Veranópolis - RS
Com 97 anos de idade, faleceu às 05 horas, dia 20 de janeiro de 2010, o capuchinho da Província do Rio Grande do Sul, Frei Ângelo Ferronato. O corpo foi velado na Igreja dos Capuchinhos, bairro Rio Branco, em Caxias do Sul.
A missa de corpo presente aconteceu às 16 horas, na matriz Imaculada Conceição, dos freis Capuchinhos, e o sepultamento no Cemitério Parque de Caxias do Sul.
Frei Ângelo Ferronato, era o frade mais idoso da Província do Rio Grande do Sul, com 80 anos de vida religiosa capuchinha e 72 de ordenação sacerdotal . Estava hospitalizado desde o dia 7 de janeiro, atendido na UTI do Hospital da Unimed, em Caxias do Sul, por complicações pulmonares.
Registro
Natural de Veranópolis, Frei Ângelo nasceu em 8 de dezembro de 1912, filho de Pedro Ferronato e Antonieta Coldebella Ferronato. Em 29 de janeiro de 1913 foi batizado pelo francês frei Luiz de La Vernaz, na capela São Roque, de Veranópolis; e, em 23 de abril de 1915, na matriz de Veranópolis, crismado por Dom João Becker, arcebispo de Porto Alegre. Entrou no seminário capuchinho de Veranópolis em fevereiro de 1925, onde concluiu o curso colegial em 1927, sendo reitor frei Cláudio Mocelini.
Informações pessoais
entrada na fraternidade capuchinha se deu com a vestição do hábito, em Flores da Cunha, em 3 de fevereiro de 1928, quando iniciou o ano de Noviciado. A profissão temporária foi em 10 de fevereiro de 1929, em Flores da Cunha, sendo ministro o comissário frei Cândido Maria Bampi. Cursou ciências e letras em Flores da Cunha, de 1929 a 1931, e filosofia e teologia em Garibaldi, de 1934 a 1938. Professou solenemente em 25 de dezembro de 1933. O diaconato recebeu-o em 22 de maio de 1937 e a ordenação sacerdotal em 12 de dezembro de 1937, na igreja Santa Catarina, em Caxias do Sul, sendo bispo ordenante Dom José Baréa.
Após sua ordenação sacerdotal, exerceu o ministério em Vacaria, de 1938 a 1946, como vigário paroquial, secretário de Dom Frei Cândido Maria Bampi, bispo-prelado, e cura da catedral de Vacaria até 1945. De 1946 a 1951 foi pároco em Bom Jesus. Em 1951 assumiu como professor de Teologia Moral a Direito Canônico no teologado dos capuchinhos, que funcionava no Convento São Francisco de Garibaldi.
De 1952 a 1974 foi pároco em Esmeralda, fez parte da comissão emancipacionista, onde desenvolveu intensa atividade pastoral e administrativa . De 1975 a 1987 assumiu como pároco em São João do Sul, Santa Catarina; em dois períodos, também atuou por seis anos na paróquia catarinense de Praia Grande, donde saiu em maio de 2000 para residir na Casa de Saúde São Frei Pio, em Caxias do Sul, onde sempre demonstrou grande vitalidade, sendo uma presença fraterna e alegre, dando em todos os momentos um exemplo de amor à vida. Durante cinco anos, de 1992 a 1996, também dedicou-se à pastoral do aconselhamento em Ipê.
De 1962 a 1975, Frei Ângelo freqüentou vários cursos, entre eles, “Mundo Melhor”, Liturgia, Renovação Pastoral, Comunicações, Pastoral dos Sacramentos, Pastoral da Penitência e Parapsicologia.
Frei Ângelo era irmão dos capuchinhos gêmeos freis Protásio e Gervásio Ferronato, membros da Província do Brasil Central, falecidos, respectivamente em 1979 e 1998. Ainda vivem, em Veranópolis, o irmão Luiz Antônio Ferronato, 93 anos, e a irmã Ozana Ferronato Moro, de 84 anos.
Por seu testemunho e trabalho recebeu inúmeras homenagens, destacando-se o título de Cidadão Esmeraldense, concedido em 1975 pela Câmara de Vereadores de Esmeralda. “Um vulto ímpar na história de Esmeralda” desde o início do movimento de emancipação, que “de todos foi o padre, o amigo e o cidadão” exemplar.
Durante os mais de 70 anos de atuação pastoral, sua grande meta, como deixou escrito, foi sempre “ser um bom vigário capuchinho”. Por várias décadas, no início de sua atuação paroquial, deslocou-se a cavalo pelo interior e a pé nas cidades. Além da pastoral e dos movimentos, também deu muita atenção ao lado material, organizando a infra-estrutura das paróquias e prestando ajuda aos seminários da Província.