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Vice Provícia
São Francisco de Assis




A Vice-província São Francisco de Assis – Brasil Oeste – é filha da Província do Rio Grande do Sul que, proclamada a autonomia de sua filha primogênita, a Província do Brasil Central, iniciou nova caminhada missionária pelos Estados do Mato Grosso e da Rondônia em fins de 1983 com o objetivo de servir à Igreja missionária da Região e, ao mesmo tempo, implantar a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.
Os Missionários capuchinhos vieram para a Região Oeste com a intenção de servir à Igreja local, pobre e missionária, e , com o tempo, implantar a Ordem Capuchinha vivendo o Carisma do serviço e da vida fraterna.
A Província do Rio Grande do Sul, provocada pelo Ministro Geral e pelo Ministro Provincial, cultivou melhor a consciência missionária junto a seus frades e sonhou concretamente com uma Nova Frente Missionária no Brasil.
Os primeiros contatos aconteceram, ainda, em 1956, quando Dom Alonso Silveira de Melo,SJ, Bispo Prelado de Diamantino-MT, escreveu solicitando socorro para a Região Missionária do Centro-Norte do Mato Grosso (03.06.1956). Não foi ouvido!
Dom Agostinho Kist,SJ, Bispo da, agora, Diocese de Diamantino-MT, renova o pedido de socorro (02.04.1983) e recebe sinal favorável em correspondência de 25.04.1983. A confirmação veio em seguida (27.06.1983), quando o Ministro Provincial noticia a aprovação do projeto missionário pela Assembléia Provincial.
Dom Antônio Possamai,SDB, Bispo da Diocese de Ji-Paraná-RO (criada em 1978), encaminha seu grito de socorro (21.03.1983) e recebe, por sua vez, a mesma resposta.
Mantidos estes primeiros contatos com Dom Agostinho Kist SJ e com Dom Antônio Possamai SDB, respectivamente, bispos de Diamantino-MT e de Ji-Parnaná-RO, o Ministro Provincial e seu Vigário, em agosto (15/28) de 1983, visitaram suas dioceses. O sonho e a realidade são bem distintos! As distâncias “infinitas” e as estradas de chão arenoso, pontes precárias... Você parte mas não sabe se conseguirá chegar ao destino. “Cada viagem é sempre uma aventura!”, dizia-nos, na ocasião, o Bispo Dom Antônio Possamai, SDB.
Das conversações mantidas e do conhecimento da realidade local transmitido pelos próprios Bispos, nasceu o compromisso de assumir a administração pastoral de duas paróquias: uma em Tangará da Serra-MT e outra em Presidente Médici-RO, já em 1983/84.
A nova “Frente Missionária” consolidava-se, aos poucos, e recebia a aprovação do Ministro Geral, Frei Flávio Roberto Carraro (19/08/1983) e os primeiros missionários, destinados à Paróquia Nossa Senhora Aparecida em Tangará da Serra-MT, foram apresentados ao povo na missa solene da Noite do Natal de 1983. O compromisso com a Diocese de Ji-Paraná-RO – assumir a administração da paróquia em Presidente Medici – precisou ser adiado para 1985.
O “grito de largada” fora dado; agora, era caminhar com esperança, conhecer melhor a realidade local, preparar os novos missionários e não esmorecer. O Capítulo Provincial (setembro de 1984) confirmou a iniciativa missionária considerando-a “prioridade provincial”.

Uma Frente Missionária paroquial
Os primeiros marcos da caminhada missionária foram “paroquiais”, fixados nas cidades de Tangará da Serra-MT (1983) e em Pimenta Bueno-RO (1985). Seguiram-se outros, ainda em área paroquial e, por isso, a Frente Missionária foi, desde o início, questionada por muitos e conhecida como “Frente Missionária paroquial”.
Respondemos que, junto a uma Igreja local, missionária e pobre de tudo, a opção pastoral e paroquial se impunha, ao menos, temporariamente. Os migrantes, pobres e abandonados, precisavam de pastores que os ajudassem a se fixar na terra, a não perder a fé e a construir sua Igreja. A implantação da Ordem viria com o tempo!
Os primeiros marcos de nossa caminhada pastoral foram fixados em paróquias do Mato Grosso e da Rondônia.

Organização interna da Frente Missionária
A Frente Missionária expandiu-se rapidamente e os frades viviam espalhados pelas paróquias sem nenhuma coordenação interna e local. Heróicos mas perdidos na imensidão do Mato Grosso e da Rondônia!
Impunha-se uma Coordenação Geral e uma Organização interna para dar consistência ao empreendimento missionário.
“A Frente Missionária precisa de coordenação e de organização interna para sobreviver”, respondeu um Missionário ao Ministro Provincial, quando solicitado a respeito da situação dos frades e da Frente Missionária (1988). De imediato, ele indicou um Coordenador Geral para a Frente Missionária e erigiu, canonicamente, duas Fraternidades: Fraternidade Aparecida(25/05/1988) com sede em Tangará da Serra-MT, e Fraternidade Fátima (02/06/1988), com sede em Pimenta Bueno-RO.
A coordenação iniciou seu trabalho: reunia os frades e provocava discussões a respeito de nosso destino, manifestávamos nossas ansiedades e desejos e procurávamos sonhar com alguns critérios que servissem de orientação e iluminação para nossa Vida e Atividades na Frente Missionária.

Proclamação da Custódia
A Frente Missionária foi proclamada Custódia no dia 29 de julho de 1993, com a presença do Ministro Geral da Ordem, Frei Flávio Roberto Carraro, do Ministro Provincial, Frei Aldo Colombo, do Definidor Geral, Frei Jerônimo Bórmida e de quase todos os bispos em cujas dioceses trabalhávamos.
O primeiro Conselho da Custódia foi composto por Frei Carlos Albino Zagonel (Custódio) e Frei Paulino Costela e Frei Irineu Lucion(Conselheiros).
Na proclamação da Custódia, administrávamos 10 Paróquias, 3 Casas de Formação e marcávamos presença em 5 Dioceses: Cuiabá-MT, Diamantino-MT, Ji-Paraná-RO, Guajará Mirim-RO e Porto Velho-RO.

Obs.: Este histórico é formado por partes da obra Capuchinhos no Brasil organizada por Frei Carlos A. Zagonel. Esta obra foi publicada pela CCB em 2001.

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Edição: 24.12.2008
    


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