiel, foi chamado pelo Senhor para receber o prêmio!”

 

Muito estimado e querido


“Frei Francisco Sanches Baesteiro, o Frei Tite como era conhecido carinhosamente, era muito estimado e querido em Pompéia pelo seu jeito simples e cativante, atendendo sempre a todos os que o procuravam, sendo de todos um diretor espiritual”. (Massao Hayashi, Presidente da Câmara Municipal de Pompéia.)

Frei Francisco Sanches Baesteiro viveu 43 anos de idade, dos quais 15 na vida religiosa Franciscana Capuchinha e 10 de ministério sacerdotal.

Frei Joaquim Dutra Alves, O.F.M. Cap.

 

Frei Francisco Vendrame

03/10/1936
21/03/1974

Frei Francisco Vendrame nasceu em Birigüi aos 3 de outubro de 1936; filho de Fortunato Vendrame e Teresa Momesso, foi batizado na matriz local a 15 de novembro pelo Padre Geraldo Goseling. Crismado aos 19 de junho de 1938 por Dom Henrique César F. Mourão. Primeira eucaristia a 15 de a gosto de 1943 em Piacatu. Entrou para o Seminário aos 21 de janeiro de 1951. Vestiu o hábito aos 23 de dezembro de 1957 em Taubaté, tendo como Mestre Frei Marcos Brevi. Profissão solene em Mococa aos 24 de dezembro de 1961 perante o provincial Frei Mansueto de Jaboticabal. Estudos filosóficos na mesma cidade, de 1959 a 1961; teológicos em São Paulo, de 1962 a 1965. Ordens menores no Seminário do Ipiranga, São Paulo, em dezembro de 1962 (tonsura) e setembro de 1963. Diaconato na Sé de São Paulo, aos 19 de dezembro de 1964, por Dom Antônio M. Alves de Siqueira. Ordenação sacerdotal na Igreja Imaculada Conceição, aos 27 de junho de 1965, conferida por Dom Ernesto de Paula. Em dezembro desse ano concluíu os estudos.

Exerceu apostolado em São Paulo (1966); em Taubaté, como capelão do Hospital Santa Isabel (1967); em São Paulo (1968), onde foi ecônomo provincial, vigário cooperador etc. Em fevereiro de 1969 vai para Piracicaba como cooperador e ecônomo local. Depois, Votuporanga (1972), como vice-superior e cooperador.

Sempre em regimes médicos, atacado por cirrose, foi para São Paulo, em 1973, para tratamentos especiais. Faleceu em São Paulo no Hospital gastroenterológico aos 21 de março de 1974.

Em seus anos de vida religiosa e sacerdotal, foi um exemplo na fidelidade à própria vocação.

Sincero, amigo, compreensivo, Frei Francisco deixou uma plêiade de amigos especialmente em Piracicaba e em Votuporanga. Na missa de 7º dia nesta última cidade, a lembrança trouxe as significativas palavras:

“Você está presente neste encontro porque crê na comunhão dos santos e na ressurreição. Permaneçamos unidos no Cristo, luz e vida para os que jazem nas sombras da morte. Muito obrigado por ter vindo, Frei Chico”.

(Cf. AOMC, 90, 153; - R.V. dezembro 1974, p .91; - REB, dezembro 1974, p. 998).

Frei Leonardo de Campinas

08/09/1883
22/03/1959

Frei Leonardo de Campinas (José Forti Filho) também é da primeira turma de Seminaristas e de noviços. Nasceu aos 8 de setembro de 1883 na piedosa e religiosa família Forti. Eram seus pais José Forti e Maria Stênico Forti. Foi batizado no sítio de Saltinho, em Campinas. Fez sua primeira comunhão na igreja Nossa Sra. da Boa Morte, em Piracicaba, no ano de 1892.

Seus primeiros estudos foram feitos no Bairro Santa Olímpia. Entrou para o Seminário aos 30 de junho de 1896, aguardando a inauguração oficial a 5 de julho em Taubaté. Vestiu o hábito aos 4 de fevereiro de 1900. Foi seu mestre Frei Félix de Lavalle. Emitiu votos simples em Piracicaba, aos 5 de fevereiro de 1901, perante Frei Bernardino de Lavalle. Votos solenes aos 6 de fevereiro de 1904. Nessa cidade fez os estudos filosóficos nos anos de 1901 a 1903. Teologia em Piracicaba e São Paulo (Largo São Francisco) nos anos de 1904 a 1907. Tonsura e Ordens Menores em São Paulo, no ano de 1905, por Dom José Camargo de Barros. Foi ordenado sacerdote aos 22 de abril de 1906, concluindo estudos em São Paulo (dezembro 1907).

“Trabalhou com dedicação por esses rincões a fora, levando almas para Deus e santificando-se sempre mais. Foi missionário entre os silvícolas da região do rio Paranapanema e de Conceição do Monte Alegre, naqueles tempos idos, em que a viagem era feita no lombo de cavalo, por longos dias. Percorreu todos os sítios e capelas da zona de Piracicaba e Botucatu, espalhando os benefícios dos Sacramentos e da Palavra de Deus. Por muito tempo dedicou-se ao magistério, formando grande parte dos atuais frades da Província de São Paulo; foi sempre especialista em música, francês, e caligrafia. O atual convento de Botucatu teve em Frei Leonardo um dos seus fundadores. Sempre fervoroso cultor da observância regular, mesmo ultimamente, idoso e achacado, era solícito em acudir de manhãzinha ao coro, e a todos os atos da Comunidade”. (A.F. maio de 1959, p. 146)

Frei Leonardo se dedicava com grande alegria e carinho à formação dos seminaristas. Foi professor no Seminário em São Manoel (1922) e em Piracicaba, de 1929 a 1937, tendo sido vice-reitor e professor de música, além de outras matérias. Sempre muito querido por seus alunos, pois era de grande bondade e simplicidade.

 

A partir das datas abaixo, residiu nas seguintes casas:

 

12 de janeiro de 1908: Piracicaba; - 30 de março, 1909: Botucatu; - 4 de setembro, 1909: São Paulo; 7 de dezembro, 1910: Conceição do Monte Alegre; - 13 de agosto, 1913: Botucatu; - 9 de julho, 1914: São Paulo; - 12 de outubro de 1915: Taubaté; - 12 de setembro, 1919: Birigüi; - 13 de agosto, 1922: São Manoel; - 26 de novembro, 1922: Bom Jesus dos Perdões; - 21 de abril, 1923: Piracicaba; - 22 de setembro, 1924: Taubaté; - 22 de fevereiro, 1925: Birigüi; - 16 de dezembro, 1927: São Paulo; - 28 de fevereiro, 1929: Seminário de Piracicaba; - lº de janeiro 1937: Taubaté; - 29 janeiro, 1938: Mococa; 16 janeiro, 1940: Botucatu.

Veio a falecer nessa última cidade, a 22 de março de 1959.

O acima citado “Anais Franciscanos” assim comunicou a morte de Frei Leonardo:

“Morreu Frei Leonardo. O alegre filho de São Francisco, o manso capuchinho, o piedoso velhinho Frei Leonardo desapareceu. Só restam agora os rastros iluminados de suas virtudes. Morte assim preciosa, consola os que ficam, porque incita aos ainda mortais a procurarem seguir pegadas tão santas e porque dá certeza de que o finado já goza do merecido premio”...

(Cf. REB, XIX, 273; AOMC, 75, 207. - R. V. março - 195, p. 40)

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